AREsp 1961697 - DECISAO
Não conheço do agravo porque o agravante deixou de impugnar especificamente a totalidade dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, sendo aplicável por analogia a Súmula 182/STJ; em razão do não conhecimento, impõe-se o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor já fixado no processo,...
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- Parties
- Agravante: Gerson Carneiro Rodrigues Filho; Agravado: Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Não Conhecimento
- Outcome
- não conheço do agravo
- Legal Topics
- Admissão De Recurso Especial, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Honorários Advocatícios, Assistência Judiciária Gratuita, Negativa De Prestação Jurisdicional, Questões Constitucionais Em Recurso Especial
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Parties
Gerson Carneiro Rodrigues Filho
Agravante
Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região
Agravado
Procedural Posture
Agravo / Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 inadmissão de recurso especial
- 2 insuficiência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida
- 3 aplicação da Súmula 182/STJ por analogia
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo porque o agravante deixou de impugnar especificamente a totalidade dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, sendo aplicável por analogia a Súmula 182/STJ; em razão do não conhecimento, impõe-se o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor já fixado no processo, observando-se o benefício da assistência judiciária gratuita (art.98, §3º, CPC).
Court Disposition
não conheço do agravo
Orders
- Não conheço do agravo, nos termos do art. 932, III, do CPC.
- Condena-se o agravante ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo, observando-se o disposto no art. 98, § 3º, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por Gerson Carneiro Rodrigues Filho, desafiando decisão da Vice-Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que não admitiu recurso especial com base nos seguintes fundamentos: (I) ausência de negativa de prestação jurisdicional; (II) incidência da Súmula 7/STJ; e (III) não cabimento de apreciação em recurso especial de suposta violação a artigos da Constituição Federal. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar a totalidade dos motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo especial. No caso, a parte recorrente deixou de rebater, de modo específico, o fundamento de não cabimento de apreciação em recurso especial de suposta violação a artigos da Constituição Federal. Incide, desse modo, por analogia, a Súmula 182/STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida."). Essa foi a linha de entendimento recentemente confirmada pela Corte Especial do STJ, na assentada de 19 de setembro de 2018, ao julgar osEAREsp 701.404/SC e osEAREsp 831.326/SP, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Rel. p/ acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, DJe de 30/11/2018. ANTE O EXPOSTO, nos termos do art. 932, III, do CPC, não conheço do agravo. Levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC), observando-se, contudo, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC, em razão da concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. Publique-se.