AREsp 1781060 - ACORDAO
O agravo interno foi negado porque os agravantes não impugnaram especificamente os fundamentos invocados pelo Tribunal de origem para inadmitir o recurso especial, atraindo a aplicação da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC/2015; dispensou-se, no entanto, a aplicação da multa do art. 1.021, §4º, do CPC/2015...
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- Parties
- Agravante: MATEUS JOSÉ CIBIM E OUTROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- negou provimento ao agravo interno
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Princípio Da Dialeticidade, Incidência Da Súmula 182/stj, Aplicabilidade Da Súmula 7/stj, Multa Por Recurso Protelatório (art. 1.021, §4º Cpc/2015)
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Parties
MATEUS JOSÉ CIBIM E OUTROS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 se a ausência de impugnação específica dos fundamentos de inadmissão impede o conhecimento do recurso especial
- 2 aplicabilidade da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC/2015
- 3 aplicabilidade da Súmula 7/STJ quanto à impossibilidade de revolvimento de matéria probatória
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado porque os agravantes não impugnaram especificamente os fundamentos invocados pelo Tribunal de origem para inadmitir o recurso especial, atraindo a aplicação da Súmula 182/STJ e do art. 932, III, do CPC/2015; dispensou-se, no entanto, a aplicação da multa do art. 1.021, §4º, do CPC/2015 por não haver prova de intuito meramente protelatório.
Court Disposition
negou provimento ao agravo interno
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Deixar de aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, sem prejuízo de eventual aplicação futura em caso de uso de expediente protelatório.
Full Case Text
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2 paragraphs
EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO.INSURGÊNCIA RECURSAL DOSAGRAVANTES.1. Em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que não admitiu o apelo extremo.2. Razões do agravo que não impugnaram especificamente os fundamentos invocados na decisão de inadmissão do recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 182/STJ.3. Agravo interno desprovido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Luis Felipe Salomão (Presidente), Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro Relator.
RELATÓRIO Cuida-se de agravo interno, interposto por MATEUS JOSÉ CIBIM E OUTROS, contra decisão monocrática de fls. 779-781, e-STJ, da lavra da Presidência desta Corte, que não conheceu do agravo em recurso especial, por ofensa ao princípio da dialeticidade. Irresignados, os agravantes interpõem o presente agravo interno (fls. 783-799, e-STJ), no qual aduzem a necessidade de conhecimento do reclamo. Impugnação às fls. 804-810, e-STJ. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - AUTOS DE AGRAVO DE INSTRUMENTO - DECISÃO MONOCRÁTICA DA PRESIDÊNCIA QUE NÃO CONHECEU DO RECLAMO. INSURGÊNCIA RECURSAL DOSAGRAVANTES. 1. Em razão do princípio da dialeticidade, deve o agravante demonstrar, de modo fundamentado, o desacerto da decisão que não admitiu o apelo extremo. 2. Razões do agravo que não impugnaram especificamente os fundamentos invocados na decisão de inadmissão do recurso especial, atraindo a incidência da Súmula 182/STJ. 3. Agravo interno desprovido. VOTO O agravo interno não merece acolhida, na medida em que os argumentos apresentados pela parte não infirmam a decisão atacada. 1. Não merece reparo a decisão agravada no que toca à aplicabilidade da Súmula 182/STJ à controvérsia. Com efeito, é assente na jurisprudência desta Corte o entendimento de que a ausência de impugnação de todos os fundamentos expostos pelo Tribunal local para inadmitir o apelo nobre constitui violação ao princípio da dialeticidade, o que impede o conhecimento do agravo em recurso especial, nos termos do art. 932, III, do CPC/2015 e da Súmula 182/STJ. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados: AREsp 588.871/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, Rel. p/ Acórdão Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 16/05/2019, DJe 27/05/2019; AgInt no AREsp 1416343/SP, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/05/2019, DJe 30/05/2019; AgInt no AREsp 1441415/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 24/06/2019, DJe 26/06/2019; e AgInt no AREsp 884.650/ES, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 20/03/2018, DJe 23/03/2018. No caso em tela, verifica-se que o Tribunal local inadmitiu o recurso especial ante a presença de vício de fundamentação na exposição dos dispositivos apontados como violados, impossibilidade de revolvimento de matéria probatória em recurso especial e não comprovação do dissídio pretoriano. Tem-se, contudo, que, em seu recurso de agravo (art. 1042 do CPC/2015), a insurgente não impugnou a aludida aplicabilidade ao caso da Súmula 7/STJ. Desta forma, de rigor a manutenção da decisão agravada por seus próprios fundamentos. 2. Deixa-se de aplicar a multa recursal prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/15, pois não se observa, no presente momento, o intuito meramente protelatório do presente agravo interno. Desde já, entretanto, adverte-se que a utilização de expedientes protelatórios poderá ensejar a aplicação das penalidades legais. 3. Do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.