AREsp 2959304 - DECISAO
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o recorrente deixou de impugnar especificamente e de forma pormenorizada todos os fundamentos da decisão agravada que não admitiu o recurso especial, configurando violação do princípio da dialeticidade e incidindo a Súmula n. 182 do STJ; aplicou-se a...
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- Parties
- Agravante; Assistente De Acusação: CARLOS RENATO BORTOLINI; Réu; Condenado: JULIO CESAR WIEDERKEHR
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 July 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Agravo Em Recurso Especial Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial; Agravo Não Conhecido
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissão De Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Súmula 182 Do STJ, Precedentes Do STJ Sobre Decisão De Não Admissão
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Parties
CARLOS RENATO BORTOLINI
Agravante; Assistente De Acusação
JULIO CESAR WIEDERKEHR
Réu; Condenado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Agravo Em Recurso Especial Interposto Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial; Agravo Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada
- 2 Admissibilidade do agravo em recurso especial
- 3 Aplicação da Súmula 182 do STJ e da jurisprudência do Tribunal sobre decisões de não admissão
Ratio Decidendi
O agravo em recurso especial não foi conhecido porque o recorrente deixou de impugnar especificamente e de forma pormenorizada todos os fundamentos da decisão agravada que não admitiu o recurso especial, configurando violação do princípio da dialeticidade e incidindo a Súmula n. 182 do STJ; aplicou-se a jurisprudência do Tribunal e o art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do STJ para decretar o não conhecimento do agravo.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto por CARLOS RENATO BORTOLINI, para impugnar a decisão proferida pelo Vice-Presidente do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA, que não admitiu o recurso especial. Consta dos autos que o réu JULIO CESAR WIEDERKEHR foi condenado à pena de 1 (um) ano, 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de detenção, em regime inicialmente aberto, por infração ao art. 121, §§ 3º e 4º, c/c o art. 61, II, "h", ambos do Código Penal. Manejado recurso de apelação por parte do ora recorrente, que atuou na condição de assistente de acusação, o apelo foi desprovido pelo Tribunal de origem. Interposto recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, sem indicação do dispositivo de lei violado. Não admitido o recurso especial, o assistente de acusação interpôs o presente agravo em recurso especial. O Ministério Público Federal opinou pelo não conhecimento do agravo em recurso especial. É o relatório. DECIDO. No caso vertente, ao que se depreende das razões do recurso de agravo, a parte recorrente não impugnou todos os fundamentos adotados pela Vice-Presidência do Tribunal de origem na decisão agravada, limitando-se a reiterar as razões de recurso especial. Com efeito, "a Corte Especial desse Tribunal Superior, em recente decisão, no julgamento do EAREsp n. 701.404/SC, perfilhou o entendimento de que a decisão que não admite o recurso especial tem dispositivo único, ainda quando a fundamentação permita concluir pela presença de uma ou de várias causas impeditivas do julgamento do mérito recursal, uma vez que registra, de forma unívoca, apenas a inadmissão do recurso, portanto, não há capítulos autônomos e, assim, deve ser impugnada em sua integralidade" (AgRg no AREsp 2244988 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJe 19/09/2023), o que não foi observado pela parte recorrente. No particular, de rigor aplicar o entendimento sedimentado desta Corte Superior, assente no sentido de que "a ausência de impugnação específica e pormenorizada dos fundamentos da decisão agravada caracteriza ofensa ao princípio da dialeticidade, inviabilizando o conhecimento do agravo regimental, incidindo a Súmula n. 182 do STJ" (AREsp 2364700 / PR, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 18/03/2025), segundo a qual "é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Sendo assim, "a mera repetição de argumentos já analisados em decisão monocrática, sem impugnação específica dos fundamentos, viola o princípio da dialeticidade" (AgRg no AREsp 2753355 / SP, QUINTA TURMA, de minha relatoria, DJEN 09/12/2024). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial, nos termos do art. 253, parágrafo único, inciso I, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA