AREsp 2767067 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não conheceu do recurso especial porque o recurso visava reexaminar decisão que deferiu tutela de urgência, cujo caráter precário impede recurso especial nos termos da Súmula 735/STF, e a análise suscitada demandaria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: NOTRE DAME INTERMEDICA SAUDE S.A. (NOTRE DAME)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Tutela De Urgência, Plano De Saúde, Obrigação De Fazer, Súmula 735 STF, Súmula 7 STJ, Reexame De Matéria Fático Probatória
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Parties
NOTRE DAME INTERMEDICA SAUDE S.A. (NOTRE DAME)
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento de recurso especial para reexame de decisão que deferiu tutela de urgência
- 2 verificação dos requisitos da tutela de urgência previstos no art. 300 do CPC
- 3 obrigação de plano de saúde de custear tratamento não previsto no rol da ANS
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não conheceu do recurso especial porque o recurso visava reexaminar decisão que deferiu tutela de urgência, cujo caráter precário impede recurso especial nos termos da Súmula 735/STF, e a análise suscitada demandaria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por NOTRE DAME INTERMEDICA SAUDE S.A. (NOTRE DAME) contra decisão que negou seguimento ao seu apelo nobre. Não foi apresentada contraminuta. É o relatório. Decido. O agravo é espécie recursal cabível, foi interposto tempestivamente e com impugnação adequada aos fundamentos da decisão recorrida. CONHEÇO, portanto, o agravo e passo ao exame do recurso especial, que não merece prosperar. Nas razões de seu apelo nobre, interposto com base no art. 105, III, alíneas a e c , da CF, NOTRE DAME alegou, a par de dissídio jurisprudencial, a violação aos arts. 300 do CPC e 10 da Lei n. 9.656/98, ao sustentar, em síntese, (1) ausência dos requisitos da tutela de urgência e; (2) que não está obrigada ao custeio de tratamento não previsto no rol taxativo da ANS. Pois bem ! Ao que se tem dos autos, cuida-se, na origem de recurso de agravo de instrumento contra decisão que que deferiu a tutela de urgência para determinar que: .. há plausibilidade do direito invocado pelo autor, bem como caracterizado o periculum in mora, em razão da necessidade imediata do tratamento com o medicamento para melhora da sua condição de saúde. Trata-se de decisão liminar dotada de reversibilidade, uma vez que, caso a demanda seja julgada improcedente, os valores despendidos com o medicamento poderão ser ressarcidos, reversibilidade que não se verifica caso suspensa a tutela antecipada, pois impossível reverter eventual prejuízo à saúde do autor decorrente da não realização do tratamento indicado pelo médico. Estão presentes, portanto, os pressupostos previstos no art. 300 do Código de Processo Civil, razão pela qual fica indeferido o efeito suspensivo." Na linha da jurisprudência desta eg. Corte Superior, em regra, não é cabível recurso especial com o objetivo de reexaminar acórdão que defere ou indefere medida liminar ou antecipação de tutela, em virtude da natureza precária do provimento jurisdicional concedido pela origem, e que está sujeito a modificação a qualquer tempo. Incidência, por analogia, da Súmula n. 735 do STF, verbis: não cabe recurso extraordinário contra acórdão que defere medida liminar. A propósito: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS Nº 7/STJ E Nº 735/STF. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que não é cabível recurso especial para reexaminar decisão que defere ou indefere liminar ou antecipação de tutela, haja vista a natureza precária da decisão, a teor do que dispõe a Súmula nº 735/STF. 2. Rever as conclusões do tribunal recorrido demandaria o reexame de matéria fático-probatória, o que é inviável em sede de recurso especial, nos termos da Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no AREsp 573.120/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Terceira Turma, julgado aos 3/2/2015, DJe de 9/2/2015). Além do mais, qualquer outra análise acerca dos requisitos para a tutela liminar, da forma como trazida no apelo nobre, implicaria o reexame da prova, o que é inviável nos termos da Súmula n. 7 do STJ. Nessas condições, CONHEÇO do agravo para NÃO CONHECER do recurso especial. Inaplicável ao caso a majoração de honorários. Por oportuno, previno as partes de que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar condenação às penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, ou 1.026, § 2º, ambos do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TUTELA DE URGÊNCIA. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE DEFERIU PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO STF. REFORMA DO JULGADO. NECESSIDADE DO REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.