REsp 2050673 - ACORDAO
Conhecer parcialmente do agravo regimental e, nessa extensão, negar-lhe provimento, porque o STJ consolidou o entendimento de que não há direito subjetivo ao acordo de não persecução penal, cabendo ao Ministério Público a avaliação discricionária de sua conveniência, o controle judicial devendo se limitar à verificação da legalidade da decisão ministerial, e porque, no caso, a recusa ao acordo foi justificada pela prática de nova conduta criminosa/reiteração, nos termos do art. 28-A, § 2º, II, do CPP; além disso, não se conheceu da questão sobre incompatibilidade com a presunção de inocência por ausência de prequestionamento.
- Parties
- Agravante: GUILHERME BRANDÃO FAUSTINO; Recorrido: Ministério Público do Estado de São Paulo; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Contra Decisão Monocrática / Julgado Pela Turma (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido.
- Legal Topics
- Acordo De Não Persecução Penal, Discricionariedade Do Ministério Público, Controle Judicial Da Negativa Do ANPP, Art. 28 a Do CPP, Julgamento Monocrático, Inovação Recursal E Prequestionamento, Princípio Da Presunção De Inocência
Case Brief
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Parties
GUILHERME BRANDÃO FAUSTINO
Agravante
Ministério Público do Estado de São Paulo
Recorrido
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Regimental Contra Decisão Monocrática / Julgado Pela Turma (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Se o recurso especial poderia ser objeto de decisão monocrática
- 2 Se o acordo de não persecução penal constitui direito subjetivo do réu
- 3 Se há incompatibilidade entre o art. 28-A, § 2º, inciso II, do Código de Processo Penal, e o princípio da presunção de inocência
Ratio Decidendi
Conhecer parcialmente do agravo regimental e, nessa extensão, negar-lhe provimento, porque o STJ consolidou o entendimento de que não há direito subjetivo ao acordo de não persecução penal, cabendo ao Ministério Público a avaliação discricionária de sua conveniência, o controle judicial devendo se limitar à verificação da legalidade da decisão ministerial, e porque, no caso, a recusa ao acordo foi justificada pela prática de nova conduta criminosa/reiteração, nos termos do art. 28-A, § 2º, II, do CPP; além disso, não se conheceu da questão sobre incompatibilidade com a presunção de inocência por ausência de prequestionamento.
Court Disposition
Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa extensão, desprovido.
Orders
- Conhecer, em parte, do agravo regimental e, nessa extensão, negar-lhe provimento.
Full Case Text
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