HC 1037826 - DECISAO
O habeas corpus foi liminarmente indeferido porque a condenação já transitou em julgado, tornando a impetração substitutiva de revisão criminal e, por isso, incabível; além disso, não se verificou ilegalidade flagrante capaz de justificar a concessão do remédio, tendo o acórdão indicado que a polícia agiu a partir...
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: BRUNO OLIVEIRA CHOQUETE; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- Petição inicial liminarmente indeferida.
- Legal Topics
- Violação De Domicílio, Habeas Corpus, Trânsito Em Julgado, Revisão Criminal (substitutivo)
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Parties
BRUNO OLIVEIRA CHOQUETE
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 nulidade da prova por invasão de domicílio
- 2 ônus da prova sobre a voluntariedade do consentimento
- 3 admissibilidade de habeas corpus como substituto de revisão criminal contra acórdão transitado em julgado
Ratio Decidendi
O habeas corpus foi liminarmente indeferido porque a condenação já transitou em julgado, tornando a impetração substitutiva de revisão criminal e, por isso, incabível; além disso, não se verificou ilegalidade flagrante capaz de justificar a concessão do remédio, tendo o acórdão indicado que a polícia agiu a partir de denúncias que apontavam endereço e nome do paciente, que havia condenação anterior, e que, segundo depoimentos policiais, a entrada teria sido franqueada pelo paciente.
Court Disposition
Petição inicial liminarmente indeferida.
Orders
- Petição inicial liminarmente indeferida.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em benefício de BRUNO OLIVEIRA CHOQUETE, apontando-se como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO no julgamento da Apelação Criminal n. 1501282-76.2024.8.26.0545. Consta dos autos que o paciente foi condenado, em grau recursal, às penas de 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e 583 dias-multa, pela prática do crime de tráfico de drogas (fls. 27/29). Foram apreendidas 148 g de maconha, 3 g de cocaína, 7 g de crack e 10 g de haxixe, além de balança de precisão e anotação contábil típica do tráfico (fls. 19/22). Neste writ, a defesa alega nulidade da prova por invasão de domicílio, sustentando que a entrada na residência do paciente se deu sem mandado judicial e sem comprovação idônea de consentimento, apoiada exclusivamente em denúncia anônima e elementos subjetivos (fls. 3/11). Aponta que o suposto consentimento não foi demonstrado por registro escrito ou audiovisual e que o paciente, em juízo, negou ter franqueado a entrada, impondo ao Estado o ônus de prova da voluntariedade, não satisfeito (fls. 6/13). Requer, inclusive liminarmente, o reconhecimento da nulidade das provas obtidas mediante violação de domicílio, com absolvição do paciente por ausência de provas lícitas; subsidiariamente, o desentranhamento das provas ilícitas e das delas derivadas (fls. 14/15). É o relatório. Em consulta ao site do Tribunal de Justiça de São Paulo, constata-se que a condenação transitou em julgado, de maneira que a presente impetração é substitutiva de pedido revisional e, portanto, incabível (AgRg no HC n. 853.777/SP, Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 29/2/2024). Ademais, não há ilegalidade flagrante que justifique a concessão de habeas corpus de ofício e a consequente superação do óbice constatado. Conforme consignado no acórdão impugnado (fl. 22), os policiais receberam denúncias de tráfico de drogas que indicavam o endereço e o nome do paciente. Em pesquisas, os policiais civis constataram que o réu já havia sido condenado pela prática anterior do comércio ilícito e, por isso, dirigiram-se ao local indicado nas denúncias (fl. 23). Ademais, segundo os depoimentos policiais, a entrada foi franqueada pelo paciente (fl. 23). Ante o exposto, indefiro liminarmente a petição inicial. Publique-se. EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VIOLAÇÃO DE DOMICÍLIO. WRIT IMPETRADO CONTRA ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE. Petição inicial liminarmente indeferida.