AREsp 1902413 - DECISAO
O recurso especial foi considerado não conhecido em razão da deficiência de sua fundamentação, consistente na ausência de indicação precisa dos dispositivos legais tidos por violados, nos termos da Súmula n. 284/STF; por isso conheceu-se do agravo apenas para não conhecer do recurso especial, aplicando-se ainda a...
Source-derived case information.
- Parties
- Recorrente/agravante: BANCO BRADESCO S/A; Contestante/excluído Do Polo Passivo: JOSE ANDRE LUIS PEREZ; Parte Substituída/parte Legítima No Polo Passivo: RUBENS GONÇALVES DE BARROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 284/stf, Legitimidade Passiva, Substituição Processual (art. 338 Cpc), Honorários Advocatícios (art. 85 Cpc)
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
BANCO BRADESCO S/A
Recorrente/agravante
JOSE ANDRE LUIS PEREZ
Contestante/excluído Do Polo Passivo
RUBENS GONÇALVES DE BARROS
Parte Substituída/parte Legítima No Polo Passivo
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade Conhecimento Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Deficiência de fundamentação do recurso especial (ausência de indicação precisa dos dispositivos legais violados)
- 2 Ilegitimidade passiva e possibilidade de alteração do polo passivo por substituição processual
- 3 Fixação/majoração de honorários advocatícios com base no art. 85, §11, CPC
Ratio Decidendi
O recurso especial foi considerado não conhecido em razão da deficiência de sua fundamentação, consistente na ausência de indicação precisa dos dispositivos legais tidos por violados, nos termos da Súmula n. 284/STF; por isso conheceu-se do agravo apenas para não conhecer do recurso especial, aplicando-se ainda a majoração de honorários em 15% sobre o valor já arbitrado, com fundamento no art. 85, §11, do CPC e no art. 21-E, V, do Regimento Interno do STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por BANCO BRADESCO S/A contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a" da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, assim resumido: Ação de cobrança - Empréstimo em conta corrente - Ilegitimidade passiva do réu para figurar no polo passivo da ação - Ocorrência - Réu não contraiu os empréstimos cobrados - Impossibilidade de alteração do polo passivo depois de estabilizada a relação processual - Precedentes do STJ Ilegitimidade passiva configurada - Sentença mantida - Recurso negado. Ônus de sucumbência - Compete ao autor o pagamento dos ônus de sucumbência, de acordo com o princípio da causalidade - Honorários advocatícios - Arbitramento que deve ter por parâmetro os critérios estabelecidos no art. 85, §2º, do CPC/2015, por não evidenciada quaisquer das circunstâncias excepcionais previstas no art. 85, §8º, a legitimar a sua fixação por equidade - Recurso negado. Recurso negado. Quanto à primeira controvérsia, suscita debate sobre a extinção do feito, trazendo os seguintes argumentos: Desta feita, como pretendido na defesa apresentada, concordou o autor com a exclusão do contestante JOSE ANDRE LUIS PEREZ do polo passivo da ação, bem como a substituição processual sugerida às fls. 99, nos termos do artigo 338 do Código de Processo Civil, estabelecendo a presente relação jurídica em face de RUBENS GONÇALVES DE BARROS, brasileiro, casado, advogado, devidamente inscrito no CPF sob nº 069.365.688-31, parte legitima para configurar na presente demanda. .. Assim, verifica-se que não houve a intenção de causar prejuízos à parte contrária, como de fato não ocorreu, verifica-se que a tese apresentada é plenamente aceita pelo Judiciário. (fls. 168). Quanto à segunda controvérsia, no que concerne ao pagamento de honorários e custas processuais, traz os seguintes argumentos: Assim, caso não seja o entendimento dessa C. Câmara Julgadora dar provimento ao presente recurso, o que se admite tão somente por amor ao argumento, requer o recorrente que seja isentado do pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios devidos ao patrono da parte recorrida, ou, alternativamente, estes sejam arbitrados em valor mínimo, posto que os valores arbitrados na sentença (aproximadamente R$ 13.500,00 treze mil e quinhentos reais) são demasiadamente elevados. (fls. 170). É, no essencial, o relatório. Decido. No que concerne à primeira e à segunda controvérsias, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar precisamente os dispositivos legais que teriam sido violados, ressaltando que a mera citação de artigo de lei na peça recursal não supre a exigência constitucional. Aplicável, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nesse sentido: "A ausência de expressa indicação de artigos de lei violados inviabiliza o conhecimento do recurso especial, não bastando a mera menção a dispositivos legais ou a narrativa acerca da legislação federal, aplicando-se o disposto na Súmula n. 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.684.101/MA, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 26/8/2020.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no ARESP n. 1.611.260/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 26/6/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.675.932/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 4/5/2020; AgInt no REsp n. 1.860.286/RO, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 14/8/2020; AgRg nos EDcl no AREsp n. 1.541.707/MS, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 29/6/2020; AgRg no AREsp n. 1.433.038/SP, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, DJe de 14/8/2020; REsp n. 1.114.407/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Seção, DJe de 18/12/2009; e AgRg no EREsp n. 382.756/SC, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 17/12/2009. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão de justiça gratuita. Publique-se. Intimem-se.