HC 926359 - DECISAO
Indeferiu-se a liminar porque o habeas corpus não é via adequada para reexaminar requisitos de admissibilidade de recurso especial ou extraordinário, não sendo oportuno contornar o juízo de admissibilidade da instância local, além de parte da matéria indicar competência do Supremo Tribunal Federal, afastando a...
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- Parties
- Paciente: EDUARDO SOARES DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 05 July 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Indeferimento De Liminar
- Outcome
- indeferido liminarmente
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Tempestividade Recursal, Direito De Locomoção, Incidência De Minorante (art. 33, § 4º, Lei N. 11.343/2006)
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Parties
EDUARDO SOARES DE OLIVEIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Indeferimento De Liminar
Legal Issues
- 1 se o habeas corpus é via adequada para revisar pressupostos de admissibilidade de recurso especial ou extraordinário
- 2 incidência da minorante do art. 33, § 4º da Lei n. 11.343/2006 no caso concreto
- 3 competência do STJ versus matéria destinada ao Supremo Tribunal Federal
Ratio Decidendi
Indeferiu-se a liminar porque o habeas corpus não é via adequada para reexaminar requisitos de admissibilidade de recurso especial ou extraordinário, não sendo oportuno contornar o juízo de admissibilidade da instância local, além de parte da matéria indicar competência do Supremo Tribunal Federal, afastando a providência na instância deste Superior Tribunal de Justiça.
Court Disposition
indeferido liminarmente
Orders
- Cientifique-se o Ministério Público Federal.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de habeas corpus com pedido de liminar impetrado em favor de EDUARDO SOARES DE OLIVEIRA, em que se aponta como autoridade coatora o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS. Consta dos autos que o paciente foi condenado às penas de 7 anos de reclusão no regime inicial semiaberto, 1 ano de detenção no regime inicial aberto e ao pagamento de 710 dias-multa, como incurso nos arts. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006 e 12, caput, da Lei n. 10.826/2003. O impetrante sustenta que a inadmissão do recurso especial interposto pela defesa teria violado o direito líquido e certo do paciente de ter a sua pena reduzida, em razão da incidência daminorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. Requer, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão que inadmitiu o recurso especial. No mérito, pugna pela concessão da ordem para que seja determinado ao Tribunal de origem a realização de um novo juízo de admissibilidade do recurso especial. É o relatório. O writ não merece prosseguir. No caso, a ordem foi impetrada para contornar o atendimento dos requisitos de admissibilidade e regularidade dos recursos no âmbito da instância local e extraordinária. Entretanto, o habeas corpus não é a via adequada para rever pressupostos de admissibilidade de recurso, notadamente o especial ou o extraordinário. Nesse sentido: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REMESSA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INCOMPETÊNCIA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Não se presta o habeas corpus para superar óbices verificados no exercício do juízo de admissibilidade de recurso especial ou extraordinário. 2. Ademais, não obstante o ato da autoridade apontada como coatora, ratione personae, esteja sujeito à jurisdição deste Superior Tribunal de Justiça, pretende a agravante providência que se refere a recurso destinado ao Supremo Tribunal Federal, refugindo, pois, a competência desta Corte para o exame do tema. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no HC n. 720.926/GO, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 16/8/2022, DJe de 22/8/2022 - grifos acrescidos.) AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA ATINENTE A TEMPESTIVIDADE RECURSAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O habeas corpus, em especial o coletivo, não é "meio hábil para discutir questões alheias à liberdade de locomoção, tais como tempestividade ou ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal de outro tribunal. Precedentes" (STF, HC n. 202.958 AgR, Rel. Ricardo Lewandowski, 2ª T., DJe 6/8/2021). 2. A discussão sobre eventual intempestividade de agravo em execução interposto pelo Ministério Público não traz reflexos, ainda que indiretos, ao direito de ir e vir dos pacientes, uma vez que, a teor do art. 197 do CPP, o recurso não é dotado de efeito suspensivo. 3. Agravo regimental não provido. (AgRg no HC n. 742.495/RS, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 16/8/2022, DJe de 23/8/2022, grifos acrescidos.) Ante o exposto, com fundamento no art. 21, XIII, c, c/c o art. 210, ambos do RISTJ, indefiro liminarmente o habeas corpus. Cientifique-se o Ministério Público Federal. Publique-se. Intimem-se. EMENTA