REsp 1883545 - ACORDAO
Integra-se o microssistema de tutela coletiva e, por analogia, aplica-se a regra do art. 2º da Lei 7.347/1985, que qualifica como funcional (absoluta) a competência do foro do local do dano; a evolução do processo eletrônico e da videoconferência torna o ajuizamento e acompanhamento da ação em foro distante menos prejudicial ao autor, de modo que a definição do foro deve priorizar o juízo com maior aptidão para tutelar o interesse coletivo, razão pela qual se manteve a declinação de competência em favor da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís/MA e negou-se provimento ao agravo interno.
- Parties
- Agravante: ROBERTO COELHO ROCHA; Demandado: ESTADO DO MARANHÃO; Demandado: FLÁVIO DINO DE CASTRO E COSTA; Demandado: CLAYTON NOLETO SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma
- Outcome
- Negado provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Ação Popular, Competência Territorial, Microssistema De Tutela Coletiva, Foro Do Local Do Dano, Aplicação Subsidiária Da Lei De Ação Civil Pública
Case Brief
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Parties
ROBERTO COELHO ROCHA
Agravante
ESTADO DO MARANHÃO
Demandado
FLÁVIO DINO DE CASTRO E COSTA
Demandado
CLAYTON NOLETO SILVA
Demandado
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Julgamento Pela Segunda Turma
Legal Issues
- 1 Qual é o foro competente para apreciação de Ação Popular proposta contra Estado quando o autor tem domicílio em outro ente federado
- 2 Aplicabilidade do microssistema de processo coletivo e da Lei 7.347/1985 (foro do local do dano) em face do art. 52, parágrafo único, do CPC/2015
- 3 Se a redistribuição para o foro do local do dano acarreta prejuízo ao autor popular
Ratio Decidendi
Integra-se o microssistema de tutela coletiva e, por analogia, aplica-se a regra do art. 2º da Lei 7.347/1985, que qualifica como funcional (absoluta) a competência do foro do local do dano; a evolução do processo eletrônico e da videoconferência torna o ajuizamento e acompanhamento da ação em foro distante menos prejudicial ao autor, de modo que a definição do foro deve priorizar o juízo com maior aptidão para tutelar o interesse coletivo, razão pela qual se manteve a declinação de competência em favor da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís/MA e negou-se provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Negado provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão que declinou da competência em favor da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís/MA
Full Case Text
Judgment text and source record
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