AREsp 1399519 - DECISAO
O Tribunal concluiu que, embora excepcionalmente seja cabível ação de prestação de contas contra genitor que exerceu administração de bens do filho, tal ação exige prova concreta de abuso de direito por parte do administrador; no caso não houve comprovação de má gestão ou indícios suficientes, incumbindo ao autor o ônus da prova (art. 333, I, CPC), e não se pode revolver o conjunto fático-probatório na via especial (Súmula 7/STJ). Além disso não houve ofensa ao princípio da não-surpresa (art. 10 CPC) e é cabível majoração dos honorários recursais (art. 85, §11, CPC/2015). Dessa forma conheceu-se o agravo, conheceu-se em parte o recurso especial e negou-se provimento ao recurso.
- Parties
- Autor/agravante/recorrente: EDUARDO BANKS DOS SANTOS PINHEIRO; Ré/recorrida: ELY BANKS DOS SANTOS PINHEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Conhecer do agravo; conhecer em parte do recurso especial; negar provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Ação De Prestação De Contas, Poder Familiar, Abuso De Direito, Ônus Da Prova, Princípio Da Não Surpresa, Honorários De Sucumbência, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
EDUARDO BANKS DOS SANTOS PINHEIRO
Autor/agravante/recorrente
ELY BANKS DOS SANTOS PINHEIRO
Ré/recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 cabimento da ação de prestação de contas contra genitor no exercício do poder familiar
- 2 ônus probatório quanto à demonstração de abuso de direito na administração de bens do menor
- 3 aplicação do princípio da vedação à decisão-surpresa (art. 10 do CPC/2015)
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, embora excepcionalmente seja cabível ação de prestação de contas contra genitor que exerceu administração de bens do filho, tal ação exige prova concreta de abuso de direito por parte do administrador; no caso não houve comprovação de má gestão ou indícios suficientes, incumbindo ao autor o ônus da prova (art. 333, I, CPC), e não se pode revolver o conjunto fático-probatório na via especial (Súmula 7/STJ). Além disso não houve ofensa ao princípio da não-surpresa (art. 10 CPC) e é cabível majoração dos honorários recursais (art. 85, §11, CPC/2015). Dessa forma conheceu-se o agravo, conheceu-se em parte o recurso especial e negou-se provimento ao recurso.
Court Disposition
Conhecer do agravo; conhecer em parte do recurso especial; negar provimento ao recurso especial
Orders
- Conhecer do agravo
- Conhecer em parte do recurso especial
Full Case Text
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