REsp 1818640 - DECISAO
Reconsiderou‑se a decisão agravada apenas para afastar a multa imposta pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, porque os embargos não foram manifestamente protelatórios; manteve‑se, porém, o entendimento de que não houve omissão (art. 1.022, II, CPC/2015) nem violação literal de lei (art. 485, V, CPC/1973), pois o acórdão rescindendo não se pronunciou expressamente sobre a equiparação da autora a instituição financeira, requisito necessário para a rescisão por violação manifesta da norma jurídica.
- Parties
- Agravante: PORTO SEGURO ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Juízo De Retratação / Decisão Sobre Agravo Interno
- Outcome
- parcial provimento do recurso especial, tão somente em relação à alegada violação ao art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, para afastar a multa cominada pelo Tribunal de origem
- Legal Topics
- Ação Rescisória, Embargos De Declaração, Multa Por Embargos De Declaração (art. 1.026, § 2º, Cpc/2015), Violação Literal De Lei (art. 485, V, Cpc/1973), Omissão (art. 1.022, II, Prequestionamento
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
PORTO SEGURO ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno / Juízo De Retratação / Decisão Sobre Agravo Interno
Legal Issues
- 1 Se houve omissão no acórdão integrativo quanto ao art. 1.022, II, do CPC/2015
- 2 Se houve violação literal ao art. 485, V, do CPC/1973 (art. 966, V, do CPC/2015) porquanto o acórdão rescindendo teria aplicado indevidamente dispositivos que equiparam a autora a instituição financeira
- 3 Se os embargos de declaração opostos tinham caráter manifestamente protelatório nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC/2015
Ratio Decidendi
Reconsiderou‑se a decisão agravada apenas para afastar a multa imposta pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, porque os embargos não foram manifestamente protelatórios; manteve‑se, porém, o entendimento de que não houve omissão (art. 1.022, II, CPC/2015) nem violação literal de lei (art. 485, V, CPC/1973), pois o acórdão rescindendo não se pronunciou expressamente sobre a equiparação da autora a instituição financeira, requisito necessário para a rescisão por violação manifesta da norma jurídica.
Court Disposition
parcial provimento do recurso especial, tão somente em relação à alegada violação ao art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, para afastar a multa cominada pelo Tribunal de origem
Orders
- Afastar a multa cominada pelo Tribunal de origem nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC/2015
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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