REsp 1826832 - ACORDAO
Restabelecido o registro da marca "BRISTOL HOTELARIA" pelo TRF2 e estando este registro válido, a Justiça Estadual não poderia, ainda que incidentalmente, reconhecer sua nulidade; a recorrida utilizou signos idênticos para os mesmos serviços de hotelaria, configurando violação ao art. 129 da LPI; embora o nome empresarial da recorrida seja anterior, isso implica convivência limitada, permitindo o uso do nome empresarial apenas para sua finalidade, não como marca; por tais razões o recurso especial foi provido para condenar a recorrida à abstenção, indenizações e demais cominações.
- Parties
- Recorrente: BRISTOL ADMINISTRAÇÃO DE HOTEIS E CONDOMÍNIOS LTDA; Recorrida: ORGBRISTOL - ORGANIZAÇÕES BRISTOL LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 June 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Provimento Pelo Acórdão Da Terceira Turma
- Outcome
- Recurso especial provido
- Legal Topics
- Ação De Abstenção De Uso De Marca, Indenização Por Uso Indevido De Marca, Direito De Precedência, Nome Empresarial, Convivência De Direitos, Incompetência Da Justiça Estadual Para Declarar Nulidade De Marca
Case Brief
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Parties
BRISTOL ADMINISTRAÇÃO DE HOTEIS E CONDOMÍNIOS LTDA
Recorrente
ORGBRISTOL - ORGANIZAÇÕES BRISTOL LTDA
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Provimento Pelo Acórdão Da Terceira Turma
Legal Issues
- 1 Competência da Justiça Estadual para reconhecer, ainda que incidentalmente, a nulidade de marca registrada perante o INPI
- 2 Violação da marca registrada quando terceiro utiliza signo idêntico para serviços idênticos (art. 129 LPI)
- 3 Efeitos da preexistência de nome empresarial sobre o direito marcário e necessidade de convivência dos direitos
Ratio Decidendi
Restabelecido o registro da marca "BRISTOL HOTELARIA" pelo TRF2 e estando este registro válido, a Justiça Estadual não poderia, ainda que incidentalmente, reconhecer sua nulidade; a recorrida utilizou signos idênticos para os mesmos serviços de hotelaria, configurando violação ao art. 129 da LPI; embora o nome empresarial da recorrida seja anterior, isso implica convivência limitada, permitindo o uso do nome empresarial apenas para sua finalidade, não como marca; por tais razões o recurso especial foi provido para condenar a recorrida à abstenção, indenizações e demais cominações.
Court Disposition
Recurso especial provido
Orders
- Julgar parcialmente procedentes os pedidos, reconhecendo violação da marca da autora
- Ordenar que a demandada, no prazo de 30 dias corridos, se abstenha de utilizar a expressão "BRISTOL", sozinha ou acompanhada de outros termos, como marca relativa a serviços de hotelaria, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00
Full Case Text
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