AREsp 2955862 - DECISAO
O agravo não é conhecido porque a decisão agravada fundamentou-se na conformidade do acórdão recorrido com o Tema 905 do STJ, sendo cabível agravo interno nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, não se admitindo o agravo previsto no art. 1.042 para impugnar tal decisão.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Decisora: Vice-presidente do Tribunal de Justiça
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 October 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interposto Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso, Agravo Interno, Recursos Repetitivos, Tema 905 Do STJ, Atualização Monetária
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Agravante
Vice-presidente do Tribunal de Justiça
Decisora
Procedural Posture
Agravo Interposto Contra Decisão Que Negou Seguimento a Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 cabimento do agravo interno contra decisão que nega seguimento a recurso especial fundada em precedente de recursos repetitivos (art. 1.030, § 2º, CPC/2015)
- 2 aderência do acórdão recorrido ao Tema 905 do STJ
- 3 inadmissibilidade do agravo previsto no art. 1.042 do CPC/2015 quando a decisão se fundamenta em precedente repetitivo
Ratio Decidendi
O agravo não é conhecido porque a decisão agravada fundamentou-se na conformidade do acórdão recorrido com o Tema 905 do STJ, sendo cabível agravo interno nos termos do art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, não se admitindo o agravo previsto no art. 1.042 para impugnar tal decisão.
Court Disposition
NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial.
Orders
- Sem arbitramento de honorários recursais
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão da Vice-presidente do Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao recurso especial com relação à atualização monetária do débito, por entender que o acórdão recorrido decidiu a questão em conformidade com o Tema 905 do STJ, inadmitindo-o quanto ao remanescente. Passo a decidir. O recurso em apreço não merece ser conhecido. Da análise dos autos, verifica-se que, no recurso especial, a parte ora agravante veiculou a tese atinente à negativa de prestação jurisdicional em relação ao tema da atualização monetária, questão que resultou na negativa de seguimento do apelo raro. De fato, quanto à tese precípua do recurso especial, o fundamento condutor adotado na decisão ora agravada é o de que o acórdão recorrido está em sintonia com o Tema 905 do STJ. De acordo com o disposto no art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, é cabível agravo interno contra a decisão que nega seguimento a recurso especial interposto contra acórdão que está em conformidade com o entendimento do STJ ou do STF, exarado no julgamento no regime de recursos repetitivos ou de repercussão geral. Confira-se: Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá: I - negar seguimento: a) a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à qual o Supremo Tribunal Federal não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal exarado no regime de repercussão geral; b) a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; .. § 2º Da decisão proferida com fundamento nos incisos I e III caberá agravo interno, nos termos do art. 1.021. Nesse sentido, cito o seguinte julgado: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO ESPECIAL INADMITIDO COM BASE NO ART. 1.030, I, DO CPC. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. Não cabe agravo em recurso especial contra decisão que não admite o instrumento recursal com amparo em precedente proferido em recurso representativo de controvérsia ou repercussão geral, ainda que tenha por objetivo discutir a correta aplicação do repetitivo. 2. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 2065657/SP, rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 12/8/2022). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO DA CORTE DE ORIGEM QUE NEGA SEGUIMENTO A RECURSO ESPECIAL COM BASE NO ART. 1.030, I, "b", DO CPC/2015. RECURSO CABÍVEL. AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DO ART. 1.042 DO CPC/2015. ERRO GROSSEIRO. 1. Consoante o disposto no art. 1.030, § 2º, do CPC/2015, é o agravo interno o recurso cabível contra a decisão que nega seguimento a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em conformidade com entendimento do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos. 2. No caso, a Corte de origem negou seguimento ao recurso especial por entender ser aplicável ao caso entendimento do STF firmado em sede de repercussão geral, motivo pelo qual o recurso cabível contra tal decisum é o agravo interno, sendo manifestamente inviável o manejo do agravo previsto no art. 1.042 do CPC/2015, considerando que não há outras questões recursais dissociados do tema repetitivo. 3. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.964.254/MG, rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 27/4/2022) Com efeito, o agravo interno é a sede própria para demonstrar eventual falha na aplicação de tese firmada no regime de repetitivos, em face da realidade do processo. Em razão dessa previsão normativa, é firme o entendimento desta Corte de que é incabível o agravo do art. 1.042 do CPC/2015 contra decisão, publicada a partir de 18 de março de 2016, quando entrou em vigor o CPC/2015, que nega seguimento a recurso especial fundado em uma única tese, com base em julgamento submetido ao rito da repercussão geral do STF e dos recursos repetitivos do STJ. Acresço, por oportuno, que, no contexto dos autos, a menção sobre a inadmissibilidade do recurso especial em relação ao remanescente (isto é, suposta violação do art. 1.022 do CPC no que tange ao mesmo tema do mérito) não guarda autonomia a justificar o cabimento do agravo dirigido para esta Corte Superior. Nessa linha: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO (ART. 1.030, I, "B", DO CPC/2015). AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INADEQUAÇÃO. 1. É incabível agravo em recurso especial (art. 1.042 do CPC/2015) para impugnar decisão que, tendo como principal fundamento a conformidade do acórdão recorrido com precedente formado em julgamento de recurso especial repetitivo, nega seguimento ao apelo raro com amparo no art. 1.030, I, do CPC/2015. 2. O agravo interno de que trata o art. 1.030, § 2º, do CPC/2015 é a sede própria para a demonstração de eventual falha na aplicação da tese firmada no paradigma repetitivo em face de realidade do processo. 3. Hipótese em que o fundamento condutor adotado na decisão a quo é o de que o acórdão recorrido está em sintonia com precedente obrigatório desta Corte Superior, segundo o qual "o sujeito ativo da relação tributária, na vigência do DL 406/68, é o Município da sede do estabelecimento prestador (art. 12); a partir da LC 116/03, é aquele onde o serviço é efetivamente prestado, onde a relação é perfectibilizada, assim entendido o local onde se comprove haver unidade econômica ou profissional (..)" (Tema 355 do STJ). 4. A menção sobre a existência de outro óbice de admissibilidade do recurso especial relacionado com esse mesmo capítulo da irresignação não guarda autonomia a justificar o cabimento do agravo dirigido para esta Corte Superior. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no AREsp 1 766715/SP, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe de 1/7/2022). Ante o exposto, com base no art. 253, parágrafo único, I, do RISTJ, NÃO CONHEÇO do agravo em recurso especial. Sem arbitramento de honorários recursais, pois o recurso especial se origina de agravo de instrumento. Publique-se. Intimem-se. EMENTA