AREsp 1889655 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento segundo o qual decisões monocráticas não se prestam para comprovação de divergência jurisprudencial (alínea 'c', inciso III, art. 105 da CF), incidindo o disposto no art. 932, inciso III, do CPC/2015, conforme entendimento...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: BANCO SAFRA BSI S. A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Impugnação De Fundamentos, Dissídio Jurisprudencial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj
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Parties
BANCO SAFRA BSI S. A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 impugnação específica de todos os fundamentos da decisão recorrida
- 2 incidência da Súmula nº 7/STJ
- 3 demonstração de dissídio jurisprudencial
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento segundo o qual decisões monocráticas não se prestam para comprovação de divergência jurisprudencial (alínea 'c', inciso III, art. 105 da CF), incidindo o disposto no art. 932, inciso III, do CPC/2015, conforme entendimento reafirmado no EAREsp 746.775/PR, com aplicação da Súmula 182/STJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo em recurso especial.
Orders
- Deixo de majorar os honorários advocatícios, conforme determina o art. 85, § 11, do CPC/2015.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por BANCO SAFRA BSI S. A.contra a decisão que não admitiu recurso especial. A denegação, na origem, deu-se pelos seguintes fundamentos: (i) não foi demonstrada a vulneração aos dispositivos arrolados; (ii) incidênciadaSúmulanº7/STJ; (iii) com relação às decisões monocráticas,estas não se prestam para comprovação da divergência jurisprudencial, ante os dizeres da alínea "c",inciso III, do art.105 da Constituição Federal, e (iv) ausência de transcrição dos trechos que configurem o dissídio jurisprudencial, conforme exigido pelo art. 1.029, § 1º,do Código de Processo Civil de 2015. Em suas razões, oagravanteafirma que (a) demonstrou a infringência à lei federal, (b) não há falar em aplicação da Súmula nº 7/STJ e (c) demonstrou o dissídio jurisprudencial, trazendo à colação em sede de recurso especial decisões proferidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e de outros tribunais. É o relatório. DECIDO. O acórdão impugnado pelo recurso especial foi publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). O agravo não comporta conhecimento. Constata-se que as razões do agravo deixaram de impugnar oseguintefundamento:com relação às decisões monocráticas, estas não se prestam para comprovação da divergência jurisprudencial, ante os dizeres da alínea "c", inciso III, do art. 105 da Constituição Federal. Desse modo, incide odisposto no art. 932, inciso III, do Código de Processo Civil de 2015, que impõe ao relator não conhecer do recurso "que não tenha impugnado especificamente os fundamentosda decisão recorrida". Importante frisar que, no julgamento do EAREsp 746.775/PR, julgado em 19/9/2018, DJe 30/11/2018, a Corte Especial deste Tribunal reafirmou o entendimento no qual é necessária a impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de incidência da súmula 182/STJ. Ante o exposto,não conheço do agravo em recurso especial. Deixo de majorar os honorários advocatícios, conforme determina o art. 85, § 11, do CPC/2015, haja vista que estes não foram arbitrados na origem. Publique-se. Intimem-se.