AREsp 2522312 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade do óbice relativo à falta de comprovação do dissídio jurisprudencial, não refutando todos os fundamentos que motivaram a inadmissão pelo Tribunal de origem; com fundamento no art. 932, III, do...
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- Parties
- Agravante: TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - MONTES CLAROS II - SPE LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC
- Legal Topics
- Ação Revisional De Contrato, Restituição De Quantia Paga, Cláusulas Abusivas, Atraso Na Entrega De Imóvel, Multa Contratual, Lucros Cessantes, Correção Monetária Pelo INCC, Comissão De Corretagem, Honorários Recursais, Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial
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Parties
TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - MONTES CLAROS II - SPE LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade por falta de comprovação do dissídio jurisprudencial
- 2 deficiência de fundamentação (Súmula 284/STF)
- 3 ônus de refutar todos os fundamentos da inadmissão para conhecimento do recurso especial
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque a agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade do óbice relativo à falta de comprovação do dissídio jurisprudencial, não refutando todos os fundamentos que motivaram a inadmissão pelo Tribunal de origem; com fundamento no art. 932, III, do CPC, deu-se não conhecimento ao agravo e aplicaram-se honorários recursais.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC
Orders
- Condeno a parte agravante ao pagamento de R$ 200,00 (duzentos reais) a título de honorários recursais em favor do procurador da parte agravada (art. 85, § 11, do CPC).
- Previno as partes de que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades previstas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por TERRA NOVA RODOBENS INCORPORADORA IMOBILIARIA - MONTES CLAROS II - SPE LTDA, contra decisão que inadmitiu recurso especial, fundamentado no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal. Ação: revisional de contrato cumulada com restituição de quantia paga, ajuizada pelo agravado, em face da agravante, devido à existência de cláusulas abusivas no contrato de compra e venda de imóvel celebrado entre as partes, na qual pleiteia a revisão do contrato descrito na inicial, bem como a restituição de valores pagos a maior. Acórdão: deu parcial provimento à apelação interposta pelo agravado e negou provimento à apelação interposta pela parte agravante, nos termos da seguinte ementa: APELAÇÕES CÍVEIS -AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO -COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA -IMÓVEL EM CONSTRUÇÃO -EMPREENDIMENTO PATROCINADO PELO PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA -PRAZO DE ENTREGA -ATRASO -CONFIGURAÇÃO -MULTA CONTRATUAL -APLICAÇÃO -LUCROS CESSANTES -NÃO COMPROVADOS -CORREÇÃO MONETÁRIA PELO INCC -LEGALIDADE -COMISSÃO DE CORRETAGEM -COBRANÇA INDEVIDA -RESTITUIÇÃO. A oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para a interposição de outros recursos para ambas as partes do processo, não havendo que se falar na intempestividade de recurso interposto na pendência de julgamento de declaratórios. Rejeita-se a preliminar de não conhecimento do recurso, por violação ao princípio da dialeticidade, quando o recorrente aponta expressamente as razões de irresignação, bem como delimita os pedidos recursais. Em se tratando de questões suscitadas e debatidas, inviável falar-se em inovação recursal. Constatado o atraso injustificado no cumprimento da obrigação assumida de entrega do imóvel objeto do contrato de compra e venda, no prazo estipulado, cabível se mostra a imposição da multa prevista no contrato, em desfavor da vendedora, conforme entendimento pacificado pelo C. STJ no julgamento dos Recursos Especiais nº 1.614.721/DF e nº 1.631.485/DF. Em casos de atraso na entrega do imóvel por fato atribuível à construtora, o promitente comprador poderá pleitear indenização correspondente aos lucros cessantes pela não fruição do imóvel durante o período da mora, desde que comprovados os efetivos prejuízos. É permitida a aplicação do INCC aos contratos de promessa de compra e venda de imóvel em construção, como índice de atualização monetária do valor devido pelo promissário comprador. Nos casos em que a cobrança de comissão de corretagem é praticada em desacordo com a orientação do STJ (REsp. 1.599.511/SP), a restituição do montante a este título desembolsada é medida que se impõe. (e-STJ Fl. 313) Decisão de admissibilidade do TJ/MG: inadmitiu o recurso especial em razão dos seguintes fundamentos: i) deficiência de fundamentação (Súmula 284/STF) e ii) falta de comprovação do dissídio jurisprudencial. Agravo em recurso especial: nas razões do presente recurso, a parte agravante aduz que as razões recursais foram devidamente fundamentadas, de modo que a incidência da Súmula 284/STF à espécie se revela indevida. Reitera, por fim, as razões expostas no apelo especial. RELATADO O PROCESSO, DECIDE-SE. Ao analisar o agravo em recurso especial interposto, verifica-se que a parte agravante não demonstrou, de maneira consistente, a inaplicabilidade do seguinte óbice: falta de comprovação do dissídio jurisprudencial. Com efeito, para que o recurso especial seja analisado por esta Corte Superior, o recorrente deve refutar todos os fundamentos que levaram à inadmissão pelo Tribunal de origem. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.292.265/SP, 3ª Turma, DJe de 18/8/2023, e AgInt no AREsp 2.335.547/SP, 4ª Turma, DJe de 11/10/2023. Forte nessas razões, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial, com fundamento no art. 932, III, do CPC. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, condeno a parte agravante, a título de honorários recursais, ao pagamento de mais R$ 200,00 (duzentos reais) em favor do procurador da parte agravada. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar a condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA