AREsp 1902523 - DECISAO
Não conhecer do agravo por violação ao princípio da dialeticidade, ante a impugnação genérica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial e a impossibilidade de reexame de matéria fática (Súmula 7/STJ).
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: GUERINI PLANEJAMENTOS LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1042 Do Cpc/15) / Decisão Que Deixou De Admitir Recurso Especial
- Outcome
- Não conhecimento do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7 Do STJ, Súmula 182 Do STJ, Princípio Da Dialeticidade
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Parties
GUERINI PLANEJAMENTOS LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1042 Do Cpc/15) / Decisão Que Deixou De Admitir Recurso Especial
Legal Issues
- 1 violação ao princípio da dialeticidade (ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida)
- 2 incidência da Súmula 7 do STJ (impossibilidade de reexame de matéria fática)
- 3 aplicação, por analogia, da Súmula 182 do STJ
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo por violação ao princípio da dialeticidade, ante a impugnação genérica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso especial e a impossibilidade de reexame de matéria fática (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
Não conhecimento do agravo.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo (art. 1042 do CPC/15), interposto por GUERINI PLANEJAMENTOS LTDA, contra decisão que deixou de admitir recurso especial, sob o fundamento de ausência de ofensa aos art.1022 do CPC/15, e incidência daSúmula7do STJ. Nas razões de agravo (fls. 129/135, e-STJ), em síntese, a insurgente, genericamente, aduz que foram preenchidos os requisitos de admissibilidade do apelo nobre, repisando, ao final, a tese do apelo nobre. Contraminuta às fls. 138/143 (e-STJ). É o relatório. Decido. O recurso não é admissível, por violação ao princípio da dialeticidade. 1.Com efeito, a agravante se limitou a renegar, genericamente, o juízo de admissibilidade realizado na origem, sem, contudo, efetivamente demonstrar a inadequação dos óbices invocados. Com relação à Súmula 7 do STJ, não foi demonstrado que a solução da controvérsia independe do reexame dos elementos de convicção dos autos, soberanamente avaliados pelas instâncias ordinárias. Convém destacar que a alegação genérica de que o tema discutido no recurso especial representa matéria de direito (incluídas aí as hipóteses de qualificação jurídica dos fatos e valoração jurídica das provas), e não fático-probatória, não é apta a impugnar, de modo específico, o fundamento da decisão atacada. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SÚMULAS 7 E 182 DO STJ. 1. A insurgente não impugnou, de forma precisa, os fundamentos da decisão impugnada em relação à aplicação da Súmula 7/STJ, o que atrai, por analogia, a incidência da Súmula 182 desta Corte: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada." 2.Não basta a assertiva genérica de que é desnecessária a análise de prova, ainda que seja feita breve menção à tese sustentada. É imprescindível o cotejo entre o acórdão combatido ea argumentação trazida no recurso especial que pudesse justificar o afastamento do citado óbice processual. 3. Ainda que assim não fosse, decidir de forma contrária ao acórdão recorrido demandaria necessariamente o reexame de matéria fática, o que encontra óbice na Súmula 7 desta Corte Superior. 4. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1067725/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/10/2017, DJe 20/10/2017) É dever da parte agravante, à luz do princípio da dialeticidade, demonstrar o desacerto do da decisão impugnada, atacando especificamente e em sua totalidade o seu conteúdo, nos termos do art. 932, III, do NCPC, o que não ocorreu na espécie, uma vez que as razões apresentadas contra a decisão de inadmissibilidade do recurso especialnão impugna os fundamentos dodecisum. Art. 932.Incumbe ao relator: (..) III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ouque não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; grifou-se . Conforme já decidiu o STJ, "à luz do princípio da dialeticidade, que norteia os recursos, deve a parte recorrente impugnar todos os fundamentos suficientes para manter o acórdão recorrido, de maneira a demonstrar que o julgamento proferido pelo Tribunal de origem merece ser modificado, ou seja, não basta que faça alegações genéricas em sentido contrário às afirmações do julgado contra o qual se insurge" (AgRg no Ag 1.056.913/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, DJe 26/11/2008). 2.Ante o exposto,não conheçodo agravo. Publique-se. Intimem-se.