AREsp 1969605 - DECISAO
O recurso não foi conhecido porque o recorrente deixou de indicar com precisão os dispositivos legais sujeitos a dissídio e não comprovou o dissídio jurisprudencial nos termos do art. 255, § 1º, do RISTJ, incidindo a Súmula 284/STF; assim, conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: G ALVES MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE LINHA VIVA LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 October 2021
- Procedural Posture
- Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial, Efeito Suspensivo, Prova Documental Do Paradigma Jurisprudencial
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Parties
G ALVES MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE LINHA VIVA LTDA
Agravante
Procedural Posture
Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por deficiência de fundamentação (Súmula 284/STF)
- 2 exigência de comprovação do dissídio jurisprudencial nos termos do art. 255, § 1º, do RISTJ
- 3 requisitos para concessão de efeito suspensivo ao agravo de instrumento
Ratio Decidendi
O recurso não foi conhecido porque o recorrente deixou de indicar com precisão os dispositivos legais sujeitos a dissídio e não comprovou o dissídio jurisprudencial nos termos do art. 255, § 1º, do RISTJ, incidindo a Súmula 284/STF; assim, conheceu-se do agravo para não conhecer do recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
Orders
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por G ALVES MONTAGEM E MANUTENCÃO DE LINHA VIVA LTDA contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "c" da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, assim resumido: AGRAVO INTERNO. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO ANULATÓRIA DE TÍTULO EXECUTIVO EXTRAJUDICIAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA A DECISÃO QUE INDEFERIU A TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA POSTULADA EM TAL FEITO PELA AUTORA RECORRENTE. PEDIDO DE CONCESSÃO DO EFEITO SUSPENSIVO. REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA TANTO, EM ESPECIAL A PROBABILIDADE DO DIREITO RECLAMADO. NÃO CONFIGURADOS. DECISÃO ATACADA MANTIDA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. Quanto à controvérsia, sustenta divergência jurisprudencial atinente à concessão de efeito suspensivo ao recurso de agravo de instrumento, e argumenta: A divergência jurisprudencial é gritante. Enquanto o Tribunal recorrido entendeu que a pretensão recursal não merece acolhimento, devendo ser mantida a decisão que indeferiu A CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO POSTULADA PELA EMPRESA RECORRENTE EM SEDE DE AÇÃO ANULATÓRIA DE TÍTULO APÓS SEGURO O JUÍZO PELA PENHORA, esse tribunal entende que uma vez seguro o juízo pela penhora, como se dá in casu, NÃO HÁ JUSTA CAUSA PARA NEGAR A SUSPENSIVIDADE POSTULADA, OU SEJA, DAR À AÇÃO DECLARATÓRIA OU ANULATÓRIA O MESMO TRATAMENTO QUE SE DARIA À AÇÃO DE EMBARGOS COM IDÊNTICA CAUSA DE PEDIR E PEDIDO. (fl. 76) É, no essencial, o relatório. Decido. Na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente deixou de indicar com precisão quais dispositivos legais seriam objeto de dissídio interpretativo, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça já se manifestou no sentido de que, "uma vez observado, no caso concreto, que nas razões do recurso especial não foram indicados os dispositivos de lei federal acerca dos quais supostamente há dissídio jurisprudencial, a única solução possível será o não conhecimento do recurso por deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF". (AgRg no REsp 1.346.588/DF, relator Ministro Arnaldo Esteves Lima, Corte Especial, DJe de 17/3/2014.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREsp 1.616.851/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/8/2020; AgInt no AREsp 1.518.371/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe de 15/5/2020; AgInt no AREsp 1.552.950/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 8/5/2020; AgInt no AREsp 1.023.256/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 24/4/2020; e AgInt nos EDcl no AREsp 1.510.607/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 1º/4/2020. Ademais, não foi comprovada a divergência jurisprudencial, haja vista a parte recorrente não ter apresentado (no que tange ao paradigma advindo do TJ/MG), certidão, cópia autenticada ou citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tenha sido publicado o acórdão divergente; ou ainda a reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte (art. 255, § 1º, do RISTJ). Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "O dissídio jurisprudencial não foi devidamente comprovado, tendo em vista a ausência de demonstração da divergência mediante certidão ou cópia autenticada, citação de repositório oficial ou credenciado ou reprodução de julgado disponível na internet com a indicação da respectiva fonte. Precedentes". (AgInt no AREsp 1.244.772/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe 13/11/2018.) Ainda nessa toada: "O dissídio jurisprudencial não restou comprovado conforme exigido nos arts. 541, parágrafo único, do CPC/73 e 255, § 1º, do RISTJ, uma vez que a parte agravante não juntou cópia dos paradigmas mencionados, nem citou o repositório oficial, autorizado ou credenciado em que foram publicados (ressalte-se que o Diário de Justiça em que não é publicado o inteiro teor do acórdão não satisfaz a exigência)." (AgInt no AREsp n. 828.758/SP, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 04/05/2020). A propósito: AgInt no REsp 1.517.575/RN, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJe de 12/6/2020; AgInt no REsp 1.790.289/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 6/4/2020; REsp 1.790.038/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 9/6/2020; e AgInt no AREsp 1.225.434/SP, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 24/10/2019; AgInt no AREsp n. 844.603/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 20/05/2019. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.