AREsp 2191949 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e negou-se provimento, porque o Tribunal de origem fundamentou adequadamente a decisão (não havendo omissão, contradição, obscuridade ou erro material) e porque a alteração das conclusões dependeria de reexame do acervo fático-probatório, vedado em...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: ARMANDO DE AZEVEDO CALDEIRA PIRES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e negar-lhe provimento.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Coisa Julgada, Litispendência, Omissão/contradição/obscuridade (art. 1.022 E Art. 489 Cpc), Súmulas (súmula 7/stj, Súmula 304/stf, Súmula 518/stj)
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Parties
ARMANDO DE AZEVEDO CALDEIRA PIRES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 alegada violação dos arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do CPC
- 2 possível negativa de prestação jurisdicional/omissão
- 3 incidência da Súmula 7/STJ (vedação ao reexame fático-probatório)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e negou-se provimento, porque o Tribunal de origem fundamentou adequadamente a decisão (não havendo omissão, contradição, obscuridade ou erro material) e porque a alteração das conclusões dependeria de reexame do acervo fático-probatório, vedado em Recurso Especial pela Súmula 7/STJ; ademais, não é cabível valorar violação de enunciado de súmula como hipótese de cabimento do recurso especial, conforme Súmula 518/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e negar-lhe provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Em análise, agravo em recurso especial interposto pelo ARMANDO DE AZEVEDO CALDEIRA PIRES contra decisão que inadmitiu o recurso especial com fundamento na Súmula 7/STJ e na inexistência de violação aos arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do CPC. Alega a parte agravante que os pressupostos de admissibilidade do recurso especial foram atendidos, já que "o Juízo a quo incorreu em negativa de prestação jurisdicional, pois que se tivesse confrontado os argumentos levantados, claramente teria concluído pela ausência de coisa julgada, pois que se as ações possuem objetos absolutamente diversos, sendo impossível concluir-se pela litispendência e consequente coisa julgada" (e-STJ fls. 491). Defende que "a Corte de origem, ao considerar a existência de coisa julgada, desconsiderou o fato de que a discussão nos presentes autos refere-se à legalidade da nomeação do Recorrente, ao passo que o mandado de segurança de nº 2000.34.00.018129-6 referia-se à ilegalidade da contratação de docentes temporários e consequente preterição do candidato regularmente aprovado no concurso público" (e-STJ fls. 492). Por fim, aduz que "ao pronunciar a litispendência com base no Mandado de Segurança nº 2000.34.00.018129-6, a decisão recorrida contrariou o teor da súmula 304 do STF" (e-STJ fls. 494). Contrarrazões apresentadas às fls. 504/507. Atendidos os pressupostos de conhecimento do agravo em recurso especial, passo à análise do recurso especial. O recurso não merece prosperar. Quanto à alegada violação aos arts. 489, § 1º, IV e VI, e 1.022, II, do CPC, verifica-se que a Corte de origem dirimiu, fundamentadamente, a matéria submetida à sua apreciação, manifestando-se acerca dos temas necessários ao integral deslinde da controvérsia, não havendo falar em omissão, contradição, obscuridade ou erro material. A propósito, na forma da jurisprudência, "não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/1973 e art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida" EDcl no MS n. 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016 " (AgInt no AREsp n. 2.417.452/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 4/12/2023, DJe de 6/12/2023). A pretensão da parte recorrente, como colocado nas razões recursais, encontra óbice na Súmula 7/STJ. Isso porque, considerando a fundamentação adotada na origem, o acórdão recorrido somente poderia ser modificado mediante o reexame dos aspectos concretos da causa, o que é vedado, no âmbito do Recurso Especial, pela Súmula 7 desta Corte. Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ALEGAÇÃO GENÉRICA DE VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO. SÚMULA 284 DO STF. RESERVA LEGAL. FALTA DE INTERESSE DE AGIR. MATÉRIA QUE DEVERIA TER SIDO SUSCITADA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA ANTERIORMENTE AJUIZADA CONTRA O RECORRENTE. REVISÃO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. .. 4. Para chegar a conclusão diversa da que chegou o Tribunal de origem, é inevitável novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em Recurso Especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 5. Agravo Interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.168.672/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 22/5/2023, DJe de 5/6/2023). AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTAÇÃO EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL. MATÉRIA INSUSCETÍVEL DE ANÁLISE EM RECURSO ESPECIAL. .. 2. No mais, a alteração das conclusões adotadas pela Corte de origem, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. 3. Agravo interno não provido (AgInt no AREsp n. 2.241.284/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 5/6/2023, DJe de 9/6/2023). Por fim, impossível a pretendida análise de viol ação da Súmula 304/STF, tendo em vista que súmula e enunciado não podem ser enquadrados no conceito de lei federal para que seja objeto de recurso especial. Incidência da Súmula n. 518/STJ: "Para fins do art. 105, III, a, da Constituição Federal, não é cabível recurso especial fundado em alegada violação de enunciado de súmula." Isso posto, conheço do agravo para conhecer parcialmente do recurso especial e negar-lhe provimento. Publique-se. Intimem-se. EMENTA