AREsp 2502957 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o agravante deixou de impugnar, de forma específica, um dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, configurando a hipótese de incidência da Súmula 182/STJ; não houve demonstração de superação do entendimento que fundamentou a aplicação da Súmula...
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- Parties
- Agravante: ROMULO D ACAMPORA SCHLATTER; Órgão Decisório: Presidência do Superior Tribunal de Justiça; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Acórdão
- Outcome
- Nego provimento ao agravo regimental
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Impugnação Específica, Súmulas, Princípio Da Colegialidade, Habeas Corpus De Ofício
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Parties
ROMULO D ACAMPORA SCHLATTER
Agravante
Presidência do Superior Tribunal de Justiça
Órgão Decisório
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada Acórdão
Legal Issues
- 1 se houve impugnação específica de todos os fundamentos da decisão agravada
- 2 incidência da Súmula 182/STJ
- 3 aplicação da Súmula 83/STJ e outras súmulas citadas
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo regimental porque o agravante deixou de impugnar, de forma específica, um dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial, configurando a hipótese de incidência da Súmula 182/STJ; não houve demonstração de superação do entendimento que fundamentou a aplicação da Súmula 83/STJ, e não se comprovou violação do princípio da colegialidade.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo regimental
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça que não conheceu o agravo em recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT) e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Rogerio Schietti Cruz. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 182/STJ. SÚMULA 83/STJ. INSURGÊNCIA GENÉRICA. 1. A parte agravante, no agravo em recurso especial, deixou de impugnar, de forma específica, um dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial na origem. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo regimental desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por ROMULO D ACAMPORA SCHLATTER contra decisão da Presidência do Superior Tribunal de Justiça, por meio da qual não foi conhecido o respectivo agravo em recurso especial (fls. 6.071/6.073). Requer a parte agravante o afastamento do óbice aplicado (Súmula 182/STJ), uma vez que sustenta ter impugnado todos os fundamentos da decisão recorrida. Afirma, ainda, que a decisão impugnada teria violado o princípio da colegialidade. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do agravo regimental (fls. 6.105/6.111). É o relatório. EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. NÃO IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 182/STJ. SÚMULA 83/STJ. INSURGÊNCIA GENÉRICA. 1. A parte agravante, no agravo em recurso especial, deixou de impugnar, de forma específica, um dos fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial na origem. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo regimental desprovido. VOTO A despeito dos argumentos veiculados no presente recurso, a insatisfação não merece provimento. A decisão impugnada deve ser mantida pelo que nela se contém, tendo em conta que o agravante não logrou desconstituir seu fundamento, motivo pelo qual o trago ao Colegiado para ser confirmada. O apelo nobre não foi admitido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA pela aplicação, à espécie, das Súmulas 284/STF e 7/STJ quanto à violação do art. 35 da Lei n. 11.343/2006, Súmulas 7 e 83/STJ quanto à violação do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, Súmulas 7 e 83/STJ quanto à violação dos arts. 33, § 2º, b, e 42 do Código Penal e deficiência de cotejo analítico. Contudo, a parte agravante, no agravo em recurso especial, não impugnou, de forma específica, a incidência da Súmula 83/STJ quanto à violação dos arts. 33, § 2º, b, e 42 do Código Penal. Portanto, inarredável a incidência da Súmula 182/STJ, in verbis: É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada. Ilustrativamente: AgRg no AREsp n. 2.379.751/PI, Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe 30/10/2023 e AgRg no AREsp n. 2.123.045/SP, Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe 16/8/2022. Ressalto que a parte agravante deixou de demonstrar, por meio da indicação de julgados contemporâneos ou mais recentes, que foi superado o entendimento desta Corte Superior de Justiça no qual está alicerçada a decisão agravada para aplicar a Súmula 83/STJ, ou que os precedentes mencionados no citado provimento judicial tratam de questões que não são análogas à do caso examinado nestes autos. A propósito: AgRg no AREsp n. 2.222.928/SC, Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJe 27/3/2023 e; AgRg no AREsp n. 2.024.908/SP, Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJe 14/2/2023. Por outro lado, cumpre salientar que não há falar em violação ao princípio da colegialidade na decisão proferida nos termos do art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça - RISTJ que dispõe que são atribuições do Presidente desta Corte, antes da distribuição, monocraticamente, "não conhecer do recurso inadmissível, prejudicado ou que não tiver impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida". Além do mais, o julgamento colegiado do presente agravo regimental ratifica a decisão da Presidência (AgRg no AREsp n. 2.359.459/PR, Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 1/3/2024). Por fim, observo que a concessão de habeas corpus de ofício se dá quando identificada ilegalidade flagrante, não se presta como meio para que a defesa obtenha pronunciamento judicial acerca do mérito de recurso q ue não ultrapassou os requisitos de admissibilidade (EDcl nos EDcl no AgRg no AREsp n. 1.777.820/MG, Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 15/4/2021). Ante o exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental.