AREsp 1923937 - DECISAO
O recurso foi interposto em 20/01/2021 após a intimação do acórdão em 16/12/2020, extrapolando o prazo de 15 dias corridos aplicável; em matéria penal aplicam-se as regras do art. 798 do CPP que impedem suspensão do prazo durante o recesso, razão pela qual o recurso é intempestivo e não se conhece dele.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: DENILSON ALVES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo / Não Conhecido
- Outcome
- não conheço do recurso
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prazos Processuais, Intempestividade, Recesso E Férias Judiciais
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Parties
DENILSON ALVES
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Prazo para interposição de recurso especial e sua intempestividade
- 2 Aplicação do art. 798 do Código de Processo Penal aos prazos processuais penais
- 3 Aplicabilidade do art. 220 do CPC e da Resolução CNJ n.244/2016 em processos penais
Ratio Decidendi
O recurso foi interposto em 20/01/2021 após a intimação do acórdão em 16/12/2020, extrapolando o prazo de 15 dias corridos aplicável; em matéria penal aplicam-se as regras do art. 798 do CPP que impedem suspensão do prazo durante o recesso, razão pela qual o recurso é intempestivo e não se conhece dele.
Court Disposition
não conheço do recurso
Orders
- não conheço do recurso
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se deagravo interposto por DENILSON ALVES, contra decisão que inadmitiu recurso especial com fundamento no art. 105, inciso III, da Constituição Federal. É, no essencial, o relatório. Decido. Inicialmente, de acordo com os Enunciados Administrativos do STJ n.os 02 e 03, os requisitos de admissibilidade a serem observados são os previstos no Código de Processo Civil de 1973, se a decisão impugnada tiver sido publicada até 17 de março de 2016, inclusive; ou, se publicada a partir de 18 de março de 2016, os preconizados no Código de Processo Civil de 2015. Mediante análise do recurso de DENILSON ALVES, a parte recorrente foi intimada do v. acórdão recorrido em 16/12/2020, sendo o recurso especial somente interposto em 20/01/2021. O recurso é, pois, manifestamente intempestivo, porquanto interposto fora do prazo de 15 (quinze) dias corridos, nos termos do art. 994, VI, c/c os arts. 1.003, § 5º, e 1.029, todos do Código de Processo Civil, bem como do art. 798 do Código de Processo Penal. Cumpre observar que, "de acordo com a jurisprudência desta Corte, não se aplica o disposto no art. 220 do CPC, regulamentado pela Resolução CNJ n. 244, de 19/9/2016, nos feitos com tramitação perante a justiça criminal, ante a especialidade das disposições previstas no art. 798, caput, e § 3º, do CPP, motivo pelo qual não há falar em suspensão dos prazos entre os dias 20 de dezembro a 20 de janeiro". (AgRg no AREsp 1698961/SC, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 13/08/2020.) Além disso, em consonância com o regramento do art. 798, caput e § 3º, do Código de Processo Penal, de que os prazos processuais penais são contínuos e peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado, o "recesso judiciário e o período de férias coletivas, em matéria processual penal, têm como efeito, em relação aos prazos vencidos no seu curso, a mera prorrogação do vencimento para o primeiro dia útil subsequente ao seu término, não havendo interrupção ou suspensão". (AgRg no AREsp 1612424/MG, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 18/6/2020.) Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, não conheço do recurso. Publique-se. Intimem-se.