AREsp 2545891 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque a Corte de origem apreciou a controvérsia principal com base em fatos e provas, de modo que qualquer conclusão diversa exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ; ademais, as demais matérias não foram prequestionadas, impedindo o conhecimento do recurso especial...
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- Parties
- Autor: Município de Itaperuna; Agravante: Telefônica
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno (no Agravo Em Recurso Especial) / Julgado Pela Segunda Turma Do Superior Tribunal De Justiça (decisão De 03/09/2024 a 09/09/2024)
- Outcome
- Agravo interno improvido; negar provimento ao agravo interno.
- Legal Topics
- Tutela De Urgência, Prequestionamento, Reexame De Provas, Decisões Precárias, Súmulas Constitucional/disciplinadoras
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Parties
Município de Itaperuna
Autor
Telefônica
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno (no Agravo Em Recurso Especial) / Julgado Pela Segunda Turma Do Superior Tribunal De Justiça (decisão De 03/09/2024 a 09/09/2024)
Legal Issues
- 1 Conhecimento do recurso especial diante da necessidade de reexame fático-probatório (Súmula 7/STJ)
- 2 Prequestionamento e aplicabilidade do art. 1.025 do CPC/2015
- 3 Incabibilidade de exame de decisões precárias/liminares (Súmula 735/STF)
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque a Corte de origem apreciou a controvérsia principal com base em fatos e provas, de modo que qualquer conclusão diversa exigiria reexame fático-probatório vedado pela Súmula 7/STJ; ademais, as demais matérias não foram prequestionadas, impedindo o conhecimento do recurso especial nos termos do art. 1.025 do CPC/2015; por fim, decisões precárias/liminares não admitem exame em recurso especial, conforme a Súmula 735/STF.
Court Disposition
Agravo interno improvido; negar provimento ao agravo interno.
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Manter a decisão que não conheceu do recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 03/09/2024 a 09/09/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator. Não participou do julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. NA ORIGEM TRATA-SE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MUNICÍPIO DE ITAPERUNA. SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL. TUTELA DE URGÊNCIA . NESTA CORTE NÃO SE CONHECEU DO RECURSO. AGRAVO INTERNO. ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO AINDA QUE POR OUTROS FUNDAMENTOS. I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento em sede de ação civil pública (serviços de telefonia e internet móveis). Na decisão, deferiu-se a tutela de urgência. No Tribunal a quo, a decisão foi parcialmente reformada. II - No STJ, cuida-se de agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do recurso especial diante da incidência de óbices ao seu conhecimento. Na petição de agravo interno, a parte agravante repisa as alegações que foram objeto de análise na decisão recorrida. III - A Corte de origem analisou a controvérsia principal dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". IV - Os demais dispositivos legais mencionados pela parte recorrente na petição de recurso especial não foram objeto de análise na Corte de origem. Tampouco o conteúdo foi objeto no acórdão proferido na Corte de origem. Assim, não é possível o conhecimento do recurso especial diante da falta de prequestionamento da matéria. Para que o art. 1.025 do CPC/2015 seja aplicado, e permita-se o conhecimento das alegações da parte recorrente, é necessário não só que haja a oposição dos embargos de declaração na Corte de origem (e. 211/STJ) e indicação de violação do art. 1.022 do CPC/2015, no recurso especial (REsp 1.764.914/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 8/11/2018, DJe 23/11/2018). A matéria deve ser: i) alegada nos embargos de declaração opostos (AgInt no REsp 1.443.520/RS, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 1º/4/2019, DJe 10/4/2019); ii) devolvida a julgamento ao Tribunal a quo (AgRg no REsp n. 1.459.940/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 24/5/2016, DJe 2/6/2016) e; iii) relevante e pertinente com a matéria (AgInt no AREsp 1.433.961/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 17/9/2019, DJe 24/9/2019.) V - O entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que é incabível o exame, em sede de recurso especial, de decisões precárias, a teor da Súmula 735/STF: "Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar". VI - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do recurso diante da incidência de óbices ao conhecimento. O recurso especial foi interposto contra acórdão com a seguinte ementa, que bem resume a discussão trazida a esta Corte: AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MUNICÍPIO DE ITAPERUNA. SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL. TUTELA DE URGÊNCIA. DECISÃO INTERLOCUTÓRIA DEFERINDO A TUTELA DE URGÊNCIA PARA DETERMINAR O RESTABELECIMENTO DO SINAL DE TELEFONIA EM TODA A ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO DISTRITO DE RAPOSO, NO PRAZO DE 24 (VINTE E QUATRO) HORAS, SOB PENA DE MULTA DE R$50.000,00 POR DIA DE DESCUMPRIMENTO. PRESENÇA DOS REQUISITOS DESCRITOS NO ARTIGO 300 DO CPC. DOCUMENTAÇÃO ANEXADA À INICIAL QUE CONSTITUI FORTE INDÍCIO DA MÁ PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PELA CONCESSIONÁRIA, SENDO SUFICIENTE PARA CONFIGURAR A PROBABILIDADE DO DIREITO DO MUNICÍPIO. USUÁRIOS QUE POSSUEM O DIREITO DE RECEBER SERVIÇO ADEQUADO, NOS TERMOS DO ART. 7º, I, DA LEI DAS CONCESSÕES DOS SERVIÇOS PÚBLICOS (LEI Nº 8.987/95). RISCO DE DANO GRAVE EVIDENTE, CONSIDERANDO A IMINÊNCIA DA REALIZAÇÃO DE UM TRADICIONAL EVENTO NA CIDADE -A FESTA DOS CARROS DE BOIS. SERVIÇOS DE TELEFONIA E INTERNET QUE PODEM SER CONSIDERADOS ESSENCIAIS NOS DIAS DE HOJE. VALOR DA MULTA COMINATÓRIA QUE SE MOSTRA EXCESSIVO E EM DESACORDO COM O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE, DEVENDO SER REDUZIDO PARA R$10.000,00 (DEZ MIL REAIS) POR DIA DE DESCUMPRIMENTO. RECURSO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. Na petição de agravo interno, a parte agravante repisa as alegações que foram objeto de análise na decisão recorrida, confiram-se: .. 6. Logo de início, a Telefônica pede licença para destacar que a admissibilidade do recurso especial de fls. 142/154 não encontra qualquer óbice na Súmula nº7 do STJ, uma vez que a matéria que se pretende discutir é eminentemente de direito e, portanto, dispensa a reanálise de fatos e provas. 7. É de se dizer, ar. decisão agravada, com todo respeito e acatamento, se equivocou ao não conhecer do recurso especial, sob o argumento de que "para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório" (fl. 232), à medida que a questão debatida trata exclusivamente da ofensa ao art.300, caput e § 3º, do CPC, naturalmente perpetrada pelo e. TJRJ, ao proferir acórdão que manteve a tutela de urgência conferida pelo MM. Juízo de piso, o qual havia decidido nos seguintes termos: .. 13. Em poucas palavras, a única questão que se põe à análise desta e. Corte é simples e objetiva, versando tão somente sobre a impossibilidade de concessão da tutela de urgência inaudita altera pars ao arrepio dos pressupostos contidos no art. 300,do CPC, especialmente no que tange ao caráter irreversível dos efeitos da decisão em prejuízo da parte contrária. .. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. NA ORIGEM TRATA-SE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MUNICÍPIO DE ITAPERUNA. SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL. TUTELA DE URGÊNCIA . NESTA CORTE NÃO SE CONHECEU DO RECURSO. AGRAVO INTERNO. ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO AINDA QUE POR OUTROS FUNDAMENTOS. I - Na origem, trata-se de agravo de instrumento em sede de ação civil pública (serviços de telefonia e internet móveis). Na decisão, deferiu-se a tutela de urgência. No Tribunal a quo, a decisão foi parcialmente reformada. II - No STJ, cuida-se de agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do recurso especial diante da incidência de óbices ao seu conhecimento. Na petição de agravo interno, a parte agravante repisa as alegações que foram objeto de análise na decisão recorrida. III - A Corte de origem analisou a controvérsia principal dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". IV - Os demais dispositivos legais mencionados pela parte recorrente na petição de recurso especial não foram objeto de análise na Corte de origem. Tampouco o conteúdo foi objeto no acórdão proferido na Corte de origem. Assim, não é possível o conhecimento do recurso especial diante da falta de prequestionamento da matéria. Para que o art. 1.025 do CPC/2015 seja aplicado, e permita-se o conhecimento das alegações da parte recorrente, é necessário não só que haja a oposição dos embargos de declaração na Corte de origem (e. 211/STJ) e indicação de violação do art. 1.022 do CPC/2015, no recurso especial (REsp 1.764.914/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 8/11/2018, DJe 23/11/2018). A matéria deve ser: i) alegada nos embargos de declaração opostos (AgInt no REsp 1.443.520/RS, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 1º/4/2019, DJe 10/4/2019); ii) devolvida a julgamento ao Tribunal a quo (AgRg no REsp n. 1.459.940/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 24/5/2016, DJe 2/6/2016) e; iii) relevante e pertinente com a matéria (AgInt no AREsp 1.433.961/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 17/9/2019, DJe 24/9/2019.) V - O entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que é incabível o exame, em sede de recurso especial, de decisões precárias, a teor da Súmula 735/STF: "Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar". VI - Agravo interno improvido. VOTO A Corte de origem se manifestou quanto à matéria de fundo utilizando-se dos seguintes fundamentos: .. No caso em exame, a documentação que instrui a inicial constitui forte indício da má prestação do serviço pela concessionária de telefonia agravante, sendo suficiente para configurar a probabilidade do direito do Município. De fato, nos termos do art. 7º, I, da Lei das Concessões dos Serviços Públicos (Lei nº 8.987/95), os usuários têm direito a receber serviço adequado, assim entendido como aquele que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. .. A Corte de origem analisou a controvérsia principal dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Os demais dispositivos legais mencionados pela parte recorrente na petição de recurso especial não foram objeto de análise na Corte de origem. Tampouco o conteúdo foi objeto no acórdão proferido na Corte de origem. Assim, não é possível o conhecimento do recurso especial diante da falta de prequestionamento da matéria. Para que o art. 1.025 do CPC/2015 seja aplicado, e permita-se o conhecimento das alegações da parte recorrente, é necessário não só que haja a oposição dos embargos de declaração na Corte de origem (e. 211/STJ) e indicação de violação do art. 1.022 do CPC/2015, no recurso especial (REsp 1.764.914/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 8/11/2018, DJe 23/11/2018). A matéria deve ser: i) alegada nos embargos de declaração opostos (AgInt no REsp 1.443.520/RS, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 1º/4/2019, DJe 10/4/2019); ii) devolvida a julgamento ao Tribunal a quo (AgRg no REsp n. 1.459.940/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em 24/5/2016, DJe 2/6/2016) e; iii) relevante e pertinente com a matéria (AgInt no AREsp 1.433.961/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 17/9/2019, DJe 24/9/2019.) Ademais, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que é incabível o exame, em sede de recurso especial, de decisões precárias, a teor da Súmula 735/STF: "Não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar". Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO EM DECISÃO LIMINAR PROFERIDA POR JUÍZO DE PISO. DECISÃO MONOCRÁTICA MANTIDA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 735/STF. 735/STF, 83 E 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de Agravo Interno interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul da decisão monocrática (fls. 145-151) desta Relatoria que conheceu do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. 2. Cuida-se, na origem, de cumprimento de sentença proposto pela ora recorrida contra o Estado do Tocantins, em que busca executar o acórdão proferido no MS 698/1993. Com relação à controvérsia, o acórdão recorrido decidiu: "(..) Conforme consta, expressamente, trata-se de ação anulatória de crédito tributário que, em sede de tutela antecipatória, suspendeu a exigibilidade do crédito apontado, no valor total de R$ 137.100,80 pelo oferecimento da apólice de Seguro Garantia nº 061902022841207750033169, no valor de R$ 165.100, 00 (EVENTO13/OUT2). O Superior Tribunal de Justiça, sobre a matéria, já se manifestou em sede de recurso repetitivo, ainda na égide do CPC/73, no Resp 1.123.669/RS, entendimento confirmado no AResp nº 1365883/MS: (..) Assim, devidamente garantido o crédito executado, merece ser suspensa sua exigibilidade, de modo a não causar dano à executada ou prejuízo ao credor, porquanto descabe a recusa sob o fundamento do art. 151, II, do CTN, pois é restrito ao crédito tributário (Agravo de Instrumento, Nº 51107760620228217000, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Irineu Mariani, Julgado em: 28-09-2022). Acrescento não desconhecer a jurisprudência anexada pelo recorrente, todavia, em nada retratam com o caso dos autos e as peculiaridades que o circundam, ausente, ademais, prejuízo ao Estado (..)". (fl. 71-73). 3. Como assentado na decisão monocrática, verifica-se que o Recurso Especial em questão foi apresentado de decisão provisória. Extrai-se que o Ente Estatal interpôs Agravo de Instrumento contra decisão proferida nos autos do Mandado de Segurança 51767226720228210001, cujo juízo de piso deferiu "o pedido de tutela de urgência para suspender a exigibilidade do crédito tributário lavrado no auto de lançamento n. 44940289, determinando ao réu que se abstenha de incluir o nome da parte autora em cadastros de inadimplentes (CADIN, SERASA, etc.); efetuar o protesto da dívida ou impor restrições ao exercício da atividade empresarial em decorrência de tal débito. Afora isso, não deverá obstar a emissão da certidão prevista no art. 206 do CTN em razão do débito ora caucionado". (fl. 5). 4. Como é de sabença, descabe Recurso Especial que objetiva reexame de decisão liminar, medida cautelar ou antecipada, ante a natureza precária e provisória do juízo externado, de forma que não houve o cumprimento do requisito do esgotamento das instâncias ordinárias, imprescindível para o conhecimento do apelo. Tudo isso em sintonia com o disposto no enunciado da Súmula 735 do STF, adotada pelo STJ. 5. Esse fato, por si só, já é suficiente para afastar a análise do Recurso nesta instância especial. No entanto, acrescento ainda a incidência de outros óbices que impedem o trânsito recursal, como das Súmulas 83 e 7 desta Corte Superior, nos termos da fundamentação lançada na decisão agravada (fls. 145-151). 6. Desse modo, ausente a comprovação da necessidade de retificação a ser promovida na decisão agravada, proferida com fundamentos suficientes e em consonância com entendimento pacífico deste Tribunal, não há prover o Agravo Interno que contra ela se insurge. 7. Agravo Interno não provido. (AgInt no AREsp n. 2.481.531/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 24/6/2024, DJe de 28/6/2024.) Ante o exposto, não havendo razões para modificar a decisão recorrida, nego provimento ao agravo interno. É o voto.