AREsp 2798735 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e deu-se provimento parcial para decotar a qualificadora do 'recurso que impossibilitou a defesa da vítima', por entender que a inclusão dessa qualificadora na quesitação/pronúncia não guardou correlação fática com a denúncia (ofensa ao art. 383 do CPP), enquanto que a alegação relativa ao uso...
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- Parties
- Agravante: MAICON MANOEL FRANCISCO; Respondente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA - MPSC; Co Réu: AGENOR; Vítima: Eliana Maria Stickel Francisco; Vítima: Agostinho Petry
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Conheço do agravo de MAICON MANOEL FRANCISCO e dou-lhe provimento parcial para decotar a qualificadora do recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com readequação da pena.
- Legal Topics
- Tribunal Do Júri, Homicídio Qualificado, Silêncio Do Acusado, Qualificadora Da Paga Ou Promessa De Recompensa, Princípio Da Correlação (art. 383 Cpp), Preclusão, Dosimetria Da Pena
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Parties
MAICON MANOEL FRANCISCO
Agravante
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA - MPSC
Respondente
AGENOR
Co Réu
Eliana Maria Stickel Francisco
Vítima
Agostinho Petry
Vítima
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Uso do silêncio do acusado nos debates do Júri (art. 478, II, CPP)
- 2 Violação do princípio da correlação entre denúncia e pronúncia (art. 383 CPP)
- 3 Aplicabilidade da qualificadora da paga ou promessa de recompensa ao mandante (art. 121, § 1º, I, CP)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se provimento parcial para decotar a qualificadora do 'recurso que impossibilitou a defesa da vítima', por entender que a inclusão dessa qualificadora na quesitação/pronúncia não guardou correlação fática com a denúncia (ofensa ao art. 383 do CPP), enquanto que a alegação relativa ao uso do silêncio (art. 478, II, CPP) foi rejeitada por ausência de demonstração de prejuízo; procedeu-se à readequação da dosimetria e fixou-se a pena definitiva resultante.
Court Disposition
Conheço do agravo de MAICON MANOEL FRANCISCO e dou-lhe provimento parcial para decotar a qualificadora do recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com readequação da pena.
Orders
- Decotada a qualificadora do recurso que impossibilitou a defesa da vítima
- Pena definitiva ajustada para 42 anos e 8 meses de reclusão, 6 meses de detenção e 20 dias-multa
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