AREsp 2698103 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque as instâncias ordinárias apresentaram indícios mínimos de autoria e de animus necandi aptos a justificar a pronúncia e a manutenção da qualificadora (art. 121, § 2º, IV, c/c art. 14, II, CP); a desclassificação por desistência voluntária só seria cabível na fase de pronúncia quando ausente de modo cristalino qualquer indício de animus necandi; sendo assim, a valoração definitiva dos fatos compete ao Tribunal do Júri e é vedado ao STJ o revolvimento probatório, nos termos da Súmula 7 do STJ.
- Parties
- Agravante: José Erinaldo Pereira da Rocha; Interveniente (opinou Pelo Não Provimento): Ministério Público Federal; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo (conhecimento E Julgamento)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Tribunal Do Júri, Pronúncia, Desistência Voluntária, Animus Necandi, Qualificadora: Recurso Que Dificultou Ou Impossibilitou a Defesa, Emendatio Libelli, Súmula 7/stj
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
José Erinaldo Pereira da Rocha
Agravante
Ministério Público Federal
Interveniente (opinou Pelo Não Provimento)
Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas
Tribunal De Origem
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Sobre Agravo (conhecimento E Julgamento)
Legal Issues
- 1 Se é cabível a desclassificação de tentativa de homicídio para lesão corporal por reconhecimento de desistência voluntária na fase de pronúncia
- 2 Se deve ser mantida a qualificadora do recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa (art. 121, § 2º, IV, CP)
- 3 Alcance da competência do Tribunal do Júri e proibição de reexame probatório na instância especial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial porque as instâncias ordinárias apresentaram indícios mínimos de autoria e de animus necandi aptos a justificar a pronúncia e a manutenção da qualificadora (art. 121, § 2º, IV, c/c art. 14, II, CP); a desclassificação por desistência voluntária só seria cabível na fase de pronúncia quando ausente de modo cristalino qualquer indício de animus necandi; sendo assim, a valoração definitiva dos fatos compete ao Tribunal do Júri e é vedado ao STJ o revolvimento probatório, nos termos da Súmula 7 do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment