RHC 218204 - DECISAO

RHC 218204 - DECISAO

Embora o Ministério Público detenha discricionariedade regrada para oferecer ou não o acordo de não persecução penal, essa recusa exige fundamentação idônea e em elementos concretos; cabendo ao Poder Judiciário apreciar a legalidade dessa fundamentação. No caso, apesar da ratificação pelo Procurador Geral de...

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Parties
Recorrente / Denunciada: NÍVEA MARA ALVES MARTIN MORALES; Órgão Acusatório: Ministério Público do Estado de São Paulo
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
23 September 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Concessiva Parcial (ordem Concedida Em Parte)
Outcome
Ordem concedida em parte para determinar o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau para que aprecie, fundamentadamente, a legalidade dos fundamentos apresentados pelo Ministério Público para a recusa do acordo de não persecução penal.
Legal Topics
Acordo De Não Persecução Penal, Discricionariedade Regrada Do Ministério Público, Fundamentação Idônea Da Recusa Ministerial, Maus Tratos a Animais (lei N. 9.605/98, Art. 32, §1º A), Art. 28 a Do CPP, Ratificação Pelo Procurador Geral De Justiça, Controle Jurisdicional Da Legalidade Do Ato Ministerial, Necessidade E Suficiência Para Reprovação E Prevenção Do Crime
Direito Penal Processo Penal Direito Constitucional Acordo De Não Persecução Penal Discricionariedade Regrada Do Ministério Público Fundamentação Idônea Da Recusa Ministerial Maus Tratos a Animais (lei N. 9.605/98, Art. 32, §1º A) Art. 28 a Do CPP +3 more

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Parties

NÍVEA MARA ALVES MARTIN MORALES

Recorrente / Denunciada

Ministério Público do Estado de São Paulo

Órgão Acusatório

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Concessiva Parcial (ordem Concedida Em Parte)

  1. 1 Se há direito subjetivo do investigado ao acordo de não persecução penal
  2. 2 Se a recusa do Ministério Público em oferecer o ANPP exige fundamentação idônea e concreta
  3. 3 Se o Poder Judiciário tem competência para revisar a legalidade da recusa do Ministério Público

Ratio Decidendi

Embora o Ministério Público detenha discricionariedade regrada para oferecer ou não o acordo de não persecução penal, essa recusa exige fundamentação idônea e em elementos concretos; cabendo ao Poder Judiciário apreciar a legalidade dessa fundamentação. No caso, apesar da ratificação pelo Procurador Geral de Justiça, o Juízo de primeiro grau não apreciou fundamentadamente a legalidade das razões da recusa, motivo pelo qual se concedeu, em parte, a ordem para que os autos retornem ao primeiro grau para tal apreciação.

Court Disposition

Ordem concedida em parte para determinar o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau para que aprecie, fundamentadamente, a legalidade dos fundamentos apresentados pelo Ministério Público para a recusa do acordo de não persecução penal.

Orders

  • Determinar o retorno dos autos ao Juízo de primeiro grau para que aprecie, fundamentadamente, a legalidade dos fundamentos apresentados pelo Ministério Público para a recusa de oferecimento do ANPP
  • Comunique-se, com urgência