AREsp 2656514 - DECISAO
Não conheço do agravo em recurso especial porque a agravante não impugnou específica e adequadamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, notadamente a aplicação da Súmula 7 do STJ e a deficiência de cotejo analítico, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e art. 932, III, do CPC/2015;...
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- Parties
- Agravante: CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS DO OESTE DE SÃO PAULO - VIAOESTE S.A.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Súmula 7, Cotejo Analítico, Inadmissão De Recurso Especial, Honorários Advocatícios
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Parties
CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS DO OESTE DE SÃO PAULO - VIAOESTE S.A.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade de impugnar especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmite o recurso especial (art. 932, III, CPC/2015 e art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ)
- 2 Aplicabilidade da Súmula 7 do STJ e necessidade de demonstrar prescindibilidade do reexame fático-probatório
- 3 Obrigatoriedade do cotejo analítico para demonstrar divergência jurisprudencial
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo em recurso especial porque a agravante não impugnou específica e adequadamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, notadamente a aplicação da Súmula 7 do STJ e a deficiência de cotejo analítico, nos termos do art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ e art. 932, III, do CPC/2015; determina-se, ainda, a majoração dos honorários em 10% conforme art. 85, §11, do CPC/2015.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
Orders
- Não conhecer do agravo em recurso especial.
- Determinar a majoração dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor já arbitrado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites percentuais aplicáveis.
Full Case Text
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DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial apresentado por CONCESSIONÁRIA DE RODOVIAS DO OESTE DE SÃO PAULO - VIAOESTE S.A. contra decisão que inadmitiu apelo nobre interposto com fundamento no art. 105, III, da Constituição Federal. Passo a decidir. Impende destacar que não deve ser conhecido o agravo que não ataque especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos dos arts. 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RISTJ. Confira-se o teor dos dispositivos citados: Art. 932. Incumbe ao relator: .. III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; Art. 253. O agravo interposto de decisão que não admitiu o recurso especial obedecerá, no Tribunal de origem, às normas da legislação processual vigente. (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) Parágrafo único. Distribuído o agravo e ouvido, se necessário, o Ministério Público no prazo de cinco dias, o relator poderá: (Redação dada pela Emenda Regimental n. 16, de 2014) I - não conhecer do agravo inadmissível, prejudicado ou daquele que não tenha impugnado especificamente todos os fundamentos da decisão recorrida; A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento dos Embargos de Divergência em Agravo em Recurso Especial n. 701.404/SC, 746775/PR e 831.326/SP, decidiu pela necessidade de o agravante impugnar especificamente todos os fundamentos adotados pela decisão a quo, autônomos ou não, para justificar a inadmissão do recurso especial, sob pena de seu recurso não ser conhecido. No caso, da análise dos autos, verifico que a inadmissão do especial se deu com base nos seguintes fundamentos: ausência de afronta a dispositivo legal, Súmula 7 do STJ e deficiência de cotejo analítico. Entretanto, a parte agravante deixou de impugnar específica e adequadamente os seguintes fundamentos: Súmula 7 do STJ e deficiência de cotejo analítico. Destaco, por oportuno, não ser suficiente a apresentação de razões genéricas sobre o óbice apontado pela decisão de inadmissibilidade, sendo exigível do agravante o efetivo ataque aos seus fundamentos. Em relação à Súmula 7 do STJ, é de rigor que, além da contextualização do caso concreto, a impugnação contenha as devidas razões pelas quais se entende ser possível o conhecimento da pretensão independentemente do reexame fático-probatório, mediante, por exemplo, a apresentação do cotejo entre as premissas fáticas e as conclusões delineadas no acórdão recorrido e sua tese recursal, a fim de demonstrar a prescindibilidade do reexame fático-probatório. No caso, a parte limitou-se a alegar o seguinte (e-STJ fl. 584): Com efeito, o quadro fático relativo ao evento trazido ao Poder Judiciário foi devidamente desenhado e esclarecido no urónrio como do acórdão guerreado sem a necessidade de qualquer novo reexame ou apreciação de provas. Não se pediu o reexame da prova ou mesmo de cláusulas contratuais, mas apenas a avaliação da alegada equivocada subsunção dos fatos à norma jurídica. E em casos que tais, em que existente apenas divergente interpretação no que toca aos fatos incontestes, entende esse Egrégio Tribunal de forma diversa: (..). Ora, percebe-se claramente o quadro fático apresentado, bastando ao Superior Tribunal de Justiça dizer se as normas, face a tais fatos, foram contrariadas. Quanto à divergência jurisprudencial, a argumentação apresentada apenas reiterou o dissenso apontado no recurso inadmitido, sem, contudo, demonstrar efetivamente que o recurso especial atendeu aos requisitos legais previstos nos artigos 1.029, § 1º, do CPC/2015 e 255, §1º, do Regimento Interno do STJ, em especial quanto à realização do cotejo analítico. Cumpre ressaltar que o Tribunal de origem, ao realizar o juízo de admissibilidade do apelo nobre, deve analisar os pressupostos específicos e constitucionais concernentes ao mérito da controvérsia, não havendo que falar em usurpação da competência do STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 2.107.891/PR, Relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 14/11/2022, DJe de 30/11/2022; AgInt no AREsp n. 2.164.815/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 28/11/2022, DJe de 30/11/2022; e AgInt no AREsp n. 2.098.383/BA, Relator Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF5), Primeira Turma, julgado em 15/8/2022, DJe de 17/8/2022. Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários de advogado pelas instâncias de origem, determino a majoração de tal verba, em desfavor da parte recorrente, em 10% (dez por cento) sobre o valor já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão da gratuidade da justiça. Publique-se. Intimem-se. EMENTA