AREsp 1846500 - DECISAO
O agravo não é conhecido por violação ao princípio da dialeticidade, ante a ausência de impugnação a todos os fundamentos que motivaram a inadmissibilidade do recurso especial pelo Tribunal de origem (ausência de prequestionamento e ofensa ao princípio da dialeticidade), nos termos do art. 932 do CPC/2015 e Súmula...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: PB PALETES EIRELI - ME
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Juízo Prévio De Admissibilidade
- Outcome
- Não conhecido do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Princípio Da Dialeticidade, Prequestionamento, Súmula 282 STF, Súmula 284 STF, Súmula 182 STJ, Súmula 568 STJ
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Parties
PB PALETES EIRELI - ME
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Juízo Prévio De Admissibilidade
Legal Issues
- 1 violação ao princípio da dialeticidade
- 2 ausência de prequestionamento
- 3 inadmissibilidade do agravo em recurso especial
Ratio Decidendi
O agravo não é conhecido por violação ao princípio da dialeticidade, ante a ausência de impugnação a todos os fundamentos que motivaram a inadmissibilidade do recurso especial pelo Tribunal de origem (ausência de prequestionamento e ofensa ao princípio da dialeticidade), nos termos do art. 932 do CPC/2015 e Súmula 568/STJ.
Court Disposition
Não conhecido do agravo.
Orders
- Não conheço do agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo (art. 1.042 do CPC/15) interposto por PB PALETES EIRELI - ME em face da decisão acostada às fls. 170-173, e-STJ, que, em juízo prévio de admissibilidade, negou seguimento ao recurso especial manejado pela ora agravante. Na oportunidade, assentou a Corte local que seriam aplicáveis ao caso os óbices da Súmula 282 e 284 do STF, na medida em que a matéria debatida no apelo extremo não estaria prequestionada e haveria ofensa ao princípio da dialeticidade. Inconformada, interpôs a sucumbente presente agravo em recurso especial (fls. 175-184, e-STJ), no qual alega que todas as questões em debete foram objeto de prequestionamento. Contraminuta a fls. 188-196, e-STJ. É o relatório. O recurso não é admissível, por violação ao princípio da dialeticidade. 1. Consoante entendimento desta Corte, nos termos do supracitado preceito, compete à parte recorrente infirmar todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do reclamo, nos termos do artigo 932, inc. III, do CPC/15. No ponto, destaca-se, outrossim, a existência do óbice enunciado na Súmula 182 do STJ, a saber: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC/73 que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". A propósito: PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. RAZÕES RECURSAIS QUE NÃO TRATAM DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINARMENTE OS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA DE PEDIDO DE REFORMA DA DECISÃO AGRAVADA. PRINCÍPIO DISPOSITIVO. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. Os agravantes não enfrentaram em seu recurso o fundamento da decisão agravada, que estabeleceu serem incabíveis embargos de divergência contra decisão monocrática, nem formularam pedido para sua reforma. 2. Para se viabilizar o conhecimento do agravo regimental, sobretudo diante do princípio da dialeticidade, é necessário que se impugnem especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu na hipótese em exame. A decisão objurgada permanece incólume e atrai o Verbete Sumular n. 182 do STJ. 3. O princípio dispositivo impõe que a parte recorrente formule pedido de reforma da decisão recorrida, sob pena de não conhecimento do recurso. 4. Agravo regimental não conhecido. (AgRg nos EAREsp 623.863/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, CORTE ESPECIAL, julgado em 21/10/2015, DJe 20/11/2015) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INÉPCIA. FALTA DE IMPUGNAÇÃO A TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO RECORRIDA. MANIFESTA INADMISSIBILIDADE. DESISTÊNCIA PARCIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Nos termos do art. 1.042 do CPC/15 c/c 253, parágrafo único, I do RISTJ, incumbe ao agravante o ônus de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão proferida pelo Tribunal de origem com o intuito de "destrancar" o recurso especial inadmitido, permitindo, assim, o exame deste pelo STJ. 2. O agravo é apenas o meio idôneo a viabilizar o juízo definitivo de admissibilidade por este Tribunal, quando inadmitido na origem o recurso especial. Desse modo, hávuma vinculação do primeiro com o segundo, de modo que, na sistemática de julgamento, o agravo deve ser sempre analisado com os olhos voltados para a admissibilidade do recurso especial e não para o acórdão recorrido. 3. A partir de tais premissas, é possível inferir que não há como o agravante restringir o efeito devolutivo horizontal do agravo porque esse efeito já foi previamente delimitado pelos fundamentos da decisão exarada pelo Tribunal de origem. 4. O ordenamento jurídico admite que a parte inconformada recorra, parcialmente, de uma decisão, e, ainda, que o órgão julgador conheça, em parte, do recurso interposto. Não há, entretanto, qualquer previsão que autorize a desistência parcial, tácita ou expressa, do recurso especial após sua interposição. 5. É manifestamente inadmissível o agravo que não impugna, de maneira consistente, todos os fundamentos da decisão agravada. 6. Agravo interno no agravo em recurso especial não provido. (AgInt no AREsp 727.579/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 12/12/2017, DJe 19/12/2017) No caso em comento, verifica-se que, a Corte local inadmitiu o apelo extremo com base em dupla fundamentação, qual seja, a ausência de prequestionamento e afronta ao princípio da dialeticidade, nos termos das Súmulas 282 e 284 do STF (fl. 172, e-STJ): A pretensão recursal não merece seguimento, uma vez que os referidos dispositivos tidos como violados, não foram alvo do acórdão, o que acarreta ausência do necessário prequestionamento e desrespeito ao princípio da dialeticidade, aplicando-se ao caso as Súmulas 282 e 284, do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Por sua vez, no bojo do agravo (art. 1.042 do CPC/2015), alega-se tão somente que a matéria em debate fora prequestionada, sem se impugnar a aludida afronta ao princípio da dialeticidade, que atrairia o óbice da Súmula 284/STF. Nesse sentido, diante da ausência de impugnação a todos os fundamentos que sustentam o juízo de inadmissibilidade do apelo nobre firmado pelo Tribunal local, inviável o conhecimento do agravo. 2. Ante o exposto, com fulcro no art. 932 do CPC/2015 c/c Súmula 568/STJ, não conheço do agravo. Publique-se. Intimem-se.