AREsp 1766399 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque o Tribunal a quo apreciou e fundamentou a controvérsia nos termos do art. 165 do CPC/73 e art. 489 do CPC/2015, as questões apontadas pelo recorrente implicariam reexame de provas vedado pela Súmula 7 do STJ, e ausente o prequestionamento de determinadas teses aplica-se a...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Prequestionamento, Reexame De Provas, Honorários Advocatícios, Cumprimento Provisório De Sentença, Tutela Provisória
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Violação do art. 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015)
- 2 Prequestionamento da matéria para fins de recurso especial
- 3 Vedação ao reexame fático-probatório (Súmula 7 do STJ)
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque o Tribunal a quo apreciou e fundamentou a controvérsia nos termos do art. 165 do CPC/73 e art. 489 do CPC/2015, as questões apontadas pelo recorrente implicariam reexame de provas vedado pela Súmula 7 do STJ, e ausente o prequestionamento de determinadas teses aplica-se a Súmula 211, de modo que não restou configurada hipótese de violação legal apta a autorizar o conhecimento do recurso especial. Foi determinada, ainda, a majoração dos honorários advocatícios em 1% se previamente fixados.
Court Disposition
Conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial.
Orders
- Determino a majoração dos honorários advocatícios, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites e a concessão de gratuidade judiciária, se aplicáveis.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial na origem. O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO, contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DE SENTENÇA AÇÃO N 00475447320108260053 OBJETO DE RECURSO ESPECIAL NO QUAL FORA CONCEDIDA TUTELA LIMINAR PARA CONCEDER EFEITO SUS PENSIVO AO ACÓRDÃO DECISÃO MONOCRÁTICA NO ÂMBITO DO SU PERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE NÃO TEM O CONDÃO DE EXTINGUIR CUMPRIMENTO PROVISÓRIO DADA A SUA PRECARIEDADE PRINCÍPIO DA ECONOMIA PROCESSUAL ANULAÇÃO DA SENTENÇA DEVOLUÇÃO DOS AUTOS AO PRIMEIRO GRAU ONDE SE AGUARDARÁ O JULGAMENTO DO RECURSO PENDENTE PELA CORTE SUPERIOR APELAÇÃO DA CTE EP PROVIDA APELAÇÃO ADESIVA FAZENDÁRIA PREJUDICADA Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. Não há violação do 535 do CPC/1973 (art. 1.022 do CPC/2015) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a fundamentadamente (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". (EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016.) Verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Relativamente às demais alegações de violação, esta Corte somente pode conhecer da matéria objeto de julgamento no Tribunal de origem. Ausente o prequestionamento da matéria alegadamente violada, não é possível o conhecimento do recurso especial. Nesse sentido, o enunciado n. 211 da Súmula do STJ: "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo"; e, por analogia, os enunciados n. 282 e 356 da Súmula do STF. Conforme entendimento desta Corte, não há incompatibilidade entre a inexistência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 e a ausência de prequestionamento, com a incidência do enunciado n. 211 da Súmula do STJ, quanto às teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, não são debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solução da controvérsia outros argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018; AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/3/2018, DJe 26/3/2018. Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se.