HC 975902 - DECISAO
O agravo regimental foi rejeitado porque o habeas corpus impugna manifestação do Ministério Público em revisão de não oferecimento de acordo de não persecução penal, hipótese que não desloca competência ao Superior Tribunal de Justiça nos termos do art. 105, I, c, da Constituição Federal; a competência para atos do...
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- Parties
- Impetrante: LEONARDO ALEXSANDER RIBEIRO HERBAS CAMACHO; Órgão Decisório: Presidência desta Corte; Manifestante/interessado: Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- reconsiderada a decisão anterior, mantendo-se o indeferimento do habeas corpus
- Legal Topics
- Acordo De Não Persecução Penal, Suspensão Condicional Do Processo, Competência, Habeas Corpus, Manifestação Do Ministério Público
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Parties
LEONARDO ALEXSANDER RIBEIRO HERBAS CAMACHO
Impetrante
Presidência desta Corte
Órgão Decisório
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
Manifestante/interessado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 se a impetração é mera reiteração de pedido
- 2 admissibilidade do habeas corpus contra manifestação de membro do Ministério Público em procedimento de revisão de não oferecimento de acordo de não persecução penal
- 3 competência do Superior Tribunal de Justiça para processar habeas corpus contra ato de Procurador-Geral de Justiça
Ratio Decidendi
O agravo regimental foi rejeitado porque o habeas corpus impugna manifestação do Ministério Público em revisão de não oferecimento de acordo de não persecução penal, hipótese que não desloca competência ao Superior Tribunal de Justiça nos termos do art. 105, I, c, da Constituição Federal; a competência para atos do Procurador-Geral de Justiça do DF cabe ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, incumbindo à Corte local verificar a observância dos requisitos do sursis processual; portanto, manteve-se o indeferimento do habeas corpus.
Court Disposition
reconsiderada a decisão anterior, mantendo-se o indeferimento do habeas corpus
Orders
- Reconsidero a decisão de e-STJ fls. 32/33
- Mantenho o indeferimento do habeas corpus
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo regimental interposto por LEONARDO ALEXSANDER RIBEIRO HERBAS CAMACHO contra decisão oriunda da Presidência desta Corte que indeferiu liminarmente o habeas corpus impetrado em seu favor. Sustenta a defesa que, ao contrário do que foi decidido, a presente impetração não é mera reiteração do pedido formulado no HC n. 915.483/SC. Reitera que o paciente preenche os requisitos necessários para obter o acordo de não persecução penal, nos termos do art. 28 do Código de Processo Penal. É o relatório. De fato, não se trata de reiteração de pedido, uma vez que a decisão impugnada neste writ é diversa da que cuida o HC n. 915.483/SC. Não obstante, a impetração não é cabível, pois nela se impugna manifestação de membro do Ministério Público em procedimento de revisão de não oferecimento de acordo de não persecução penal, hipótese não prevista no art. 105, I, c, da Constituição Federal. A propósito: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PARCELAMENTO IRREGULAR DO SOLO URBANO. PLEITO DE RESTABELECIMENTO DAS CONDIÇÕES DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ATO COATOR SUPOSTAMENTE PRATICADO PELA PROCURADORA-GERAL DE JUSTIÇA DO MPDFT, POR FORÇA DO ART. 28 DO CPP. AUTOS QUE TRAMITAM EM PRIMEIRO GRAU DE JURISDIÇÃO. NECESSIDADE DE MANIFESTAÇÃO DA CORTE LOCAL A RESPEITO DAS CONDIÇÕES E REQUISITOS DO SURSIS PROCESSUAL EVENTUALMENTE NÃO OBSERVADOS. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A competência para o julgamento de habeas corpus impetrado contra ato coator de Procurador-Geral de Justiça, não se encontra prevista no rol taxativo do art. 105 da Constituição Federal, nem no art. 11 do Regimento Interno desta Corte, com bem ressaltou o Ministério Público Federal em seu parecer (HC n. 57.506/PA, Rel. Ministro OG FERNANDES, Sexta Turma, julgado em 15/12/2009, DJe de 22/2/2010). 2. Conforme a Lei Federal n. 11.697/2008, que dispõe acerca da organização judiciária do Distrito Federal e dos Territórios, compete ao TJDFT o processamento e julgamento dos habeas corpus impetrados contra ato de Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal. 3. A simples manifestação da Procuradora-Geral de Justiça do MPDFT, nos autos que tramitam em primeiro grau, que, por analogia ao art. 28 do CPP, ratificou o posicionamento de Promotora de Justiça no sentido do não oferecimento da suspensão condicional do processo, não desloca a competência para o julgamento do mandamus, diretamente, perante esta Corte Superior. 4. Na espécie, independentemente do posicionamento adotado pela autoridade máxima do órgão ministerial, incumbe à respectiva Corte local o controle de legalidade a respeito dos requisitos e condições do sursis processual eventualmente não observados, e, sobre o tema, a Corte de origem não proferiu qualquer manifestação. 5. Agravo regimental improvido, remetendo-se os autos para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. (AgRg no HC n. 550.851/DF, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 4/2/2020, DJe de 10/2/2020.) Ante o exposto, reconsidero a decisão de e-STJ fls. 32/33, mas mantenho o indeferimento do habeas corpus. Publique-se. Intimem-se. EMENTA