AREsp 1964871 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem examinou de forma fundamentada as matérias suscitadas, não havendo omissão a ser sanada pelos embargos de declaração; verificou-se, ainda, que a indicação genérica da Lei n. 7.742/93 carece de comando normativo apto a sustentar a...
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- Parties
- Agravante: JORGE ORVATE DA SILVA; Agravado: INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade: Conhecido O Agravo; Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Embargos De Declaração, Prequestionamento, Benefício Assistencial (loas), Deficiência/impedimento De Longo Prazo, Súmulas (284 STF, 7 Stj), Honorários Advocatícios
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Parties
JORGE ORVATE DA SILVA
Agravante
INSS
Agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Admissibilidade: Conhecido O Agravo; Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 alegada omissão quanto à incapacidade social/impedimento de longo prazo e prequestionamento
- 2 alegada ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC
- 3 alegada ofensa ao art. 20, §§2º e 3º, da Lei n. 7.742/93 (LOAS)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do recurso especial porque o Tribunal de origem examinou de forma fundamentada as matérias suscitadas, não havendo omissão a ser sanada pelos embargos de declaração; verificou-se, ainda, que a indicação genérica da Lei n. 7.742/93 carece de comando normativo apto a sustentar a insurgência (incidindo a Súmula 284/STF) e que a reforma pretendida exigiria reexame do quadro fático-probatório, o que é vedado pelo entendimento consolidado na Súmula 7/STJ; por estes fundamentos decidiu‑se pelo não conhecimento do recurso especial e majorou-se os honorários advocatícios nos termos do art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial
Orders
- Conheço do agravo e não conheço do recurso especial
- Majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem
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DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado por JORGE ORVATE DA SILVA contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre fundamentado no artigo 105, inciso III, alínea "a", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO, assim resumido: REMESSA NECESSÁRIA NÃO CONHECIDA APELAÇÃO CÍVEL BENEFÍCIO ASSISTENCIAL DEFICIÊNCIA IMPEDIMETO DE LONGO PRAZO REQUISITO NÃO PREENCHIDO INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA TUTELA REVOGADA 1 VALOR DA CONDENAÇÃO INFERIOR A 1000 SALÁRIOS MÍNIMOS REMESSA NECESSÁRIA NÃO CONHECIDA 2 O BENEFICIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA É DEVIDO AO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA (2º DO ARTIGO 20 DA LEI Nº 874293 COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 124702011) OU IDOSO COM 65 (SESSENTA E CINCO) ANOS OU MAIS (ARTIGO 34 DA LEI 0 107412003) QUE COMPROVE NÃO POSSUIR MEIOS DE PROVER A PRÓPRIA MANUTENÇÃO E NEM DE TÊLA PROVIDA POR SUA FAMÍLIA NOS TERMOS DOS ARTIGOS 20 § 30 DA LEI Nº 874293 3 LAUDO MÉDICO PERICIAL INFORMA A EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÃO PARA ATIVIDADES DE ESFORÇO FISICO APONTADA EXISTÊNCIA DE CAPACIDADE LABORAL PARA ATIVIDADES COMPATÍVEIS COM AS CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICA DO AUTOR AS RESTRIÇÕES FISICAS DA PARTE AUTORA NÃO CONSTITUEM DEFICIÊNCIA IMPEDIMENTO DE LONGO PRAZO 4 NÃO DEMONSTRADA A EXISTÊNCIA DE INCAPACIDADE IMPEDIMENTO DE LONGO PRAZO TORNASE DESNECESSÁRIO PERQUIRIRSE ACERCA DA EXISTÊNCIA DE MISERABILIDADE HIPOSSUFICIÊNCIA NA MEDIDA EM QUE O NÃO PREENCHIMENTO DE UM DOS REQUISITOS LEGAIS É SUFICIENTE PARA OBSTAR A CONCESSÃO DO BENEFICIO ASSISTENCIAL 5 BENEFICIO ASSISTENCIAL INDEVIDO 6 INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA 7 TUTELA ANTECIPADA REVOGADA DESNECESSÁRIA A DEVOLUÇÃO DOS VALORES INAPLICABILIDADE DO DECIDIDO NO RESP N 1401560MT AOS BENEFICIOS ASSISTENCIAIS APELAÇÃO DO INSS PROVIDA Quanto à primeira controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega violação dos arts. 489, IV e VI, e 1.022, II e parágrafo único, II, do CPC, no que concerne à ausência de prestação jurisdicional, trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): Todavia, o acórdão dos embargos declaratórios deixou de se manifestar a respeito da tese suscitada pela parte recorrente (impedimento de longo prazo, ainda que parcial e permanente; incapacidade social), incorrendo, data maxima venia, ofensa aos dispositivos legais transcritos abaixo: .. Portanto, o respeitável acórdão proferido deve ser anulado e, por consequência, os autos devem ser remetidos ao TRF/3, para a manifestação dos prequestionamentos abordados nos Embargos Declaratórios (art. 489, IV e VI do NCPC; art. 1.022, II e § único II do NCPC). (fls. 307-308). Quanto à segunda controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, alega violação do art. 20, §§ 2º e 3º, da Lei n. 7.742/93, no que concerne à concessão de beneficio assistencial de prestação continuada (LOAS), trazendo o(s) seguinte(s) argumento(s): A controvérsia dos autos decorre da comprovação da deficiência de longo prazo e da condição de miserabilidade da parte recorrente, "conjuntamente com outros aspectos relevantes, tais como, a condição profissional e cultural do beneficiário" (STJ, proc. proc. nº 1.268.648). No entanto, no primeiro acórdão, os doutos desembargadores não se manifestaram a respeito da tese suscitada (incapacidade física parcial e permamante em conjunto com a incapacidade social), embora reconhecida a deficiência de longo prazo (parcial e permanente) da parte recorrente. Veja senão (f. 55 do ID 107459812): .. Com efeito, ainda que não seja declarada a nulidade do acórdão, com base no art. 1025 do NCPC, a questão possui prequestionamento ficto, o que impõe o conhecimento recursal, a fim de possibilitar o recebimento do benefício LOAS por impedimento de longo prazo (parcial e permanente) conjuntamente com a condição profissional e cultural do beneficiário, à luz do art. 20, §2º e §3º da Lei 7.742/93. .. Portanto, o acórdão deve ser reformado, a fim de ser concedido o benefício LOAS à parte recorrente, tendo em vista que comprovada a deficiência (ainda que parcial e permanente) conjuntamente com outros aspectos relevantes, tais como, a condição profissional e cultural do beneficiário (STJ, proc. proc. nº 1.268.648). (fls. 308-309). É, no essencial, o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, na espécie, impende ressaltar que, nos limites estabelecidos pelo art. 1.022 do CPC/2015 (art. 535 do CPC/1973), os embargos de declaração possuem fundamentaçãovinculada, destinando-se a suprir omissão, afastar obscuridade ou eliminar contradição eventualmente existentes no julgado combatido, bem como a corrigir erro material. Nesse sentido, os seguintes arestos da Corte Especial:EDclnoAgIntno RE nosEDclnoAgIntnoAREspn. 475.819/SP, relator Ministro Humberto Martins, Corte Especial,DJede 23/3/2018, eEDcl nos EDcl nos EDcl no AgInt nos EDcl nos EREsp n. 1.491.187/SC, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Corte Especial,DJede 23/3/2018. No caso em exame, o Tribunal de origem se manifestou nos seguintes termos: Especialmente acerca da alegada omissão quanto à incapacidade social, observo que o acórdão embargado refere a existência de condições sociais favoráveis ao desenvolvimento de atividade laboral compatível comas restrições físicas da parte autora. Assim, a alegada afronta do art. 1.022 do Código de Processo Civil (art. 535 do CPC/1973) não merece prosperar, porque o Tribunala quoexaminou a demanda de maneira coerente, não havendo contradição na fundamentação do acórdão recorrido ou entre suas razões de decidir e sua parte dispositiva. Nos termos da jurisprudência do STJ, os embargos de declaração não se prestam à correção de contradição que tenha como parâmetro atos normativos, outros julgados ou alguma prova ou elemento contido nas demais peças do processo, tampouco ao reexame da prestação jurisdicional ofertada satisfatoriamente na origem. Nesse sentido: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDORAS PÚBLICAS. IPSEMG. APOSTILAMENTO. JORNADA DE TRABALHO CORRESPONDENTE AO CARGO COMISSIONADO EM APOSTILA. ART. 54 LEI ESTADUAL 11.406/94. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART.1.022, I, DO CPC/2015. CONTRADIÇÃO NO JULGADO. INEXISTÊNCIA.INCONFORMISMO. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. .. IV. Constata-se a contradição quando, no contexto do acórdão, estão contidas proposições inconciliáveis entre si, dificultando-lhe a compreensão. Assim, a contradição que rende ensejo à oposição de Embargos de Declaração é aquela interna do julgado. V. À luz do decidido pelo acórdão recorrido, não houve violação ao art. 1.022, I, do CPC/2015, pois os votos condutores do acórdão recorrido e do acórdão proferido em sede de Embargos de Declaração apreciaram, fundamentadamente e de modo coerente, todas as questões necessárias à solução da controvérsia, dando-lhes, contudo, solução jurídica diversa da pretendida. VI. Na forma da jurisprudência do STJ, "o simples descontentamento da parte com o julgado não tem o condão de tornar cabíveis os Embargos de Declaração, que servem ao aprimoramento da decisão, mas não à sua alteração, que só muito excepcionalmente é admitida. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015" (STJ,EDclnoAgIntnoREsp1.782.605/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,DJede 29/10/2019). VII. Agravo interno improvido. (AgInt no AREsp 1.561.146/MG, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 20/02/2020.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt no AREspn. 1.224.070/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 04/10/2019; REsp 1826273/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma,DJe de 12/09/2019;EDcl no AgRg no AREspn.539.673/PR, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma,DJede23/02/2018; REsp 1.789.863/MS, relator. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 04/10/2021; AgInt no REsp 1.587.808/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 02/06/2021. Também a alegada afronta do art. 489, § 1º, inciso IV, do CPC, não merece prosperar, pois o Tribunal de origem examinou a controvérsia dos autos de forma fundamentada e sem omissões, com a apreciação de todos os argumentos relevantes que poderiam infirmar a conclusão adotada pelo acórdão recorrido, não se configurando negativa de prestação jurisdicional o julgamento contrário aos interesses da parte. Nesse sentido: "Não há falar, na hipótese, em violação ao art. 489 do CPC/2015, porquanto a prestação jurisdicional foi dada na medida da pretensão deduzida, de vez que os votos condutores do acórdão recorrido e do acórdão proferido em sede de Embargos de Declaração apreciaram fundamentadamente,de modo coerente e completo, as questões necessárias à solução da controvérsia, dando-lhes, contudo, solução jurídica diversa da pretendida." (AgInt no REsp n. 1.668.924/TO, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma,DJede23/10/2020.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 1.799.962/SP, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, DJe de 09/02/2021; AgInt no AREsp n. 1.684.224/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma,DJe de 10/12/2020; AgInt no AREsp 1687217/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 16/11/2020, DJe 14/12/2020; AgInt no REsp n. 1.584.831/CE, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma,DJe de 21/06/2016; AgInt no AREsp n. 1.639.752/DF, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma,DJe de 24/09/2020. Quanto à segunda controvérsia, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF em razão da ausência de comando normativo da Lei n. 7.742/93, apontada no recurso especial, o que atrai, por conseguinte, o referido enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Segundo a jurisprudência do STJ, o óbice de ausência de comando normativo do artigo de lei federal apontado como violado ou como objeto de divergência jurisprudencial incide nas seguintes situações: quando não tem correlação com a controvérsia recursal, por versar sobre tema diverso; e quando sua indicação não é apta, por si só, para sustentar a tese recursal, seja porque o dispositivo legal tem caráter genérico, seja porque, embora consigne em seu texto comando específico, exigiria a combinação com outros dispositivo legais. Ressalte-se, por oportuno, que a indicação genérica do artigo de lei que teria sido contrariado induz à compreensão de que a violação alegada é somente de seu caput, pois a ofensa aos seus desdobramentos também deve ser indicada expressamente. Nesse sentido, vale citar os seguintes julgados: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. IPTU. IMUNIDADE. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. EXECUÇÃO FISCAL. RFFSA E UNIÃO. TRANSFERÊNCIA PATRIMONIAL. CURSO DA DEMANDA. SUCESSORA. REDIRECIONAMENTO. POSSIBILIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA CDA. DESNECESSIDADE. 1. Os apontados arts. 130 e 131 do CTN não têm comando normativo para amparar a tese de imunidade do IPTU em favor da RFFSA, visto que tais dispositivos legais cuidam de tema diverso, referente à responsabilidade tributária por sucessão, sendo certo que a deficiência da irresignação recursal nesse ponto enseja a aplicação da Súmula 284 do STF. .. (AgInt no REsp n. 1.764.763/PR, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 27/11/2020.) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. BANCÁRIO. CÉDULO DE CRÉDITO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. CÉRTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO (CDI). PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. FUNÇÃO DESEMPENHADA PELO CÉRTIFICADO DE DEPÓSITO INTERBANCÁRIO (CDI). REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 5 E 7 DO STJ. VIOLAÇÃO À SÚMULA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 284/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. .. 4. No que tange à aduzida ofensa ao art. 12, § 1º, VI, da Lei n. 10.931/04, o presente recurso não merece prosperar, porquanto o referido dispositivo não confere sustentação aos argumentos engendrados. Incidência da Súmula 284/STF. 5. O mesmo óbice representado pelo enunciado da Súmula 284/STF incide no que diz respeito à alegada ofensa aos arts. 421 e 425 do Código Civil, que veiculam comandos normativos demasiadamente genéricos e que não infirmam as conclusões do Tribunal de origem. .. 7. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp n. 1.674.879/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 12/03/2021.) Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 1.798.903/RJ, relator para o acórdão Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Terceira Seção, DJe de 30/10/2019; AgInt no REsp n. 1.844.441/RN, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 14/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.524.220/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 18/5/2020; AgRg no AREsp n. 1.280.513/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 27/5/2019; AgRg no REsp n. 1.754.394/MT, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 17/9/2018; AgInt no REsp n. 1.503.675/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 27/3/2018; AgInt no REsp n. 1.846.655/PR, Terceira Turma, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 23/4/2020; AgInt nos EDcl no REsp n. 1.709.059/RJ, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 18/12/2020; e AgInt no REsp n. 1.790.501/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19/03/2021. Ademais, o Tribunal de origem se manifestou nos seguintes termos: Não demonstrada a existência de incapacidade/impedimento de longo prazo, torna-se desnecessário perquirir-se acerca da existência de miserabilidade/hipossuficiência, na medida em que o não preenchimento de um dos requisitos legais é suficiente para obstar a concessão do beneficio assistencial. Assim, incide o óbice da Súmula n. 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"), uma vez que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos. Nesse sentido: "O recurso especial não será cabível quando a análise da pretensão recursal exigir o reexame do quadro fático-probatório, sendo vedada a modificação das premissas fáticas firmadas nas instâncias ordinárias na via eleita (Súmula n. 7/STJ)". (AgRg no REsp n. 1.773.075/SP, relator Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 7/3/2019.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 1.679.153/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 1/9/2020; AgInt no REsp n. 1.846.908/RJ, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 31/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.581.363/RN, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 21/8/2020; e AgInt nos EDcl no REsp n. 1.848.786/SP, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 3/8/2020; AgInt no AREsp n. 1.311.173/MS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 16/10/2020. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários de advogado em desfavor da parte recorrente em 15% sobre o valor já arbitrado nas instâncias de origem, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo legal, bem como eventual concessão de justiça gratuita. Publique-se. Intimem-se.