HC 1069161 - ACORDAO
A progressão ao regime semiaberto não assegura automaticamente o benefício de visita periódica ao lar; as instâncias ordinárias apresentaram elementos concretos (curto tempo no semiaberto, longo lapso de pena remanescente, condenação pendente) demonstrando ausência do requisito subjetivo do art. 123, III, da LEP; e,...
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- Parties
- Agravante: MAIRO VIEIRA HANSEN
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 June 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual (28/05/2026 a 03/06/2026)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido
- Legal Topics
- Visita Periódica Ao Lar, Progressão Para Regime Semiaberto, Requisitos Do Art. 123 Da LEP, Reexame Fático Probatório Em Habeas Corpus
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Parties
MAIRO VIEIRA HANSEN
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental No Habeas Corpus / Julgamento Em Sessão Virtual (28/05/2026 a 03/06/2026)
Legal Issues
- 1 Se as instâncias ordinárias cassaram indevidamente o benefício de visita periódica ao lar por ausência do requisito subjetivo previsto no art. 123, III, da LEP
- 2 Se a progressão para o regime semiaberto assegura automaticamente a concessão do benefício de visita periódica ao lar
- 3 Se o habeas corpus é meio adequado para o reexame do conjunto fático-probatório dos autos de execução penal
Ratio Decidendi
A progressão ao regime semiaberto não assegura automaticamente o benefício de visita periódica ao lar; as instâncias ordinárias apresentaram elementos concretos (curto tempo no semiaberto, longo lapso de pena remanescente, condenação pendente) demonstrando ausência do requisito subjetivo do art. 123, III, da LEP; e, sendo a decisão fundamentada em tais elementos, é inviável na via do habeas corpus proceder ao reexame fático-probatório para modificar essa conclusão.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a cassação do benefício de Visita Periódica ao Lar
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 28/05/2026 a 03/06/2026, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. EMENTA Agravo regimental NO habeas corpus. Execução penal. Visita Periódica ao Lar. Incompatibilidade com os objetivos da pena. Requisito subjetivo. reEXAME fático-probatório. Agravo regimental desprovido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, no qual a defesa buscava o restabelecimento do benefício de visita periódica ao lar cassado pelo Tribunal de origem. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em saber se as instâncias ordinárias cassaram indevidamente o benefício de visita periódica ao lar, por ausência do requisito subjetivo previsto no art. 123, III, da LEP. III. Razões de decidir 3. A progressão para o regime semiaberto não assegura automaticamente a concessão do benefício de visita periódica ao lar, que exige o preenchimento cumulativo dos requisitos objetivos e subjetivos do art. 123 da LEP, dentre os quais a compatibilidade da benesse com os objetivos da pena. 4. Na hipótese, as instâncias ordinárias afastaram o requisito subjetivo com base em elementos concretos da execução: curto período de permanência no regime semiaberto, longo lapso de pena remanescente e existência de condenação pendente de execução. 5. É inviável, na via estreita do habeas corpus, desconstituir a conclusão das instâncias ordinárias acerca do não preenchimento do requisito subjetivo, por demandar reexame do conjunto fático-probatório dos autos da execução. IV. Dispositivo e tese 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. A progressão para o regime semiaberto não garante automaticamente o benefício de visita periódica ao lar, exigindo-se o preenchimento cumulativo dos requisitos do art. 123 da LEP, inclusive a compatibilidade com os objetivos da pena. 2. Fundamentado o indeferimento do benefício em elementos concretos da execução, é inviável a revisão da conclusão das instâncias ordinárias na via do habeas corpus, por demandar reexame fático-probatório. Dispositivos relevantes citados: LEP, arts. 122 e 123, I, II e III. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 889.383/RJ, Sexta Turma, j. 15/4/2024, DJe 18/4/2024; STJ, HC 295.075/RJ, Sexta Turma, DJe 10/10/2014; STJ, HC 172.374/RJ, Sexta Turma, DJe 23/5/2013; STJ, HC 141.628/RJ, Quinta Turma, DJe 9/11/2009.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental no habeas corpus interposto por MAIRO VIEIRA HANSEN contra decisão monocrática que não conheceu do writ, por entender não haver constrangimento ilegal no acórdão impugnado, que cassou o benefício de Visita Periódica ao Lar do paciente, ora agravante. No presente recurso, a defesa alega error in judicando na decisão agravada, reafirmando que a compatibilidade do benefício com os objetivos da pena (artigo 123, III, da LEP) deve ser aferida com base em elementos concretos da execução e não em razões abstratas, como a gravidade dos delitos, a longa pena a cumprir ou o tempo de permanência no regime. Cita, como paradigma, decisão no HC n. 526.449/RJ, do Ministro Rogério Schietti Cruz, em que se consignou que "somente elementos concretos relacionados à execução penal justificam o indeferimento de saída temporária", e menciona precedentes desta Corte no mesmo sentido. Requer, assim, a reconsideração da decisão para conhecer do habeas corpus e restabelecer a autorização de visita periódica ao lar deferida pelo Juízo de primeiro grau. Caso não haja retratação, requer a inclusão em mesa para julgamento pelo Colegiado da Quinta Turma, com o provimento do agravo regimental. A defesa, por meio da petição de fls. 94/103, apresenta memoriais e na petição de fls. 94/103 junta a ficha disciplinar e o comprovante de remição. É o relatório. EMENTA Agravo regimental NO habeas corpus. Execução penal. Visita Periódica ao Lar. Incompatibilidade com os objetivos da pena. Requisito subjetivo. reEXAME fático-probatório. Agravo regimental desprovido. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, no qual a defesa buscava o restabelecimento do benefício de visita periódica ao lar cassado pelo Tribunal de origem. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em saber se as instâncias ordinárias cassaram indevidamente o benefício de visita periódica ao lar, por ausência do requisito subjetivo previsto no art. 123, III, da LEP. III. Razões de decidir 3. A progressão para o regime semiaberto não assegura automaticamente a concessão do benefício de visita periódica ao lar, que exige o preenchimento cumulativo dos requisitos objetivos e subjetivos do art. 123 da LEP, dentre os quais a compatibilidade da benesse com os objetivos da pena. 4. Na hipótese, as instâncias ordinárias afastaram o requisito subjetivo com base em elementos concretos da execução: curto período de permanência no regime semiaberto, longo lapso de pena remanescente e existência de condenação pendente de execução. 5. É inviável, na via estreita do habeas corpus, desconstituir a conclusão das instâncias ordinárias acerca do não preenchimento do requisito subjetivo, por demandar reexame do conjunto fático-probatório dos autos da execução. IV. Dispositivo e tese 6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: 1. A progressão para o regime semiaberto não garante automaticamente o benefício de visita periódica ao lar, exigindo-se o preenchimento cumulativo dos requisitos do art. 123 da LEP, inclusive a compatibilidade com os objetivos da pena. 2. Fundamentado o indeferimento do benefício em elementos concretos da execução, é inviável a revisão da conclusão das instâncias ordinárias na via do habeas corpus, por demandar reexame fático-probatório. Dispositivos relevantes citados: LEP, arts. 122 e 123, I, II e III. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 889.383/RJ, Sexta Turma, j. 15/4/2024, DJe 18/4/2024; STJ, HC 295.075/RJ, Sexta Turma, DJe 10/10/2014; STJ, HC 172.374/RJ, Sexta Turma, DJe 23/5/2013; STJ, HC 141.628/RJ, Quinta Turma, DJe 9/11/2009. VOTO A decisão agravada não merece reforma, em que pesem os argumentos do agravante. Conforme relatado, o agravante insurge-se pelo deferimento do benefício de Visita Periódica ao Lar. De início, consoante dispõe a Lei de Execução Penal - LEP o deferimento do benefício em discussão exige a presença cumulativa dos requisitos objetivos e subjetivos do art. 123 da LEP, que assim dispõe: "Art. 122. Os condenados que cumprem pena em regime semi-aberto poderão obter autorização para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, nos seguintes casos: I - visita à família; II - freqüência a curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução; III - participação em atividades que concorram para o retorno ao convívio social. Art. 123. A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: I - comportamento adequado; II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 1/4 (um quarto), se reincidente; III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena." Na hipótese, o Juízo da Execução deferiu o benefício ao agravante, todavia a Corte estadual deu provimento ao agravo do Parquet estadual para reformar a decisão e cassar o benefício de saída temporária ao paciente, sob os seguintes fundamentos: "A concessão do benefício da Visita Periódica ao Lar impõe a presença concomitante dos requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 123 da LEP. E como se infere do inciso III do citado dispositivo legal, a autorização para as saídas temporárias somente pode ser concedida no caso de o benefício ser compatível com os objetivos da pena. Na hipótese vertente, o agravado cumpre a pena de 09 (nove) anos e 04 (quatro) meses de reclusão, imposta nos autos da ação penal nº 0001134-62.2022.8.19.0042, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35, c/c artigo 40, IV, todos da Lei nº 11.343/06, na forma do artigo 69 do CP. Recebeu o benefício da progressão ao regime semiaberto em 12/05/2025, possuindo término de pena previsto para 20/07/2031, com lapso previsto para a obtenção do direito à progressão ao regime aberto e ao livramento condicional, respectivamente, a partir de 28/11/2026 e 10/06/2028 (indexadores 62/64). Sendo assim, além do pouco tempo inserido no regime intermediário, nota-se que o agravado possui cumpriu apenas 36% da pena imposta, remanescendo, à época da decisão impugnada, o cumprimento de aproximadamente 05 (cinco) anos e 11 (onze) meses de reclusão. Ainda, imperioso observar que esta não é a única passagem do agravado pelo sistema prisional, ostentado ele condenação nos autos da ação penal nº 0107722-56.2021.8.19.0001, pela prática do crime do artigo 33, §4º, da Lei nº 11343/06, ainda pendente de execução (indexadores 42/51 e 84). Imperioso frisar que tais benefícios que ensejam a saída desvigiada da unidade prisional devem ser concedidos àquele, cuja pena esteja próxima do seu fim para que possa retornar gradativamente ao retorno do convívio social, o que não é caso dos autos. Ademais, como é cediço, a pena não possui apenas o caráter retributivo, mas também ressocializador, sendo imprescindível que o julgador alcance o entendimento de que o lapso de tempo cumprido seja o suficiente para trazer uma efetiva autorregulação e responsabilidade para o cumprimento do benefício em espécie. Sob essa ótica, portanto, temos que a decisão hostilizada não atendeu aos ditames previstos no artigo 123, III, da Lei de Execuções Penais, ante a incompatibilidade do benefício com os objetivos da pena. Ante o exposto, voto no sentido de DAR PROVIMENTO AO RECURSO MINISTERIAL, para reformar a decisão e cassar o benefício de Visita Periódica ao Lar." (fls. 13/14) Registra-se que o Tribunal de origem constatou a ausência do requisito subjetivo necessário à concessão da benesse, notadamente a incompatibilidade do benefício com os objetivos da pena, considerando o curto período de permanência no regime semiaberto, o longo lapso de pena remanescente e a existência de outra condenação pendente de execução. A fundamentação apresentada está de acordo com a jurisprudência desta Corte e, para afastá-la, é necessária a incursão no contexto fático-probatório dos autos, providência incabível na via eleita. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. VISITAS PERIÓDICAS AO LAR. REQUISITOS LEGAIS NÃO ATENDIDOS PARA CONCESSÃO DA BENESSE. INCOMPATIBILIDADE COM OS OBJETIVOS DA PENA. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O fato de o apenado estar em regime semiaberto não lhe garante o benefício da saída temporária, devendo preencher os requisitos previstos na Lei de Execução Penal para obtenção da benesse. 2. In casu, foi realizada análise acerca do atendimento ao requisito previsto no inciso III do art. 123 da Lei de Execução Penal, que preceitua a necessidade de exame da compatibilidade dos benefícios com os objetivos da pena, o que não foi vislumbrado pelas instâncias ordinárias. 3. É firme o posicionamento desta Corte Superior de ser inviável, em habeas corpus, desconstituir a conclusão a que chegaram as instâncias ordinárias sobre o não preenchimento do requisito subjetivo e a incompatibilidade do benefício de saídas temporárias com os objetivos da pena, uma vez que tal providência implica o reexame do conjunto fático-probatório dos autos da execução, procedimento incompatível com os estreitos limites da via eleita. Precedentes. 4. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 889.383/RJ, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 15/4/2024, DJe de 18/4/2024.) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO. INADMISSIBILIDADE. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO PARA O REGIME SEMIABERTO. VISITA PERIÓDICA AO LAR E TRABALHO EXTRAMUROS. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 123, III, DA LEI N. 7.210/1984. ANÁLISE FUNDAMENTADA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça não têm mais admitido o habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado, seja o recurso ou a revisão criminal, salvo em situações excepcionais, não ocorrente no presente caso. 2. Segundo a iterativa jurisprudência desta Corte, a progressão para o regime semiaberto não assegura automaticamente a obtenção do benefício da visita periódica ao lar. 3. Na hipótese dos autos, as instâncias ordinárias apresentaram elementos concretos que justificam o indeferimento da saída temporária para fins de visita familiar e de trabalho extramuros, sobretudo a ausência de demonstração do requisito subjetivo do paciente, condenado por crimes graves, com longa pena a cumprir e que obteve progressão para o regime semiaberto há pouco tempo, recomendando maior cautela na concessão de saídas extramuros. 4. A via estreita do writ não admite a dilação probatória necessária para desconstituir o entendimento da instância ordinária quanto ao não preenchimento do requisito subjetivo pelo apenado e à incompatibilidade do benefício de saídas temporárias com os objetivos da pena. 5. Habeas corpus não conhecido. (HC 295.075/RJ, relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 10/10/2014.) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO. NÃO CABIMENTO. LIMITES DA IMPETRAÇÃO. CONHECIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO PARA REGIME SEMIABERTO. VISITA PERIÓDICA AO LAR. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 123, III, DA LEI N. 7.210/1984. ANÁLISE FUNDAMENTADA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. .. 2. Segundo a iterativa jurisprudência desta Corte, a progressão para o regime semiaberto não assegura automaticamente a obtenção do benefício da visita periódica ao lar. .. 4. A estreiteza da via eleita não admite a dilação probatória necessária para desconstituir o entendimento da instância ordinária sobre o não preenchimento do requisito subjetivo pelo apenado e a incompatibilidade do benefício de saídas temporárias com os objetivos da pena. 5. Habeas corpus não conhecido. (HC 172.374/RJ, relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 23/5/2013.) HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. SAÍDA TEMPORÁRIA. VISITA À FAMÍLIA. ART. 123 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL. INDEFERIMENTO DEVIDAMENTE MOTIVADO NA AUSÊNCIA DO REQUISITO SUBJETIVO. REAVALIAÇÃO. SEDE IMPRÓPRIA. ORDEM DENEGADA. 1. O Juízo das Execuções apresentou elementos concretos que justificam o indeferimento da saída temporária para fins de visita familiar, sobretudo a ausência de demonstração do requisito subjetivo do Paciente, condenado pelo crime de latrocínio e que obteve progressão para o regime semiaberto a pouco tempo, com término da pena previsto para 13 de outubro de 2026, recomendando maior cautela na concessão de saídas extramuros. 2. A estreiteza da via eleita não admite a dilação probatória necessária para desconstituir o entendimento das instâncias ordinárias sobre o não preenchimento do requisito subjetivo pelo apenado e a incompatibilidade do benefício de saídas temporárias com os objetivos da pena. 3. Ordem denegada. (HC 141.628/RJ, relatora a Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe de 9/11/2009.) Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental.