AREsp 2877303 - DECISAO
Conheceu-se do agravo; não se conheceu do recurso especial por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF e do art. 932, III, do CPC/2015, sendo insuficiente a indicação dos dispositivos de lei federal supostamente violados; majoraram-se os honorários em 2% nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
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- Parties
- Agravante (recorrente No Agravo Em Recurso Especial): JOAO ELISEU RODRIGUES HOMEM; Apelante: CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 April 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Interlocutória Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Agravo conhecido; recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Ação Revisional De Contrato Bancário, Deficiência De Fundamentação, Súmula 284/stf, Abusividade De Juros
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Parties
JOAO ELISEU RODRIGUES HOMEM
Agravante (recorrente No Agravo Em Recurso Especial)
CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS
Apelante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Interlocutória Agravo Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 deficiência de fundamentação do recurso especial
- 2 incidência da Súmula 284/STF
- 3 abusividade de juros contratuais
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo; não se conheceu do recurso especial por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF e do art. 932, III, do CPC/2015, sendo insuficiente a indicação dos dispositivos de lei federal supostamente violados; majoraram-se os honorários em 2% nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
Court Disposition
Agravo conhecido; recurso especial não conhecido
Orders
- Conheço do agravo em recurso especial
- Não conheço do recurso especial com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015 e na Súmula 284/STF
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Examina-se agravo em recurso especial interposto por JOAO ELISEU RODRIGUES HOMEM contra decisão interlocutória que negou seguimento a recurso especial fundamentado nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional. Agravo em recurso especial interposto em: 31/01/2025. Concluso ao gabinete em: 26/03/2025. Ação: revisional, ajuizada por JOAO ELISEU RODRIGUES HOMEM, em face da agravante, fundada na abusividade contratual. Sentença: julgou procedentes os pedidos. Acórdão: deu provimento à apelação interposta por CREFISA S/A CRÉDITO FINANCIAMENTO E INVESTIMENTOS, nos termos da seguinte ementa: "APELAÇÃO CÍVEL. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. AÇÃO DE REVISÃO CONTRATUAL. JUROS. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURADO. O JUIZ É O DESTINATÁRIO FINAL DA PROVA, NOS TERMOS DO ARTIGO 370 DO CPC, CABENDO A ELE VERIFICAR A PERTINÊNCIA DA SUA PRODUÇÃO PARA O DESLINDE DO FEITO. NA HIPÓTESE, NÃO HÁ FALAR EM CERCEAMENTO DE DEFESA EM RAZÃO DA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DAS PARTES PARA PRODUÇÃO DE PROVAS, UMA VEZ QUE SE TRATA DE MATÉRIA DE DIREITO E AS QUESTÕES FÁTICAS VIERAM DEVIDAMENTE ESCLARECIDAS NOS DOCUMENTOS. PRETENSÃO DE REVISÃO DE CONTRATO JÁ EXTINTO PELO PAGAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. DESCABIDA A PRETENSÃO DE REVISAR CLÁUSULAS DE NEGÓCIOS JURÍDICOS FIRMADOS SEM VÍCIOS DE CONSENTIMENTO, SEM ALEGAÇÃO DE ERRO NO PAGAMENTO. O SIMPLES FATO DA TAXA DE JUROS SER ELEVADA NÃO DENOTA ABUSIVIDADE, MORMENTE PORQUE VIGE O PRINCÍPIO DA LIBERDADE DE CONTRATAR, NÃO ESTANDO O MUTUÁRIO ADSTRITO A UMA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. A PRETENSÃO DE DESCONSIDERAÇÃO DAS TAXAS MÁXIMAS ACARRETA A IMPOSSIBILIDADE DE SE OBTER UMA TAXA MÉDIA. A ADOÇÃO DA TAXA MÉDIA DE JUROS DIVULGADA PELO BANCO CENTRAL APENAS SE JUSTIFICA NA HIPÓTESE DE NÃO TEREM SIDO FIXADOS JUROS NO CONTRATO, CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO SE VERIFICA. A FIXAÇÃO DE JUROS REMUNERATÓRIOS SUPERIORES A 12% AO ANO, POR SI SÓ, NÃO INDICA ABUSIVIDADE. INTELIGÊNCIA DA SÚMULA N.º 382 DO STJ. NA HIPÓTESE EM ANÁLISE, NÃO HÁ ABUSIVIDADE NA TAXA DE JUROS PACTUADA E, TAMPOUCO, DISCREPÂNCIA EM RELAÇÃO ÀS TAXAS PRATICADAS PELO MERCADO, CONSIDERANDO O ALTO RISCO DE INADIMPLÊNCIA. REFORMA DA DECISÃO. AÇÃO IMPROCEDENTE. APELAÇÃO PROVIDA." (fl. 670, e-STJ). Embargos de declaração: opostos por JOAO ELISEU RODRIGUES HOMEM, foram rejeitados. Recurso especial: alega a existência de prática abusiva pela instituição bancária em decorrência da fixação de taxa de juros extremamente elevadas em comparação à taxa média praticada pelo mercado; além de dissídio jurisprudencial. É O RELATÓRIO. DECIDO. - Da deficiência de fundamentação No recurso especial arrimado na alínea "a" do permissivo constitucional, o recorrente deve particularizar os dispositivos de lei federal violados e, sobretudo, fazer acompanhar a devida fundamentação jurídica pertinente, no intuito de viabilizar a abertura da via especial, sendo insuficiente mencionar ofensa genérica, tal qual ocorre na presente hipótese, em que a parte recorrente suscita tese recursal atinente à abusividade dos juros contratados, sem ao menos indicar quais dispositivos legais foram malferidos pelo acórdão recorrido. Desse modo, a deficiência na fundamentação impede a perfeita compreensão da controvérsia, o que enseja o não conhecimento do recurso, nos termos da Súmula 284 do STF. Verifica-se, ainda, que o recorrente deixou de indicar o dispositivo de lei federal sobre o qual se teria dado interpretação divergente no tocante à mencionada tese. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. Nesse sentido: AgRg no REsp 1579618/PR, 3ª Turma, DJe de 01/07/2016; AgRg no RESP 1283930/SC, 4ª Turma, DJe de 14/06/2016; e AgRg no REsp A26 A26 REsp 1865532 Petição: 2020/00645290 2020/0056449-6 Documento Página 6 1.346.588/DF, Corte Especial, DJe de 17/03/2014. Forte nessas razões, CONHEÇO do agravo e, com fundamento no art. 932, III, do CPC/2015, NÃO CONHEÇO do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, considerando o trabalho adicional imposto ao advogado da parte agravada em virtude da interposição deste recurso, majoro os honorários fixados em mais 2% (dois por cento) sobre o valor atualizado da causa, devidos pelo recorrente. Previno as partes que a interposição de recurso contra esta decisão, se declarado manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente, poderá acarretar sua condenação ao pagamento das penalidades fixadas nos arts. 1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. DISSÍDIO NÃO CONFIGURADO. NÃO INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO LEGAL COM INTERPRETAÇÃO DIVERGENTE. SÚMULA 284/STF. 1. Ação revisional, ajuizada em razão da abusividade contratual. 2. A ausência de fundamentação ou a sua deficiência importa no não conhecimento do recurso quanto ao tema. 3. Não se conhece do recurso especial quando ausente a indicação expressa do dispositivo legal a que se teria dado interpretação divergente. Súmula 284/STF. 4. Agravo em recurso especial conhecido. Recurso especial não conhecido.