AREsp 2599147 - DECISAO
O recurso não foi devidamente preparado por falta de recolhimento regular e tempestivo do preparo, inclusive diante da renúncia ao pedido de gratuidade que impõe o recolhimento em dobro nos termos do art. 1.007, §4º do CPC; além disso, houve irregularidade no preparo não sanada no STJ, incidindo a Súmula 187 do STJ...
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- Parties
- Agravante: DILATON - EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 April 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade (inadmissão Do Recurso Especial E Agravo)
- Outcome
- não conheço do recurso
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Preparo, Gratuidade De Justiça, Deserção, Honorários Advocatícios, Efeito Suspensivo
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Parties
DILATON - EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Admissibilidade (inadmissão Do Recurso Especial E Agravo)
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por deserção em razão do não recolhimento regular e tempestivo do preparo
- 2 aplicação do art. 1.007, §4º do CPC quanto ao recolhimento em dobro quando há renúncia à gratuidade
- 3 incidência da Súmula n. 187 do STJ pela ausência de preparo
Ratio Decidendi
O recurso não foi devidamente preparado por falta de recolhimento regular e tempestivo do preparo, inclusive diante da renúncia ao pedido de gratuidade que impõe o recolhimento em dobro nos termos do art. 1.007, §4º do CPC; além disso, houve irregularidade no preparo não sanada no STJ, incidindo a Súmula 187 do STJ e conduzindo à deserção do recurso, motivo pelo qual o Tribunal, com fundamento no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ, não conhece do agravo.
Court Disposition
não conheço do recurso
Orders
- não conhecer do recurso
- julgo prejudicada a concessão do efeito suspensivo
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo interposto por DILATON - EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n. 02 e n. 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de DILATON - EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA, a petição de recurso especial foi protocolada, na origem, sem o comprovante de pagamento das custas, ;em razão do pedido de gratuidade de justiça. O tribunal de origem determinou, então, a intimação da parte para comprovar o preenchimento dos requisitos para concessão do benefício, porém, a parte resolveu recolher as custas, abrindo mão do pedido e afastando, assim, a presunção de sua hipossuficiência. O recolhimento foi efetuado de modo simples. Todavia, nesse contexto, em que as custas não foram recolhidas no ato da interposição do recurso especial, bem como a renúncia ao pedido de gratuidade, imperiosa a observância do art. 1.007, § 4º do CPC, com o recolhimento em dobro. Ademais, percebeu-se, no STJ, haver irregularidade no recolhimento do preparo. A parte, embora regularmente intimada para sanar referido vício, deixou o prazo transcorrer in albis. Dessa forma, o recurso especial não foi devida e oportunamente preparado, incidindo, na espécie, o disposto na Súmula n. 187 do STJ, o que leva à deserção do recurso. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Quanto ao pleito de tutela provisória, a admissibilidade da concessão de efeito suspensivo a recurso especial está intrinsecamente vinculada à possibilidade de êxito do apelo nobre. No caso em comento, apesar de inadmitido o recurso especial na origem, houve a interposição de agravo em face da decisão negativa de admissibilidade, o que, em tese, possibilitaria o conhecimento da tutela. Entretanto, considerando o não conhecimento deste agravo em recurso especial, julgo prejudicada a concessão do efeito suspensivo. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino sua majoração em desfavor da parte recorrente, no importe de 15% sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA