HC 957965 - DECISAO
Indefere-se a liminar por se tratar de reiteração de habeas corpus já formulado e analisado anteriormente nesta Corte Superior, sendo vedada a rediscussão da matéria, bem como por aplicação do entendimento de que o STJ não conhece de habeas corpus contra ato de autoridade de igual ou superior jurisdição (art. 650, §...
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- Parties
- Paciente: PAULO CESAR DIAS; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Indefiro liminarmente o habeas corpus.
- Legal Topics
- Tráfico De Drogas (art. 33, Lei 11.343/2006), Nulidade De Provas, Invasão De Domicílio, Tráfico Privilegiado, Reiteração De Habeas Corpus
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Parties
PAULO CESAR DIAS
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 validade das provas obtidas em suposta invasão de domicílio
- 2 ônus da prova quanto ao consentimento da companheira para ingresso policial
- 3 aplicação da causa especial de diminuição da pena (tráfico privilegiado)
Ratio Decidendi
Indefere-se a liminar por se tratar de reiteração de habeas corpus já formulado e analisado anteriormente nesta Corte Superior, sendo vedada a rediscussão da matéria, bem como por aplicação do entendimento de que o STJ não conhece de habeas corpus contra ato de autoridade de igual ou superior jurisdição (art. 650, § 1º, CPP).
Court Disposition
Indefiro liminarmente o habeas corpus.
Orders
- Indefiro liminarmente o habeas corpus.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de PAULO CESAR DIAS, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Apelação Criminal n. 0006889-92.2014.8.26.0126. Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 5 anos de reclusão no regime fechado e pagamento de 500 dias-multa, como incurso nas sanções do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. A apelação criminal interposta pela defesa teve o provimento negado pelo Tribunal estadual, daí o presente writ, no qual a impetrante postula a absolvição do paciente, aduzindo a nulidade das provas obtidas no contexto de invasão de domicílio e a ausência de comprovação do consentimento da companheira do paciente para o ingresso policial em sua residência, enfatizando ser ônus do Estado tal demonstração. Acrescenta, ainda, o cabimento da causa especial de diminuição da pena do tráfico privilegiado, destacando que eventuais ações penais em curso não se prestam para afastar a minorante. Requer, liminarmente e no mérito, seja reconhecida a ilicitude das provas. Subsidiariamente, pugna pela aplicação do tráfico privilegiado, fixando o regime aberto para cumprimento da pena e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. É o relatório. Decido. De plano, verifico que foi impetrado anteriormente perante esta Corte Superior o HC n. 676.523/SP, também em benefício do ora paciente, o qual apontava como ato coator o mesmo acó rdão ora impugnado, formulando-se o mesmo pedido, com fundamento na mesma causa de pedir, revelando-se, portanto, o presente mandamus mera reiteração. Nesse aspecto, "A jurisprudência desta Corte Superior é firme no sentido de não possibilitar a rediscussão da matéria, via habeas corpus, quando já formulados e analisados pedidos idênticos, acerca dos mesmos fundamentos, de matéria já analisada neste Tribunal Superior, por se tratar de reiteração de pedido" (AgRg no HC n. 839.421/MS, relator Ministro Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do Tjsp), Sexta Turma, julgado em 2/9/2024, DJe de 4/9/2024.). No mesmo sentido: AGRAVO REGIMENTAL CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINARMENTE O WRIT. REITERAÇÃO DE PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM RECONHECIDA POR ESTE COLEGIADO. IMPOSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE ORDEM DE HABEAS CORPUS CONTRA ATO PRÓPRIO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. "É de se considerar que é pacífico o entendimento firmado nesta Corte de que não se conhece de habeas corpus cuja questão já tenha sido objeto de análise em oportunidade diversa, tratando-se de mera reiteração de pedido" (AgRg no HC n. 796.091/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 26/6/2023). 2. Além de o HC n 765363/SP reiterar pedido já analisado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça no julgamento do HC n. 764.059/SP, frise-se que este Colegiado se pronunciou pela competência da Justiça Comum quanto aos fatos delituosos apurados na Ação Penal 0010201-20.2016.8.26.0510 que tramitou perante a Segunda Vara Criminal da Comarca de Rio Claro/SP. Diante disso, é defeso a esta Corte Superior de Justiça julgar habeas corpus contra ato próprio, porquanto, à luz do art. 650, § 1º, do Código de Processo Penal - CPP, a competência para conhecer originalmente do pedido de habeas corpus cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição. Nesse sentido: AgRg no HC n. 272.077/PE, de minha relatoria, Quinta Turma, DJe de 19/10/2018 e RHC n. 39.858/TO, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe de 4/11/2014. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AgRg no HC n. 765.363/SP, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023.) Pelo exposto, indefiro liminarmente o habeas corpus. Publique-se. EMENTA