REsp 1911263 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido não incorreu em violação ao art. 1.022 do CPC/2015; o exame das questões suscitadas demandaria reavaliação de fatos e provas (obstáculo da Súmula 7/STJ); e o recurso não indicou de forma específica os dispositivos federais supostamente violados,...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2021
- Procedural Posture
- Agrav O Interno No Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo interno não provido
- Legal Topics
- Violação Do Art. 1.022 Do Cpc/2015, Revisão Administrativa De Remuneração/proventos, Decadência, Ilegitimidade Passiva, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf
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Procedural Posture
Agrav O Interno No Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Houve violação do art. 1.022 do CPC/2015?
- 2 É possível o reexame do contexto fático-probatório pelo STJ (Súmula 7/STJ)?
- 3 O recurso indicou especificamente o dispositivo federal supostamente violado (Súmula 284/STF)?
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido não incorreu em violação ao art. 1.022 do CPC/2015; o exame das questões suscitadas demandaria reavaliação de fatos e provas (obstáculo da Súmula 7/STJ); e o recurso não indicou de forma específica os dispositivos federais supostamente violados, impedindo seu conhecimento (obstáculo da Súmula 284/STF).
Court Disposition
Agravo interno não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Herman Benjamin. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. SERVIDOR. REVISÃO ADMINISTRATIVA DE REMUNERAÇÃO/PROVENTOS. ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA E DEMAIS NUANCES FÁTICAS E LEGAIS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO TIDO POR VIOLADO. SÚMULA 284/STF. 1. Não há ofensa ao artigo 1.022 do CPC/2015 quando o acórdão recorrido se manifesta de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia, exaurindo de forma satisfatória a controvérsia deduzida, ainda que não haja citação literal de todas as teses defensivas ou dispositivos de lei. 2. Na hipótese, verifica-se de plano a necessidade de revisitação dos contextos fático e probatório dos autos para a análise do pleito de revisão da legalidade do ato administrativo e demais decorrências legais, notadamente no que tange à conclusão da natureza jurídica da vantagem, da efetiva ocorrência da decadência e da ilegitimidade passiva ad causam da agravante, situação que atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ, 3. A não indicação no recurso especial do normativo supostamente violado reflete carência de argumentação e conduz ao não conhecimento do recurso, pois não permite a exata compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 284/STF. 4. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que assim dispõe (e-STJ, fls. 838/843): De início, constata-se inexistir ofensa ao comando normativo inserto no art. 1.022 do CPC, na medida em que o acórdão proferido na origem se manifestou sobre todos os aspectos fático-jurídicos relevantes e inerentes à controvérsia instaurada, inclusive as teses argumentativas deduzidas pelas partes, consoante se extrai, notadamente, do acórdão proferido em embargos de declaração. Desnecessário, portanto, complemento à fundamentação assentada pela Corte regional, em face da ausência de máculas na prestação jurisdicional, razão pela qual não se cogita em violação do art. 1.022 do CPC. Constata-se a existência de óbice intransponível ao conhecimento do recurso, pois a parte interessada não cotejou, especificamente, os normativos de lei federal ou tratado supostamente contrariados pelo acórdão recorrido em relação a todas as teses aduzidas, o que inviabiliza a exata compreensão da controvérsia e impede o conhecimento do recurso especial por deficiência na argumentação recursal, consoante teor da Súmula 284/STF. Ressalte-se que o recurso especial exige elaboração técnica específica, inerente à própria competência conferida pela Magna Carta a esta Corte Superior, órgão que não serve como "terceira" ou "super" instância da qual as partes poderiam se valer, em qualquer hipótese, incondicionalmente. Sendo assim, como as razões recursais destinam-se quase que exclusivamente a repisar o que fora assentado nas irresignações anteriores - a parte cita determinada legislação de forma reflexa, tal como se recurso de apelação fosse, sem indicação objetiva e cotejada de como a legislação federal teria sido inobservada -, fica cristalina a desobediência aos supramencionados requisitos e a tentativa de acesso à instância superior em flagrante desrespeito à legislação de regência. Deve a parte recorrente refutar de forma dialética os fundamentos adotados pelo aresto combatido, demonstrando em que consiste a ofensa aos artigos de lei, não sendo suficiente a mera repetição dos argumentos já deduzidos nas instâncias ordinárias, sem que se explicite os fundamentos do desacerto da decisão recorrida. Incide, portanto, o enunciado da Súmula 284/STF. Nesse sentido, confiram-se, com adaptações: .. Outrossim, ainda que fosse possível superar o referido óbice, nota-se de plano a necessidade de revisitação dos contextos fático e probatório dos autos para a análise dos pleitos, notadamente no que tange à conclusão da natureza jurídica da vantagem, da efetiva ocorrência da decadência e da ilegitimidade passiva ad causam da recorrente, situação que também atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ. Em suas razões, o agravante sustenta: i) há efetiva violação do art. 1.022 do CPC/2015, haja vista que não houve pronunciamento sobre a correta interpretação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 e os impactos gerados nas reestruturações das carreiras dos autores; ii) não se aplica a Súmula 7/STJ, pois as teses arguidas estariam de acordo com a jurisprudência do STJ. Sem impugnação. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. SERVIDOR. REVISÃO ADMINISTRATIVA DE REMUNERAÇÃO/PROVENTOS. ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA E DEMAIS NUANCES FÁTICAS E LEGAIS. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE DISPOSITIVO TIDO POR VIOLADO. SÚMULA 284/STF. 1. Não há ofensa ao artigo 1.022 do CPC/2015 quando o acórdão recorrido se manifesta de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia, exaurindo de forma satisfatória a controvérsia deduzida, ainda que não haja citação literal de todas as teses defensivas ou dispositivos de lei. 2. Na hipótese, verifica-se de plano a necessidade de revisitação dos contextos fático e probatório dos autos para a análise do pleito de revisão da legalidade do ato administrativo e demais decorrências legais, notadamente no que tange à conclusão da natureza jurídica da vantagem, da efetiva ocorrência da decadência e da ilegitimidade passiva ad causam da agravante, situação que atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ, 3. A não indicação no recurso especial do normativo supostamente violado reflete carência de argumentação e conduz ao não conhecimento do recurso, pois não permite a exata compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 284/STF. 4. Agravo interno não provido. VOTO Compulsando-se os autos, observa-se que o presente recurso não merece prosperar, tendo em vista que, dos argumentos apresentados no agravo interno, não se vislumbram razões para reformar a decisão agravada. Isso porque, consoante bem delineado na referida decisão, constatou-se inexistir ofensa ao comando normativo inserto no art. 1.022 do CPC, na medida em que o acórdão proferido na origem se manifestou sobre todos os aspectos fático-jurídicos relevantes e inerentes à controvérsia instaurada, inclusive as teses argumentativas deduzidas pelas partes, consoante se extrai, notadamente, do acórdão proferido em embargos de declaração, sem prejuízo das demais razões, as quais se destinaram a exaurir e destrinchar todos os reflexos jurídicos também à luz da Lei n. 9.784/1999, incluindo o dispositivo mencionado pela parte (e-STJ, fl. 516). Desnecessário, portanto, complemento à fundamentação assentada pela Corte regional, em face da ausência de máculas na prestação jurisdicional, razão pela qual não se cogita em violação do art. 1.022 do CPC. No mérito, verificou-se também de plano a necessidade de revisitação dos contextos fático e probatório dos autos para a análise dos pleitos, notadamente no que tange à conclusão da natureza jurídica da vantagem, da efetiva ocorrência da decadência e da ilegitimidade passiva ad causam da agravante, situação que atrai o óbice contido na Súmula 7/STJ, o qual deve ser mantido, haja vista a parte apenas deduzir a assertiva vaga e genérica de que a questão "estaria na forma da jurisprudência do STJ". Por fim, constatou-se ainda a existência de óbice intransponível ao conhecimento do recurso, pois a parte interessada não cotejou, especificamente, os normativos de lei federal ou tratado supostamente contrariados pelo acórdão recorrido em relação a todas as teses aduzidas, o que inviabiliza a exata compreensão da controvérsia e impede o conhecimento do recurso especial por deficiência na argumentação recursal, consoante teor da Súmula 284/STF. Ressalte-se que o recurso especial exige elaboração técnica específica, inerente à própria competência conferida pela Magna Carta a esta Corte Superior, órgão que não serve como "terceira" ou "super" instância da qual as partes poderiam se valer, em qualquer hipótese, incondicionalmente. Sendo assim, como as razões recursais destinaram-se quase que exclusivamente a repisar o que fora assentado nas irresignações anteriores - a parte cita determinada legislação de forma reflexa, tal como se recurso de apelação fosse, sem indicação objetiva e cotejada de como a legislação federal teria sido inobservada -, fica cristalina a desobediência aos supramencionados requisitos e a tentativa de acesso à instância superior em flagrante desrespeito à legislação de regência. Deve a parte recorrente refutar de forma dialética os fundamentos adotados pelo aresto combatido, demonstrando em que consiste a ofensa aos artigos de lei, não sendo suficiente a mera repetição dos argumentos já deduzidos nas instâncias ordinárias, sem que se explicite os fundamentos do desacerto da decisão recorrida. Incide, portanto, o enunciado da Súmula 284/STF. Nesse sentido, confiram-se, com adaptações: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NATUREZA INFRINGENTE. DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. ANÁLISE DE DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. LITISPENDÊNCIA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO E PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. 1. É pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que a simples alegação de violação genérica de preceitos infraconstitucionais, desprovida de fundamentação que demonstre de que maneira houve a negativa de vigência dos dispositivos legais pelo Tribunal de origem, não é suficiente para fundar recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 284/STF. (..) 5. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no AgRg no AREsp 682.487/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/02/2016, DJe 25/02/2016) PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO GENÉRICA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. FALTA DE INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS LEGAIS TIDOS POR VIOLADOS. DIVERGÊNCIA INCOGNOSCÍVEL. DEFICIÊNCIA DAS RAZÕES RECURSAIS. SÚMULA 284/STF. .. 2. A simples menção à lei federal ou mesmo à narrativa acerca da legislação que rege o tema em debate, sem que se aponte a contrariedade ou a negativa de vigência perpetradas pelo julgado recorrido, não preenche os requisitos formais de admissibilidade recursal. .. Agravo regimental improvido. (AgRg nos EDcl no REsp 1.450.132/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/12/2015, DJe 2/2/2016) TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CDA. NULIDADE. CONCLUSÕES DO TRIBUNAL DE ORIGEM. REVISÃO PELO STJ. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO VIA DECLARAÇÃO. SÚMULA N. 436/STJ. TAXA SELIC. LEGALIDADE. SÚMULA N. 523/STJ. CONTRIBUIÇÃO AO INCRA, SAT, SEBRAE E SALÁRIO EDUCAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284/STF. (..) 4. Em relação à exigibilidade da contribuição ao INCRA de empresas urbanas e da contribuição ao SAT, registro que o recurso especial não logrou demonstrar claramente os dispositivos legais tidos por violados. Com efeito, a citação de passagem de artigos de lei não é suficiente para caracterizar e demonstrar a contrariedade a lei federal, já que impossível identificar se o foram citados meramente a título argumentativo ou invocados como núcleo do recurso especial interposto. Incide na espécie, por analogia, o enunciado n. 284, da Súmula do STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Precedente: REsp 1116473 / RS, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 02.02.2012. .. 7. Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa parte, não provido. (REsp 1.552.909/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/12/2015, DJe 18/12/2015, grifos acrescidos) PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. APLICABILIDADE. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA N. 284/STF. URV. CONVERSÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 83/STJ. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 131, 333, INCISO I, 334, INCISO I, DO CPC. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 211/STJ. FATO IMPEDITIVO DO AUTOR. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 07/STJ. INCIDÊNCIA. NÃO INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA N. 284/STF. OFENSA À RESOLUÇÃO E PORTARIA. CONCEITO DE TRATADO OU LEI FEDERAL. NÃO ENQUADRAMENTO. INCIDÊNCIA, POR ANALOGIA, DA SÚMULA 518/STJ. .. II - A jurisprudência desta Corte considera que quando a arguição de ofensa ao dispositivo de lei federal é genérica, sem demonstração efetiva da contrariedade, aplica-se, por analogia, o entendimento da Súmula n. 284, do Supremo Tribunal Federal. .. IX - Agravo Regimental improvido. (AgRg no REsp 1.573.712/RJ, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 26/4/2016, DJe 12/5/2016) ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ARTS. 458 E 535 DO CPC. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. ADICIONAL DE QUALIFICAÇÃO. LEI N. 11.416/06. REQUISITOS. CERTIFICAÇÃO DO CURSO OU INSTITUIÇÃO PELO MEC. DESCUMPRIMENTO. IRRETROATIVIDADE DE LEI E DIREITO ADQUIRIDO. NÃO INDICAÇÃO DOS DISPOSITIVOS VIOLADOS. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. REPRODUÇÃO DA NORMA CONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. COMPETÊNCIA DO STF. .. 5. As razões do recurso especial devem exprimir, com transparência e objetividade, os motivos pelos quais a agravante visa reformar o decisum. O recurso deve, além de indicar os dispositivos ditos violados, demonstrar o modo como o foram, o que não se verifica quanto às alegações de afronta aos princípios de irretroatividade de lei e do direito adquirido. .. Recurso especial conhecido em parte e improvido (STJ, REsp 1388332/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 12/06/2014). ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDORA PÚBLICA APOSENTADA. PROGRESSÃO ANUAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO MONOCRÁTICO PELO MINISTRO RELATOR. ART. 557, CAPUT, DO CPC. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RECURSAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284 DO STF. ACÓRDÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211 DO STJ. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. FALTA DE IMPUGNAÇÃO A FUNDAMENTO CONSTANTE DO ACÓRDÃO. SÚMULA 283 DO STF, POR ANALOGIA. .. 2. As razões recursais devem fazer a demonstração explicativa dos pontos nos quais os fundamentos do julgado (supostamente) atentam contra a norma positiva, sob pena de não conhecimento do recurso, com base na Súmula 284 do STF, aplicada por analogia: ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia"). .. 7. Agravo regimental não provido. (AgRg no Ag 1423540/SC, Rel. Ministro OLINDO MENEZES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), PRIMEIRA TURMA, julgado em 20/10/2015, DJe 06/11/2015, grifos acrescidos) ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. INCUMBÊNCIA DO RECORRENTE DE IMPUGNAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. CONDUTA TÍPICA. DOLO EVIDENCIADO. SANÇÃO. FIXAÇÃO. LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO. ELEMENTOS CONCRETOS. DESCONSTITUIÇÃO DO JULGADO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. Fundando-se a decisão agravada em ausência de respaldo ao recurso especial, incumbe ao agravante demonstrar o cabimento legal da impugnação. Não é suficiente a mera repetição dos argumentos aduzidos no apelo extraordinário, bem como a alegação de fundamentação genérica, a impossibilitar a infirmação, por meio do agravo, das razões do desacerto da inadmissão do recurso especial. .. 4. Agravo regimental não provido. (AgRg no Ag 1.390.467/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 19/5/2011, DJe 1º/6/2011, grifos acrescidos) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREQUESTIONAMENTO. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284 DO STF. ICMS. REPETIÇÃO. CONTRIBUINTE. LEGITIMIDADE. ART. 166 DO CTN. .. 2. É firme o entendimento desta Corte de que as razões de recurso devem trazer, além dos motivos para a reforma do julgado, a demonstração inequívoca do modo pelo qual o acórdão teria violado os dispositivos apontados, o que não foi observado no caso. Súmula n. 284/STF. .. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no Ag 449.173/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 3/2/2004, DJ 1º/3/2004, p. 159) Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.