HC 985466 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque não há flagrante ilegalidade que autorize o habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio; a apreensão de significativa quantidade e variedade de drogas, além de vultosa quantidade de insumos para produção, demonstra dedicação à traficância, afastando os requisitos do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; além disso, a utilização da quantidade e natureza da droga tanto na primeira fase (fixação da pena-base) quanto na terceira fase (apreciação da minorante) é admitida quando há fundamentos distintos e objetivos diferentes, não configurando bis in idem no caso concreto.
- Parties
- Agravante: GUILHERME LOURENÇO DE OLIVEIRA; Réu: Emanuel
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Pela Sexta Turma (sessão Virtual) Decisão Denegatória Do Agravo Regimental
- Outcome
- Agravo regimental improvido (negado provimento ao agravo regimental)
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas, Art. 33, § 4º Da Lei N. 11.343/2006 (tráfico Privilegiado), Dosimetria Da Pena, Habeas Corpus Como Sucedâneo De Recurso Próprio, Quantidade E Variedade De Entorpecentes
Case Brief
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Parties
GUILHERME LOURENÇO DE OLIVEIRA
Agravante
Emanuel
Réu
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Pela Sexta Turma (sessão Virtual) Decisão Denegatória Do Agravo Regimental
Legal Issues
- 1 Cabimento do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio ou revisão criminal
- 2 Aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º da Lei n. 11.343/2006 diante da quantidade e variedade de drogas e de insumos apreendidos
- 3 Possibilidade de considerar a quantidade e a natureza da droga tanto na fixação da pena-base (art. 42) quanto na análise da minorante do art. 33, § 4º, sem configurar bis in idem
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque não há flagrante ilegalidade que autorize o habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio; a apreensão de significativa quantidade e variedade de drogas, além de vultosa quantidade de insumos para produção, demonstra dedicação à traficância, afastando os requisitos do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006; além disso, a utilização da quantidade e natureza da droga tanto na primeira fase (fixação da pena-base) quanto na terceira fase (apreciação da minorante) é admitida quando há fundamentos distintos e objetivos diferentes, não configurando bis in idem no caso concreto.
Court Disposition
Agravo regimental improvido (negado provimento ao agravo regimental)
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão agravada que não conheceu do habeas corpus
Full Case Text
Judgment text and source record
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