AREsp 1957878 - DECISAO
O Tribunal entendeu que não houve ofensa ao art. 489 do CPC/2015 nem nulidade processual pelo fato de um assessor ter atuado como estagiário; entendeu, com apoio na jurisprudência do STJ, que o contrato particular apresentado configura justo título e demonstra boa-fé quanto à parcela de aproximadamente 92,00m², razão pela qual reconheceu a usucapião ordinária dessa fração nos termos do art. 1.242 do CC, mantendo a titularidade dos demais 329,30m²/330,00m² pelos recorridos; por fim, negou provimento ao recurso especial na extensão em que se pretendeu a revisão do conjunto fático-probatório, vedada em recurso especial (Súmulas 5 e 7/STJ).
- Parties
- Autor / Apelante / Recorrente: Alonso de Oliveira Amorim; Autora / Apelante / Recorrente: Maria José de Carvalho Amorim; Réu / Apelado / Recorrido: Fernando Carlos Barbosa Campos; Ré: Tânia Mara de Oliveira Campos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 October 2021
- Procedural Posture
- Ação De Usucapião Ordinária E Nunciação De Obra Nova / Agravo Em Recurso Especial Conhecido Parcialmente; Recurso Especial Conhecido Parcialmente E, Nessa Extensão, Negado Provimento
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Usucapião Ordinária, Justo Título, Outorga Uxória, Nulidade Processual, Fundamentação Do Acórdão (art. 489 Cpc/2015), Súmula 7/stj (proibição De Reexame De Matéria Fático Probatória)
Case Brief
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Parties
Alonso de Oliveira Amorim
Autor / Apelante / Recorrente
Maria José de Carvalho Amorim
Autora / Apelante / Recorrente
Fernando Carlos Barbosa Campos
Réu / Apelado / Recorrido
Tânia Mara de Oliveira Campos
Ré
Procedural Posture
Ação De Usucapião Ordinária E Nunciação De Obra Nova / Agravo Em Recurso Especial Conhecido Parcialmente; Recurso Especial Conhecido Parcialmente E, Nessa Extensão, Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Ofensa ao art. 489 do CPC/2015 (fundamentação do acórdão)
- 2 Existência de justo título e boa-fé para usucapião
- 3 Necessidade de outorga uxória para validação do justo título
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que não houve ofensa ao art. 489 do CPC/2015 nem nulidade processual pelo fato de um assessor ter atuado como estagiário; entendeu, com apoio na jurisprudência do STJ, que o contrato particular apresentado configura justo título e demonstra boa-fé quanto à parcela de aproximadamente 92,00m², razão pela qual reconheceu a usucapião ordinária dessa fração nos termos do art. 1.242 do CC, mantendo a titularidade dos demais 329,30m²/330,00m² pelos recorridos; por fim, negou provimento ao recurso especial na extensão em que se pretendeu a revisão do conjunto fático-probatório, vedada em recurso especial (Súmulas 5 e 7/STJ).
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento.
Orders
- Conheço do agravo em recurso especial.
- Conhecer parcialmente do recurso especial.
Full Case Text
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