AREsp 3095798 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem se manifestou de forma clara e suficiente sobre as questões suscitadas (afastando suposto vício dos arts. 489 e 1.022 do CPC), o acerto do julgamento não pode ser reformado sem reexame de matéria fático-probatória (impedido pela Súmula 7 do STJ) e o recurso...
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- Parties
- Agravante/recorrente: PAULO JACKSON ALVES QUIRINO E OUTRA; Promitentes Vendedores: Ivan e s/m Adriana; Co Proprietário: Cláudio
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Nos Próprios Autos (cpc, Art. 1.042) Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Juízo De Retratação Negativo E Decisão De Mérito Sobre O Agravo
- Outcome
- Nego provimento ao agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Adjudicação Compulsória, Compromisso De Compra E Venda, Forma Escrita (art. 1.417 Cc), Legitimidade Das Partes, Admissibilidade Do Recurso Especial, Omissão E Fundamentação (arts. 489 E 1.022 Do Cpc), Dissídio Jurisprudencial (art. 105, III, "c", Cf), Súmula 7/stj, Súmula 284/stf
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Parties
PAULO JACKSON ALVES QUIRINO E OUTRA
Agravante/recorrente
Ivan e s/m Adriana
Promitentes Vendedores
Cláudio
Co Proprietário
Procedural Posture
Agravo Nos Próprios Autos (cpc, Art. 1.042) Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Juízo De Retratação Negativo E Decisão De Mérito Sobre O Agravo
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial contra acórdão que negou adjudicação compulsória
- 2 alegada omissão e falta de fundamentação quanto à interrupção do prazo aquisitivo
- 3 alegada violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem se manifestou de forma clara e suficiente sobre as questões suscitadas (afastando suposto vício dos arts. 489 e 1.022 do CPC), o acerto do julgamento não pode ser reformado sem reexame de matéria fático-probatória (impedido pela Súmula 7 do STJ) e o recurso especial não demonstrou analiticamente o dissídio jurisprudencial nem especificou de forma adequada a alegada violação do art. 1.238 do CC, incorrendo na carência de fundamentação prevista na Súmula 284 do STF.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo em recurso especial
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial de PAULO JACKSON ALVES QUIRINO E OUTRA
- Publique-se e intimem-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo nos próprios autos (CPC, art. 1.042) interposto por PAULO JACKSON ALVES QUIRINO E OUTRA contra decisão que não admitiu o recurso especial por inexistência de violação dos arts. 489, 1.022 do CPC e ante a ausência de demonstração do dissídio jurisprudencial nos moldes legais (fls. 1.934-1.937). O acórdão recorrido está assim ementado (fls. 1.282): ADJUDICAÇÃO COMPULSÓRIA. Bem imóvel. O compromisso de venda e compra de imóvel requer forma escrita. Art. 1.417 do CC. Ivan e s/m Adriana prometeram vender o imóvel aos apelantes, por instrumento particular. Ilegitimidade de Ivan e Adriana para celebrar tal negócio jurídico, pois o imóvel pertencia também a Cláudio, que não figura no contrato como parte. Ivan e Adriana não poderiam prometer à venda imóvel que não integrava o seu patrimônio, podendo responder por perdas e danos em relação aos apelantes, que foram ludibriados - A escritura não poder ser exigida do espólio de Cláudio, porque não figura como promitente-vendedor no compromisso. Ante o requisito da forma escrita, inadmissível a suposta anuência verbal ao contrato. Em face do quadro que resulta da prova documental, inútil se mostra a realização da prova oral, visto que a tutela invocada jamais poderia ser concedida. Se houve conluio entre Ivan e Cláudio para lesar os apelantes, respondem eles solidariamente por perdas e danos, o que poderá ser demandado na via adequada - Sentença mantida. Recurso improvido. Os embargos de declaração foram rejeitados (fls. 1.736-1.738). No especial (fls. 1.695-1.721 ), fundamentado no art. 105, III, "a" e "c", da CF, a parte recorrente aponta, além de divergência jurisprudencial, ofensa aos arts. 489, 1.022, II, do CPC e 1.238 do Código Civil. Suscita omissão e falta de fundamentação, pois o Tribunal de origem teria deixado de apreciar questões imprescindíveis ao deslinde da controvérsia, quanto à alegação de interrupção do prazo aquisitivo. Houve contrarrazões (fls. 1.768-1.790). No agravo (fls. 1.951-1.960), afirma a presença de todos os requisitos de admissibilidade do especial. Foi apresentada contraminuta (fls. 2.054-2.071). Juízo negativo de retratação (fl. 2.080). É o relatório. Decido. A irresignação não merece acolhida. Inicialmente, descabe falar em ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC, pois o Tribunal pronunciou-se, de forma clara e suficiente, sobre as a quo questões suscitadas nos autos. Não há os vícios apontados quando os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, ainda que em sentido diverso do sustentado pela parte, como de fato ocorreu. No mais, para alterar os fundamentos do acórdão impugnado e sopesar as razões recursais, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso especial, diante da aplicação da Súmula n. 7 do STJ. Outrossim, a parte recorrente aponta genericamente violação do art. 1.238 do CC, sem, contudo, especificar, de forma clara, exata e precisa, os supostos vícios existentes. Isso denota carência de fundamentação, atraindo o óbice da Súmula n. 284/STF. Ademais , o conhecimento do recurso pela alínea "c" do permissivo constitucional exige a indicação do dispositivo legal ao qual foi atribuída interpretação divergente, bem como a demonstração do dissídio, mediante o cotejo analítico entre o acórdão recorrido e os paradigmas, que não se satisfaz com a mera transcrição de ementas, a fim de demonstrar que as soluções encontradas, tanto na decisão recorrida quanto nos paradigmas, tiveram por base as mesmas premissas fáticas e jurídicas, existindo entre elas similitude de circunstâncias, ônus dos quais a parte recorrente não se desincumbiu. Inafastável a Súmula n. 284 do STF quanto ao ponto. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo em recurso especial de PAULO JACKSON ALVES QUIRINO E OUTRA Publique-se e intimem-se. EMENTA