REsp 2123829 - DECISAO
Havendo dúvida objetiva e reiterado dissídio jurisprudencial quanto ao cabimento de agravo de instrumento ou apelação contra a decisão que encerra a primeira fase da ação de exigir contas, afasta-se a existência de erro grosseiro e aplica-se o princípio da fungibilidade recursal, devendo o tribunal de origem...
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- Parties
- Recorrente: SEMA OBRAS LTDA (SEMA OBRAS EIRELLI - ME)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 March 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Provimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Provimento do recurso especial para aplicar o princípio da fungibilidade recursal
- Legal Topics
- Ação De Prestação De Contas, Fungibilidade Recursal, Agravo De Instrumento, Apelação, Preliminar De Ofício
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Parties
SEMA OBRAS LTDA (SEMA OBRAS EIRELLI - ME)
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Provimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento do recurso contra decisão que reconhece o dever de prestar contas na primeira fase da ação
- 2 aplicação do princípio da fungibilidade recursal diante de dúvida objetiva sobre o recurso cabível
- 3 natureza interlocutória versus natureza de sentença da decisão que encerra a primeira fase da ação de exigir contas
Ratio Decidendi
Havendo dúvida objetiva e reiterado dissídio jurisprudencial quanto ao cabimento de agravo de instrumento ou apelação contra a decisão que encerra a primeira fase da ação de exigir contas, afasta-se a existência de erro grosseiro e aplica-se o princípio da fungibilidade recursal, devendo o tribunal de origem conhecer da apelação como agravo de instrumento e prosseguir no julgamento de mérito.
Court Disposition
Provimento do recurso especial para aplicar o princípio da fungibilidade recursal
Orders
- Dar provimento ao recurso especial
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para que conheça da apelação como agravo de instrumento e julgue o mérito
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de recurso especial interposto por SEMA OBRAS LTDA (SEMA OBRAS EIRELLI - ME), com amparo nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, no intuito de reformar o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, assim ementado (fl. 1666, e-STJ): APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. PRELIMINAR DE OFÍCIO - DECISÃO QUE RECONHECE O DEVER DE PRESTAR AS CONTAS - NATUREZA INTERLOCUTÓRIA - RECURSO CABÍVEL - AGRAVO DE INSTRUMENTO. - Contra a decisão na ação de prestação de contas que reconhece o dever da parte de prestá-las é cabível o recurso de agravo de instrumento, ante a sua natureza é interlocutória. Os embargos de declaração opostos (fls. 205-208 e 258-261, e-STJ) foram rejeitados (fls. 213-219 e 275-281, e-STJ). Em suas razões recursais (fls. 284-299, e-STJ), a parte insurgente aponta violação aos artigos 277 e 283, ambos do CPC/2015, ao argumento de que aplicável o princípio da fungibilidade recursal para que seja conhecido o recurso de apelação interposto contra a decisão proferida na primeira fase da ação de prestação de contas, não havendo que se falar em erro grosseiro, diante da dúvida objetiva acerca do recurso cabível. Contrarrazões às fls. 332-335, e-STJ. Admitido o recurso especial na origem (fls. 339-342, e-STJ), ascenderam os autos a esta egrégia Corte de Justiça. É o relatório. Decido. O presente recurso merece prosperar. 1. A parte recorrente defende a aplicação do princípio da fungibilidade recursal à decisão que julga a primeira fase da ação de prestação de contas, ressaltando inexistir erro grosseiro, diante da dúvida objetiva acerca do recurso cabível. Para tanto, aponta ofensa aos artigos 277 e 283, ambos do CPC/2015. O Tribunal de piso, ao analisar recurso de apelação interposto pela insurgente, suscitou preliminar de ofício a impedir o conhecimento do apelo, assim decidindo (fl. 185-, e-STJ): PRELIMINAR. Preliminar de ofício - recurso cabível - agravo de instrumento. Deparei-me com uma questão de ofício, que impede o conhecimento dos recursos de apelação. A decisão que reconhece o dever de prestar contas, primeira fase, na vigência do CPC/2015, é de natureza interlocutória; logo, o recurso cabível é o de agravo de instrumento, e não o de apelação. Sobre o assunto, pertinente destacar a lição de Elpídio Donizetti, in Curso de Direito Didático de Direito Processual Civil, 21ª edição, editora Atlas, ano 2018, páginas 817/818: (..) A primeira fase da ação de exigir contas encerra-se com um pronunciamento judicial (decisão interlocutória, porquanto não pôs fim à fase cognitiva do processo) acerca da existência ou não do direito de exigir contas. (..) (..) A decisão de procedência é de conteúdo condenatório, impondo ao réu obrigação de fazer (prestar as contas em 15 dias, sob pena de não lhe ser lícito impugnar as que o autor apresentar). Já disse, mas repito, porque este livro se destina a estudantes de Direito, não a "cientista" do Direito: de sentença cabe apelação; de decisão interlocutória, cabe agravo. Simples assim. (..) No mesmo sentido: EMENTA: AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS - PRIMEIRA FASE -RECONHECIMENTO DO DEVER DE PRESTAR CONTAS - DECISÃO PARCIAL DE MÉRITO - RECURSO CABÍVEL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - ERRO GROSSEIRO - INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIODA FUNGIBILIDADE RECURSAL. Nos termos do art. 550, §5º do CPC/15, a primeira fase da ação de exigir contas será determinada por decisão, não mais fazendo menção ao termo sentença, como ocorria no art. 915 do CPC/73. Logo, trata-se de provimento atacável por agravo de instrumento, com base no art. 1.015, inciso II, do CPC/15. (TJMG -Apelação Cível 1.0000.18.073311-5/001, Relator(a): Des.(a) Marco Aurelio Ferenzini , 14ª CÂMARA CÍVEL, julgamento em 02/07/2020, publicação da súmula em 02/07/2020) (..) Sendo assim, os recursos não podem ser conhecidos, oque deve ser suscitado de ofício. Com estas considerações, DE OFÍCIO, NÃO CONHEÇO dos recursos. Como se vê, a Corte local, na hipótese, não conheceu da apelação, sob o fundamento de constituir erro grosseiro sua interposição em face de decisão que julga procedente o pedido de exigir contas. Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte Superior firmou entendimento no sentido de que: "O ato judicial que encerra a primeira fase da ação de exigir contas possuirá, a depender de seu conteúdo, diferentes naturezas jurídicas: se julgada procedente a primeira fase da ação de exigir contas, o ato judicial será decisão interlocutória com conteúdo de decisão parcial de mérito, impugnável por agravo de instrumento; se julgada improcedente a primeira fase da ação de exigir contas ou se extinto o processo sem a resolução de seu mérito, o ato judicial será sentença, impugnável por apelação". Todavia, "Havendo dúvida objetiva acerca do cabimento do agravo de instrumento ou da apelação, consubstanciada em sólida divergência doutrinária e em reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito do 2º grau de jurisdição, deve ser afastada a existência de erro grosseiro, a fim de que se aplique o princípio da fungibilidade recursal" (REsp 1.746.337/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 9.4.2019, DJe de 12.4.2019). Assim, firmou-se neste Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que, em casos como o presente, em razão da ausência de pronunciamento definitivo sobre o tema, afigura-se aplicável o princípio da fungibilidade recursal, na hipótese de interposição de recurso de apelação em detrimento do agravo de instrumento. A propósito, confira-se: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DEU PARCIAL PROVIMENTO AO RECLAMO DA PARTE ADVERSA. INSURGÊNCIA RECURSAL DO AUTOR. 1. Nos termos do entendimento desta Corte, "Havendo dúvida objetiva acerca do cabimento do agravo de instrumento ou da apelação, consubstanciada em sólida divergência doutrinária e em reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito do 2º grau de jurisdição, deve ser afastada a existência de erro grosseiro, a fim de que se aplique o princípio da fungibilidade recursal" (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.831.900/PR, Relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 20/4/2020, DJe 24/4/2020). 2. In casu, a existência de sólida divergência doutrinária e de reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito dos Tribunais Estaduais e dos Tribunais Regionais Federais acerca do recurso cabível em face da decisão que julga a primeira fase da ação de exigir contas é elemento que autoriza a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. Precedentes. 3. Revela-se defesa a oposição simultânea de dois recursos contra o mesmo ato judicial, ante o princípio da unirrecorribilidade e a ocorrência da preclusão consumativa, o que demanda o não conhecimento da segunda insurgência. 4. Primeiro agravo interno desprovido. Segundo agravo interno não conhecido por violação ao princípio da unirrecorribilidade recursal e ocorrência da preclusão consumativa. (AgInt no REsp n. 1.978.695/MG, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 18/8/2022.) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. CABIMENTO DE APELAÇÃO CONTRA A SENTENÇA QUE JULGA PROCEDENTE A PRIMEIRA FASE DA AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DESTA CORTE. VERIFICAÇÃO DE DÚVIDA SOBRE O TIPO DE RECURSO CABÍVEL. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça, o recurso cabível contra a decisão proferida na primeira fase da ação de exigir contas depende do conteúdo: não acarretando a decisão o encerramento do processo, o recurso cabível será o agravo de instrumento (CPC/2015, arts. 550, § 5º, e 1.015, II). No caso contrário, ou seja, se a decisão produz a extinção do processo, sem ou com resolução de mérito (arts. 485 e 487), aí sim haverá sentença, e o recurso cabível será a apelação. Precedentes. 2. Havendo "dúvida objetiva acerca do cabimento do agravo de instrumento ou da apelação, consubstanciada em sólida divergência doutrinária e em reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito do 2º grau de jurisdição, deve ser afastada a existência de erro grosseiro, a fim de que se aplique o princípio da fungibilidade recursal" (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.831.900/PR, Relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 20/4/2020, DJe 24/4/2020). 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp n. 1.841.262/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 4/10/2021, DJe de 6/10/2021.) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. APLICAÇÃO DA FUNGIBILIDADE RECURSAL. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. PEDIDO GENÉRICO. MATÉRIA QUE DEMANDA REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUMULA 7 DO STJ. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM O ENTENDIMENTO FIRMADO NO STJ. SÚMULA 83 DESTA CORTE. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte Superior possui firme o entendimento no sentido de que: "O ato judicial que encerra a primeira fase da ação de exigir contas possuirá, a depender de seu conteúdo, diferentes naturezas jurídicas: se julgada procedente a primeira fase da ação de exigir contas, o ato judicial será decisão interlocutória com conteúdo de decisão parcial de mérito, impugnável por agravo de instrumento; se julgada improcedente a primeira fase da ação de exigir contas ou se extinto o processo sem a resolução de seu mérito, o ato judicial será sentença, impugnável por apelação", todavia, "Havendo dúvida objetiva acerca do cabimento do agravo de instrumento ou da apelação consubstanciada em sólida divergência doutrinária e em reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito do 2º grau de jurisdição, deve ser afastada a existência de erro grosseiro, a fim de que se aplique o princípio da fungibilidade recursal" (REsp 1.746.337/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 9.4.2019, DJe de 12.4.2019). .. 4. Agravo interno não provido. (AgInt no AgInt nos EDcl no AREsp 1670605/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 19/10/2020, DJe 26/10/2020) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. CABIMENTO DE APELAÇÃO CONTRA A SENTENÇA QUE JULGA PROCEDENTE A PRIMEIRA FASE DA AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DESTA CORTE. VERIFICAÇÃO DE DÚVIDA SOBRE O TIPO DE RECURSO CABÍVEL. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Consoante orientação do Superior Tribunal de Justiça, o recurso cabível contra a decisão proferida na primeira fase da ação de exigir contas depende do conteúdo: não acarretando a decisão o encerramento do processo, o recurso cabível será o agravo de instrumento (CPC/2015, arts. 550, § 5º, e 1.015, II). No caso contrário, ou seja, se a decisão produz a extinção do processo, sem ou com resolução de mérito (arts. 485 e 487), aí sim haverá sentença, e o recurso cabível será a apelação. Precedentes. 2. Havendo "dúvida objetiva acerca do cabimento do agravo de instrumento ou da apelação, consubstanciada em sólida divergência doutrinária e em reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito do 2º grau de jurisdição, deve ser afastada a existência de erro grosseiro, a fim de que se aplique o princípio da fungibilidade recursal" (AgInt nos EDcl no REsp n. 1.831.900/PR, Relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado em 20/4/2020, DJe 24/4/2020). 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1841262/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 04/10/2021, DJe 06/10/2021) grifou-se AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS (ART. 550, § 5º, DO CPC/2015). DECISÃO QUE, NA PRIMEIRA FASE, JULGA PROCEDENTE O PEDIDO PARA O FIM DE CONDENAR A PARTE A PRESTAR AS CONTAS. RECURSO CABÍVEL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXISTÊNCIA DE DÚVIDA OBJETIVA. PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. APLICAÇÃO. 1. A jurisprudência do STJ firmou o entendimento no sentido de que "o ato judicial que encerra a primeira fase da ação de exigir contas possuirá, a depender de seu conteúdo, diferentes naturezas jurídicas: se julgada procedente a primeira fase da ação de exigir contas, o ato judicial será decisão interlocutória com conteúdo de decisão parcial de mérito, impugnável por agravo de instrumento; se julgada improcedente a primeira fase da ação de exigir contas ou se extinto o processo sem a resolução de seu mérito, o ato judicial será sentença, impugnável por apelação", todavia, "Havendo dúvida objetiva acerca do cabimento do agravo de instrumento ou da apelação, consubstanciada em sólida divergência doutrinária e em reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito do 2º grau de jurisdição, deve ser afastada a existência de erro grosseiro, a fim de que se aplique o princípio da fungibilidade recursal" (REsp 1.746.337/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 9.4.2019, DJe de 12.4.2019). 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt nos EDcl no REsp 1831900/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 20/04/2020, DJe 24/04/2020) grifou-se Contudo, não se pode olvidar que a existência de sólida divergência doutrinária e de reiterado dissídio jurisprudencial no âmbito dos Tribunais Estaduais e dos Tribunais Regionais Federais acerca do recurso cabível em face da decisão que julga a primeira fase da ação de exigir contas é elemento que autoriza a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. Assim, considerando que a conclusão adotada pela Corte estadual, no sentido de ser inaplicável o princípio da fungibilidade recursal no caso sub judice, destoa do entendimento firmado por este Tribunal Superior, deve o apelo nobre ser provido, a fim de determinar ao eg. Tribunal de origem que conheça do recurso, com amparo no princípio da fungibilidade recursal. 2. Do exposto, com fulcro no artigo 932 do NCPC c/c Súmula 568 do STJ, dou provimento ao recurso especial para, aplicando o princípio da fungibilidade recursal, determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem a fim de que conheça do recurso de apelação como agravo de instrumento, julgando o seu mérito como entender de direito, nos termos da fundamentação supra. Publique-se. Intimem-se. EMENTA