AREsp 2517889 - ACORDAO
Negado provimento ao agravo regimental porque o Tribunal de origem concluiu, com fundamentação, que a decisão do Conselho de Sentença era manifestamente contrária ao conjunto probatório, e reformá-la implicaria reexame de matéria fático-probatória, vedado pela Súmula n. 7/STJ.
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- Parties
- Réu: João; Vítima: Roberto; Testemunha/mãe Da Vítima: Joelina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Na Turma Do STJ
- Outcome
- Negado provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Tribunal Do Júri, Soberania Dos Veredictos, Súmula N. 7/stj, Art. 593, III, "d", Do CPP
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Parties
João
Réu
Roberto
Vítima
Joelina
Testemunha/mãe Da Vítima
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Na Turma Do STJ
Legal Issues
- 1 decisão dos jurados manifestamente contrária às provas dos autos
- 2 incidência da Súmula n. 7/STJ e vedação ao reexame do acervo fático-probatório em recurso especial
- 3 possibilidade de anulação do veredicto do Júri quando manifestamente dissociado das provas
Ratio Decidendi
Negado provimento ao agravo regimental porque o Tribunal de origem concluiu, com fundamentação, que a decisão do Conselho de Sentença era manifestamente contrária ao conjunto probatório, e reformá-la implicaria reexame de matéria fático-probatória, vedado pela Súmula n. 7/STJ.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Messod Azulay Neto. EMENTA
RELATÓRIO Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão de e-STJ fls. 806/808, da presidência desta Corte, que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial por incidência do óbice da Súmula n. 7/STJ. A defesa insiste na tese da violação do art. 593, "d", do CPP. Alega que a conclusão dos jurados não está totalmente divorciada das provas dos autos, considerando o depoimento da mãe da vítima no sentido de que a vítima já estava morta no momento dos dois últimos disparos, "daí os senhores jurados terem entendido que o excesso se deu quando do primeiro disparo, posto que os outros dois foram efetuados contra um cadáver (e-STJ fl. 786). Sustenta que "havendo duas versões jurídicas sobre os fatos, ambas amparadas no acervo probatório, deve ser preservada a decisão dos jurados, em atenção à soberania dos veredictos" (e-STJ fl. 787). Ressalta que a pretensão recursal não encontra óbice na súmula n. 7/STJ, posto que " a o defender que a decisão dos jurados NÃO é manifestamente contrária à prova dos autos, o recorrente o faz com base na expressa menção, no V. Acórdão que julgou os embargos de declaração, da versão defendida pelo recorrente, qual seja, a de que a vítima já estaria morta quando dos dois últimos disparos" (e-STJ fl. 73). Objetiva, assim, a reconsideração da decisão agravada ou a remessa do feito à apreciação da Turma, a fim de que o agravo seja provido. É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRIBUNAL DO JURI. DECISÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA ANULADA. RECONHECIDA NA ORIGEM A MANIFESTA CONTRÁRIEDADED DA DECISÃO EM RELAÇÃO ÀS PROVAS DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO ACERVO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. É assente o entendimento de que a quebra da soberania dos veredictos é admitida, apenas, em hipóteses excepcionais, em que a decisão do Júri não encontra amparo nas provas produzidas, destoando, inquestionavelmente, de todo o acervo probatório. 2. No caso, a Corte a quo, ao analisar os autos, em decisão devidamente motivada, entendeu que a conclusão dos jurados ao reconhecer o excesso culposo e desclassificar o delito de homicídio doloso para culposo, se afastou, manifestamente, dos elementos de convicção disponíveis dos autos. Assim, concluir que a decisão do Júri não se mostrou manifestamente contrária às provas dos autos, como requer a parte recorrente, implica o revolvimento do conteúdo fático-probatório da demanda, providência vedada em recurso especial. Incidência da Súmula n. 7/STJ. 3. Agravo regimental não provido. VOTO O agravo regimental não merece acolhida. Dessume-se das razões recursais que o agravante não trouxe elementos suficientes para infirmar a decisão agravada, que, de fato, apresentou a solução que melhor espelha a orientação jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria. De início, cabe registrar que a quebra da soberania dos veredictos é apenas admitida em hipóteses excepcionais, em que a decisão do Júri for manifestamente dissociada do contexto probatório, hipótese em que o Tribunal de Justiça está autorizado a determinar novo julgamento. E, como é cediço, diz-se manifestamente contrária à prova dos autos a decisão que não encontra amparo nas provas produzidas, destoando, desse modo, inquestionavelmente, de todo o acervo probatório. No caso, a Corte local, ao analisar o recurso ministerial, consignou o seguinte: Na data dos fatos, a família realizava um churrasco quando João e a vítima discutiram por motivo fútil (por causa da música e do volume do som) e vieram a se agredir, fisicamente, na cozinha do imóvel, tendo o réu, então, efetuado um disparo de arma de fogo contra o agressor, para se defender. Gravemente ferido, Roberto caminhou até o automóvel, estacionado no quintal, e se sentou no banco do motorista, mas João foi ao seu encontro e efetuou outro disparo na direção do ofendido, à queima-roupa; em seguida, recarregou a espingarda e efetuou o terceiro disparo, também à queima-roupa, causando a morte do ofendido. .. No caso dos autos, o Conselho de Sentença, ao responder afirmativamente aos quesitos relativos à materialidade, ao nexo de causalidade e à autoria do crime (três primeiros quesitos), negou a absolvição genérica no quarto quesito, mas reconheceu o excesso culposo (quinto quesito), desclassificando o delito de homicídio doloso para culposo, de forma que, na hipótese, o veredito se afastou, manifestamente, dos elementos de convicção disponíveis no processo. .. Assim, há nos autos indícios suficientes de que João agiu com manifesto "animus necandi" ao efetuar mais dois disparos contra Roberto quando as agressões já haviam sido suficientemente repelidas com o primeiro disparo, tendo o ofendido deixado o local já gravemente ferido. .. De igual modo, a qualificadora expressamente acenada na pronúncia (recurso que tornou impossível a defesa do ofendido) deve ser novamente submetida ao crivo dos senhores jurados, máxime porque somente poderia ser repelida se inteiramente descabida e dissociada das provas coligidas, o que não ocorre no caso em exame. Ante o exposto, dou provimento ao recurso ministerial para anular a decisão do Conselho de Sentença, a fim de que o réu seja submetido a novo julgamento pelo Egrégio Tribunal do Júri (e-STJ fls. 721/725). Ao apreciar os embargos de declaração opostos pela defesa, esclareceu o seguinte: No caso, ainda que a Sra. Joelina, companheira do embargante e mãe da vítima, tenha afirmado que "seu filho já estava morto quando foram disparados os dois últimos tiros", o laudo necroscópico comprovou que Roberto foi à óbito por choque hemorrágico, provocado por três disparos de arma de fogo em regiões vitais do corpo (pulmão esquerdo, mandíbula esquerda e pescoço) (fls. 49/55). Portanto, ainda que o primeiro disparo tenha sido efetuado em legítima defesa, como reconhecido no Acórdão, os dois disparos subsequentes, efetuados pelo embargante durante a tentativa de fuga do seu agressor, foram a causa efetiva da morte da vítima, como comprovou a perícia, revelando o dolo direto e intenso com que ele agiu, indício suficiente e manifesto de "animus necandi" (e-STJ fl. 738). No contexto, o Tribunal local concluiu que a decisão dos jurados se revelou manifestamente contrária à prova dos autos, destacando que os dois disparos subsequentes, efetuados pelo embargante durante a tentativa de fuga do seu agressor, foram a causa efetiva da morte da vítima, como comprovou a perícia, revelando o dolo direto e intenso com que ele agiu, indício suficiente e manifesto de "animus necandi" (e-STJ fl. 738). Assim, para alterar a conclusão a que chegou o Tribunal de origem, como requer a parte recorrente, demandaria, necessariamente, o revolvimento do acervo fático-probatório delineado nos autos, providência incabível em sede de recurso especial, ante o óbice contido na Súmula n. 7/STJ. A respeito: PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO TENTADO. TRIBUNAL DO JÚRI. DECISÃO DOS JURADOS MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA ÀS PROVAS DOS AUTOS. ACÓRDÃO QUE ANULOU O JULGAMENTO PELO JÚRI. PLEITO DA DEFESA PARA RESTABELECER A DECISÃO ABSOLUTÓRIA SOB ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7/STJ. 1. De acordo com a jurisprudência da Terceira Seção do STJ, "a anulação da decisão absolutória do Conselho de Sentença, manifestamente contrária à prova dos autos, pelo Tribunal de Justiça, por ocasião do exame do recurso de apelação interposto pelo Ministério Público (art. 593, III, "d", do Código de Processo Penal), não viola a soberania dos veredictos" (HC n. 323.409/RJ, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, relator para acórdão Ministro Felix Fischer, Terceira Seção, DJe de 8/3/2018). 2. Quando o Tribunal ad quem verificar a existência de decisão manifestamente contrária às provas dos autos, proferida pelo Conselho de Sentença, pode cassar a absolvição do réus proferida pelos jurados, uma única vez, determinando a realização de novo julgamento, não havendo falar em ofensa à soberania dos veredictos. 3. Na hipótese em tela, o Tribunal a quo entendeu que a decisão dos jurados pela absolvição do agravante era manifestamente contrária às provas dos autos, principalmente pelos depoimentos das testemunhas, somados às provas periciais (escutas telefônicas). 4. Para se alterar essa conclusão, seria inevitável o revolvimento do conjunto fático-probatório carreado aos autos, procedimento vedado na instância especial, nos termos da Súmula n. 7 do STJ. 5. Agravo regimental desprovido. (AgRg no AREsp n. 2.261.948/PA, relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, julgado em 25/4/2023, DJe de 2/5/2023). AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 483, III, § 2º, E 593, III, D, AMBOS DO CPP. TRIBUNAL DE ORIGEM QUE AFASTOU A ABSOLVIÇÃO POR CLEMÊNCIA OPERADA PELO CONSELHO DE SENTENÇA, DETERMINANDO A SUBMISSÃO DO RECORRENTE A NOVO JÚRI. PLEITO DE RESTABELECIMENTO DA SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. CORTE A QUO QUE NÃO IDENTIFICOU SUBSTRATO PROBATÓRIO MÍNIMO A JUSTIFICAR A ESCOLHA ADOTADA PELO CONSELHO DE SENTENÇA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. O Tribunal de origem, ao entender não haver lastro probatório mínimo a justificar a absolvição do agravante, dispôs os seguintes fundamentos: a soberania dos vereditos não possui caráter absoluto e irrevogável, sendo que a anulação da decisão absolutória do Conselho de Sentença (relativa ao quesito da clemência), manifestamente contrária à prova dos autos, pelo Tribunal de Justiça, por ocasião do exame do recurso de apelação interposto pelo Ministério Público, não viola a soberania dos vereditos, desde que fique demonstrada a total dissociação da conclusão dos jurados com as provas apresentadas em plenário. .. , não cabia espaço para absolvição do Apelado com relação à vítima J M dos S, na medida que, em sede de plenário, a defesa limitou-se a requerer a desclassificação do crime para lesão corporal, e não a absolvição, razão por que a decisão adotada pelo Tribunal Popular não encontra amparo em nenhuma das teses suscitadas pelas partes. Ademais, a absolvição mostrou-se totalmente divorciada do conjunto probatório carreado. .. fica claro que ao decidir pela absolvição do Réu, o Conselho de Sentença dissociou-se completamente do conjunto fático-probatório contido nos presentes autos, tampouco, harmonizou-se com a tese defensiva sustentada, razão por que entendo que o caso concreto se amolda à situação que permite a cassação da decisão anterior e a determinação de novo julgamento, nos termos do art. 593, inciso III, alínea "d", do CPP. 2. .. a absolvição do réu pelos jurados, com base no art. 483, III, do CPP, ainda que por clemência, não constitui decisão absoluta e irrevogável. O Tribunal pode cassar a decisão quando entender configurada total dissonância da conclusão dos jurados com as provas apresentadas em Plenário (AgRg no AREsp n. 1.824.933/MS, Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador convocado do TJDFT), Quinta Turma, julgado em 17/8/2021, DJe 24/8/2021). 3. O Tribunal de origem entendeu não haver lastro probatório mínimo a justificar a absolvição, de forma que se autoriza a anulação do julgamento por contrariedade à prova dos autos. E, para concluir de maneira diversa, seria necessário o reexame de matéria fático-probatória, vedado em recurso especial, por força da Súmula 7/STJ. 4. A Terceira Seção consolidou o entendimento de que não ofende a soberania dos veredictos a anulação de decisão do Júri, quando esta se mostrar manifestamente contrária às provas dos autos, ainda que os jurados tenham respondido positivamente ao terceiro quesito formulado nos termos do art. 483, § 2º, do CPP. .. A revisão do acórdão para concluir pela inexistência de suporte probatório encontra óbice na Súmula 7/STJ (AgRg no AREsp n. 1.306.814/DF, Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe de 2/4/2019). 5. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp n. 1.979.704/AM, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 27/9/2022, DJe de 30/9/2022). PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ABSOLVIÇÃO CASSADA PELO TRIBUNAL A QUO. DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA ÀS PROVAS DOS AUTOS. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO PELA PRESIDÊNCIA DO STJ. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ARESTO RECORRIDO. SÚMULA 284/STF. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE PROVA SÚMULA 7/STJ. ALEGADA VIOLAÇÃO DE SÚMULA DO STF. SÚMULA 518/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL DEVE SER DEMONSTRADO MEDIANTE O DEVIDO COTEJO ANALÍTICO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA N. 182/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada atrai a incidência da Súmula 182 desta Corte Superior. 2. Ainda que assim não fosse, destaco que o recurso especial demonstra evidente deficiência, porquanto suas razões não estão em consonância com a fundamentação expendida pela instância ordinária, atraindo a incidência da Súmula 284/STF, segundo a qual: É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. 3. Por outro vértice, oportuno gizar que p ara fins do art. 105, III, a, da Constituição Federal - CF, não é cabível recurso especial fundado em alegada violação de enunciado de súmula (Súmula 518, CORTE ESPECIAL, DJe 2/3/2015). 4. De igual modo, importante ressaltar que as decisões do Júri submetem-se ao duplo grau de jurisdição, apenas, nas hipóteses previstas nas alíneas do inciso III do artigo 593 do Código de Processo Penal, in verbis: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança; e d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. 5. Com efeito, conforme o entendimento que prevaleceu no Superior Tribunal de Justiça, a absolvição, até mesmo por clemência, fundada em elementos metafísicos ou extra-autos, não pode excluir a possibilidade de revisão do julgado em segundo grau de jurisdição, máxime quando a pretensão recursal se fundar na manifesta contrariedade às provas dos autos, sob pena de malferimento à norma do art. 593, III, "d", do CPP. Precedentes. 6. Assim, nos termos da jurisprudência do STJ, pode o Tribunal, em recurso da parte, cassar a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos, sem caracterizar ofensa à soberania dos veredictos. Nessa linha, alterar as conclusões consignadas no acórdão recorrido, como requer a parte recorrente, exigiria a incursão no conjunto fático-probatório e nos elementos de convicção dos autos, o que não é possível nesta Corte Superior em razão da incidência da Súmula 7/STJ. 7. O recorrente não realizou o cotejo analítico entre os acórdãos confrontados, a fim de evidenciar a similitude fática e a adoção de teses divergentes, sendo insuficiente a mera transcrição de ementa. Requisitos previstos no art. 255, §1º, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça e do art. 1.029, § 1º, do CPC. 8. Agravo regimental não conhecido. (AgRg no AREsp n. 2.079.741/MG, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 23/8/2022, DJe de 26/8/2022). Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA Relator