HC 916190 - DECISAO
O Ministério Público tem o dever de fundamentar concretamente a recusa do oferecimento do ANPP nos termos do art. 28-A do CPP; o Judiciário tem competência para controlar a legalidade dessa recusa. No caso concreto, a recusa foi baseada apenas na alegação de crime hediondo e foi ratificada pelo Procurador-Geral de Justiça, mas a legalidade dos fundamentos não foi apreciada pelo juízo de primeiro grau, de modo que a ordem foi concedida em parte para determinar o retorno dos autos para apreciação fundamentada pelo juízo originário.
- Parties
- Paciente: CARLOS JOSÉ DA SILVA; Parte Interessada (manifestação): Ministério Público Federal; Órgão Ratificante: Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2025
- Procedural Posture
- Decisão Concessão Parcial Da Ordem (retorno Dos Autos Ao Juízo De Origem)
- Outcome
- Ordem concedida, em parte, determinando o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau para apreciação fundamentada da legalidade da recusa do acordo de não persecução penal.
- Legal Topics
- Acordo De Não Persecução Penal, Discricionariedade Regrada Do Ministério Público, Recusa De Oferecimento Do ANPP, Controle Judicial Da Recusa Ministerial, Art. 33, § 4º, Lei N. 11.343/2006
Case Brief
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Parties
CARLOS JOSÉ DA SILVA
Paciente
Ministério Público Federal
Parte Interessada (manifestação)
Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo
Órgão Ratificante
Procedural Posture
Decisão Concessão Parcial Da Ordem (retorno Dos Autos Ao Juízo De Origem)
Legal Issues
- 1 Se há direito subjetivo do réu ao acordo de não persecução penal
- 2 Se a recusa do Ministério Público em oferecer o ANPP deve ser fundamentada idoneamente
- 3 Se o Poder Judiciário pode apreciar a legalidade da recusa ministerial
Ratio Decidendi
O Ministério Público tem o dever de fundamentar concretamente a recusa do oferecimento do ANPP nos termos do art. 28-A do CPP; o Judiciário tem competência para controlar a legalidade dessa recusa. No caso concreto, a recusa foi baseada apenas na alegação de crime hediondo e foi ratificada pelo Procurador-Geral de Justiça, mas a legalidade dos fundamentos não foi apreciada pelo juízo de primeiro grau, de modo que a ordem foi concedida em parte para determinar o retorno dos autos para apreciação fundamentada pelo juízo originário.
Court Disposition
Ordem concedida, em parte, determinando o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau para apreciação fundamentada da legalidade da recusa do acordo de não persecução penal.
Orders
- Determinar o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau para que aprecie, fundamentadamente, a legalidade dos fundamentos apresentados pelo Ministério Público para a recusa de oferecimento do acordo de não persecução penal.
- Comunique-se, com urgência.
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