AREsp 2709515 - DECISAO
O Tribunal manteve que a Lei Complementar Estadual nº 432/85, alterada pela LC nº 1.179/12, aplica-se apenas aos servidores estatutários, sendo excluídos os empregados admitidos segundo a legislação trabalhista, os quais já fazem jus ao adicional de insalubridade pelo regime da CLT (art. 192); por isso não há ofensa à isonomia ao não estender o benefício na forma da lei estadual aos empregados CLT, evitando-se a instituição de regime jurídico híbrido; ademais, a alteração das premissas adotadas pela Corte de origem demandaria reexame de acervo fático-probatório (vedado pela Súmula 7 do STJ) e interpretação de legislação local (Súmula 280 do STF), razão pela qual o agravo foi desprovido.
- Parties
- Agravante: Lucas Simões Arrebola e outros; Agravado: parte ré
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Do STJ (nego Provimento Ao Agravo)
- Legal Topics
- Adicional De Insalubridade, Equiparação Entre Empregados Públicos E Servidores Estatutários, Súmula Vinculante Nº 37, Lei Complementar Estadual Nº 432/85 E Nº 1.179/12, Competência Da Justiça Comum Estadual (tema Nº 1.143 Do Stf)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Lucas Simões Arrebola e outros
Agravante
parte ré
Agravado
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Do STJ (nego Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Lei Complementar Estadual nº 432/85 a empregados públicos regidos pela CLT
- 2 Possibilidade de equiparação remuneratória entre empregados públicos CLT e servidores estatutários
- 3 Violação do princípio da isonomia
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve que a Lei Complementar Estadual nº 432/85, alterada pela LC nº 1.179/12, aplica-se apenas aos servidores estatutários, sendo excluídos os empregados admitidos segundo a legislação trabalhista, os quais já fazem jus ao adicional de insalubridade pelo regime da CLT (art. 192); por isso não há ofensa à isonomia ao não estender o benefício na forma da lei estadual aos empregados CLT, evitando-se a instituição de regime jurídico híbrido; ademais, a alteração das premissas adotadas pela Corte de origem demandaria reexame de acervo fático-probatório (vedado pela Súmula 7 do STJ) e interpretação de legislação local (Súmula 280 do STF), razão pela qual o agravo foi desprovido.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment