AREsp 2873936 - DECISAO
O agravo não foi conhecido por ausência de dialeticidade nas razões recursais e por incidir o óbice da Súmula 7 do STJ (vedando o reexame do conjunto fático-probatório), além de menção à aplicação das Súmulas 182 e 83 do STJ; a recorrente não refutou analiticamente o fundamento de inadmissibilidade e buscou, na...
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- Parties
- Agravante: ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042 Do Ncpc) / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo (inadmissibilidade)
- Outcome
- não conheço do reclamo (agravo)
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Súmula 07 Do STJ, Súmula 182 Do STJ, Súmula 83 Do STJ, Princípio Da Dialeticidade, Revaloração De Provas
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Parties
ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S/A
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042 Do Ncpc) / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo (inadmissibilidade)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 07 do STJ sobre reexame do conjunto fático-probatório
- 2 faltas de dialeticidade nas razões recursais
- 3 necessidade de reexame de provas e legitimidade passiva
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido por ausência de dialeticidade nas razões recursais e por incidir o óbice da Súmula 7 do STJ (vedando o reexame do conjunto fático-probatório), além de menção à aplicação das Súmulas 182 e 83 do STJ; a recorrente não refutou analiticamente o fundamento de inadmissibilidade e buscou, na prática, reexame probatório, o que torna o recurso inadmissível.
Court Disposition
não conheço do reclamo (agravo)
Orders
- Não conheço do reclamo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo (art. 1.042 do NCPC), interposto por ZURICH MINAS BRASIL SEGUROS S/A, contra decisão que não admitiu recurso especial, ante a aplicação da Súmula 07 do STJ. Nas razões de agravo, a parte insurgente busca o destrancamento do reclamo. Contraminuta apresentada pela agravada. É o relatório. Decido. O recurso não é admissível, por violação ao princípio da dialeticidade. 1. Observa-se das razões do agravo, que a parte recorrente não refutou analiticamente como lhe deveria o fundamento de inadmissão da decisão agravada. 1.1. A decisão de inadmissibilidade na origem pontuou expressamente que a insurgência encontra óbice da Súmula 07 do STJ: Da mesma forma, não procede a alardeada violação dos artigos 341; 369; 373, inciso II; e 485, inciso II, do Código de Processo Civil, haja vista que as questões relacionadas à necessidade de instrução probatória e à legitimidade ativa não prescindem da reinterpretação do contexto fático/probatório dos autos, providência sabidamente vetada em sede de recurso especial, pelo Enunciado Sumular n. 07 do Superior Tribunal de Justiça. 1.2. De fato, está correto o posicionamento adotado pelo Corte Estadual, pois, primeiro, nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, "o magistrado é o destinatário das provas, cabendo-lhe apreciar a necessidade de sua produção, sendo soberano para formar seu convencimento e decidir fundamentadamente, em atenção ao princípio da persuasão racional", razão pela qual "rever a convicção formada pelo tribunal de origem acerca da prescindibilidade de produção da prova técnica requerida demandaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em recurso especial, devido ao óbice da Súmula n. 7 do STJ" (AgInt no REsp n. 2.077.630/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 15/4/2024, DJe de 18/4/2024). Segundo, para se afastar a legitimidade passiva, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório, de modo a atrair, ainda, a Súmula 07 do STJ (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.689.569/RS, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 24/3/2025, DJEN de 27/3/2025.) 1.3. Observa-se, ainda, em obiter dictum, que o recurso carece de dialeticidade, o que implicaria na aplicação da Súmula 182 do STJ. 1.3.1. Como já foi dito, o Tribunal de origem, em juízo de inadmissibilidade, pontuou expressamente que o recurso almeja apenas o reexame de todo o caderno probatório da demanda, restando, portanto, dissociado da função uniformizadora do recurso especial, a atrair o teor da Súmula 7/STJ. Todavia, nas razões do agravo, a parte insurgente repisou os argumentos do apelo extremo e sustentou - apenas com o argumento retórico da revaloração das provas - a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ, deixando de atender a dialeticidade recursal. A propósito, com relação à Súmula 7/STJ, esta eg. Quarta Turma, nos autos do AGInt no ARESp n. 1.490.629/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, DJe 25/08/2021, firmou o entendimento de que "a alegação genérica de que o tema discutido no recurso especial representa matéria de direito (incluídas aí as hipóteses de qualificação jurídica dos fatos e valoração jurídica das provas), e não fático-probatória, não é apta a impugnar, de modo específico, o fundamento da decisão atacada. Ao revés, deve a parte agravante refutar o citado óbice mediante a exposição da tese jurídica desenvolvida no recurso especial e a demonstração da adoção dos fatos tais quais postos nas instâncias ordinárias.". 1.4. Em conclusão, seja pela incidência das Súmulas 07 e 83 do STJ ou por força da Súmula 182 do STJ, o reclamo não comporta conhecimento. 2. Ante o exposto, não conheço do reclamo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA