REsp 1986241 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e suficiente todos os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem para negar o seguimento do recurso especial, incidindo a Súmula 182/STJ e o entendimento da Corte Especial sobre a necessidade de atacar todos os fundamentos da decisão de...
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- Parties
- Agravante: Estado do Rio Grande do Sul; Órgão Julgador: Tribunal Regional Federal da 4ª Região
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento, Súmulas Do STJ, Honorários Advocatícios, Art. 1.022 Do CPC
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Parties
Estado do Rio Grande do Sul
Agravante
Tribunal Regional Federal da 4ª Região
Órgão Julgador
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 necessidade de impugnação específica dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade
- 2 aplicação da Súmula 182/STJ
- 3 incidência das Súmulas 5 e 7/STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque o agravante não impugnou de forma específica e suficiente todos os fundamentos adotados pelo Tribunal de origem para negar o seguimento do recurso especial, incidindo a Súmula 182/STJ e o entendimento da Corte Especial sobre a necessidade de atacar todos os fundamentos da decisão de inadmissibilidade; por isso, nos termos do art. 932, III, do CPC, o recurso não foi conhecido, com condenação ao pagamento de honorários de 10% conforme art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Condeno a parte recorrente ao pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 10% do valor a esse título já fixado no processo, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, desafiando decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que não admitiu o apelo nobre pelos seguintes motivos: (I) desnecessidade de análise da alegada violação ao art. 1.022 do CPC; (II) aplicação da Súmula 518/STJ; (III) ausência de prequestionamento; e (IV) incidência do óbice das Súmulas 5 e 7/STJ. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. Verifica-se que o inconformismo não ultrapassa a barreira do conhecimento, pois a parte agravante deixou de impugnar especificamente todos os motivos adotados pelo Tribunal de origem para negar trânsito ao apelo nobre. Com efeito, no seu agravo em recurso especial, a parte deixou de rebater, de modo específico e mediante argumentação suficiente, o ponto da decisão de inadmissibilidade em que o Tribunal de origem assentou, no tocante ao art. 1.022 do CPC, ser "despiciendo o exame da violação, em tese, ao apontado dispositivo infraconstitucional" (fl. 247). Incide, desse modo, a Súmula 182/STJ ("É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão recorrida"). Convém ressaltar que a Corte Especial do STJ, na assentada de 19/9/2018, consolidou o entendimento de que incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. Dessarte, não se admite a impugnação parcial do julgado (EAREsp 701.404/SC e o EAREsp 831.326/SP - Rel. Min. João Otávio de Noronha - Rel. p/ acórdão Min. Luis Felipe Salomão - Corte Especial - DJe 30/11/2018). ANTE O EXPOSTO, nos termos do art. 932, III, do CPC , não conheço do agravo. Levando em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC). Publique-se.