AREsp 2184125 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, em especial não infirmou adequadamente a aplicação da Súmula 7 do STJ nem demonstrou, mediante cotejo entre as premissas factuais e as conclusões do acórdão recorrido, a prescindibilidade do reexame...
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- Parties
- Agravante / Recorrente: UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA.; Recorrida: ANS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 July 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento Do Agravo (juízo De Admissibilidade)
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial, Impugnação Específica De Fundamentos, Súmula 7 Do STJ, Reexame Fático Probatório
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Parties
UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA.
Agravante / Recorrente
ANS
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática De Não Conhecimento Do Agravo (juízo De Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 se o agravante impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão que não admitiu o recurso especial
- 2 aplicação da Súmula 7 do STJ como óbice à admissão do recurso especial
- 3 necessidade de demonstrar a prescindibilidade do reexame fático-probatório pelo STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, em especial não infirmou adequadamente a aplicação da Súmula 7 do STJ nem demonstrou, mediante cotejo entre as premissas factuais e as conclusões do acórdão recorrido, a prescindibilidade do reexame fático-probatório, exigência prevista na legislação e na jurisprudência do STJ.
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA. contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que deu provimento ao recurso da ANS para determinar o regular prosseguimento do feito na origem. A parte recorrente alega contrariedade "do art. 1022 do Código de Processo Civil (nulidade do acórdão) dos arts. 2º, § 8º, e art. 3º da lei 6830/80, do art. 80, I do Código de Processo Civil, bem como por violação as súmulas 211 e 392 do STJ". O recurso não foi admitido na origem, pelo que a parte interpôs agravo. Passo a decidir. Adianto que não deve ser conhecido o agravo que não ataque especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, tanto nos termos do art. 544, § 4º, I, do CPC/1973, quanto nos moldes dos arts. 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Confira-se o teor dos dispositivos citados: Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. .. § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada. Art. 932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Art. 253. O agravo interposto de decisão que não admitiu o recurso especial obedecerá, no Tribunal de origem, às normas da legislação processual vigente. (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá: (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) 120 Superior Tribunal de Justiça I - não conhecer do agravo inadmissível, prejudicado ou daquele que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida; (Redação dada pela Emenda Regimental n. 22, de 2016) A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial n. 701.404/SC, 746775/PR e 831.326/SP, decidiu pela necessidade de o agravante impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, autônomos ou não, para justificar a inadmissão do recurso especial, sob pena de seu recurso não ser conhecido. No caso, a parte não infirmou adequadamente a aplicação da Súmula 7 do STJ na origem. Destaco, por oportuno, não ser suficiente a apresentação de razões genéricas sobre o óbice apontado pela decisão de inadmissibilidade, sendo exigível do agravante o efetivo ataque aos seus fundamentos. É de rigor que, além da contextualização do caso concreto, a impugnação contenha as devidas razões pelas quais se entende ser possível o conhecimento da pretensão independentemente do reexame fático-probatório, mediante, por exemplo, a apresentação do cotejo entre as premissas fáticas e as conclusões delineadas no acórdão recorrido e sua tese recursal, a fim de demonstrar a prescindibilidade do reexame fático-probatório, o que não ocorreu no caso. Cumpre ressaltar que o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do apelo nobre, deve analisar os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, não havendo que se falar em usurpação da competência do STJ. Nesse sentido: AgRg no AREsp 173.359/AM, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 17/03/2015, DJe 24/03/2015, e AgInt no AREsp 933.131/SP, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 25/10/2016, DJe 27/10/2016. Ante o exposto, NÃO CONHEÇO do agravo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA