AREsp 2547731 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque as normas e fundamentos apontados não demonstram violação de lei federal passível de reforma em recurso especial, a pretensão implicaria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ, e a controvérsia abarca aspectos de direito local e deficiência de fundamentação...
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- Parties
- Agravante: Geraldo de Freitas e outros; Impetrante (no Mandado De Segurança): Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da Polícia Militar do Estado de São Paulo; Parte Interessada: Estado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Instrumento / Decisão (negado Provimento Ao Agravo)
- Outcome
- Nego provimento ao agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 284/stf, Súmula 7/stj, Súmula 280/stf, Coisa Julgada, Mandado De Segurança, Incorporação De ALE Aos Proventos E Pensões, Honorários Advocatícios
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Parties
Geraldo de Freitas e outros
Agravante
Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Impetrante (no Mandado De Segurança)
Estado
Parte Interessada
Procedural Posture
Agravo De Instrumento / Decisão (negado Provimento Ao Agravo)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do recurso especial interposto com fundamento no art. 105, III, a, da CF
- 2 alegada violação dos arts. 493, 502, 535, III, 771, § único do CPC
- 3 possível atração de efeitos de reclamação (Rcl n.º 14.786/SP) para ações individuais
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque as normas e fundamentos apontados não demonstram violação de lei federal passível de reforma em recurso especial, a pretensão implicaria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ, e a controvérsia abarca aspectos de direito local e deficiência de fundamentação que impedem processamento de recurso extraordinário, consoante Súmulas 280 e 284 e jurisprudência citada.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo.
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Imponho à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC), observando-se o disposto no art. 98, § 3º, do CPC.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo manejado por Geraldo de Freitas e outros contra decisão que não admitiu recurso especial, este interposto com fundamento no art. 105, III, a, da CF, desafiando acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado (fl. 47): AGRAVO DE INSTRUMENTO - Decisão que rejeitou impugnação ao cumprimento de sentença em ação de cobrança relativa a mandado de segurança impetrado pela Associação dos Oficiais da Reserva e Reformados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, ação mandamental esta em que se reconhecera o direito à incorporação do ALE aos proventos e pensões - Considerados os termos do julgamento da Apelação nº 0600592-55.2008.8.26.0053 e dos respectivos embargos de declaração, haver-se-ia de acolher a referida impugnação - Recurso provido. Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados (fls. 70/75). Nas razões do recurso especial, a parte agravante aponta violação dos arts. 493, 502, 535, III, 771, parágrafo único, do CPC. Alega que o acórdão recorrido "se vale de indevida atração da providência determinada no bojo da Rcl n.º 14.786/SP para o caso dos autos, e se diz indevida não somente porque esta reclamação deteve limites objetivos bem definidos e restritos à ação mandamental n.º 0600592-55.2008.26.0053 que tratava da implementação do pagamento do ALE à classe substituída, de qualquer modo, este provimento não alcança as ações individuais voltadas ao pagamento das parcelas anteriores à impetração." (fl. 94). Sustenta que o acórdão "não abarca a pretensão do Estado, que está em tangenciar a coisa julgada formada, atraindo o comando não encampado pela Rcl n.º 14.786/SP, visto que esta ação de cobrança está fora dos limites objetivos da reclamação, ademais, os Ministros do STF estão a examinar a AR 2892 e dirão se cabe ou não rescindir aquela reclamação, de todo modo, o citado procedimento jamais alcançaria a presente ação de cobrança, posto que voltada, exclusivamente, aos efeitos da segurança que foi concedida coletivamente no writ n.º 0600592-55.2008.26.0053" (fls. 99/100). Contrarrazões às fls. 145/149. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. A irresignação não prospera. Com relação aos arts. 493, 502, 535, III e 771, parágrafo único, do CPC, nota-se que os referidos dispositivos legais não contém comando capaz de sustentar a tese recursal e infirmar o juízo formulado pelo acórdão recorrido, de maneira que se impõe ao caso concreto a incidência da Súmula 284/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia."). Por oportuno, destacam-se os seguintes precedentes: AgRg no AREsp 161.567/RJ, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira Turma, DJe 26/10/2012; REsp 1.163.939/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 8/2/2011. Ademais, averiguar se o acórdão "não abarca a pretensão do Estado, que está em tangenciar a coisa julgada formada, atraindo o comando não encampado pela Rcl n.º 14.786/SP, visto que esta ação de cobrança está fora dos limites objetivos da reclamação, ademais, os Ministros do STF estão a examinar a AR 2892 e dirão se cabe ou não rescindir aquela reclamação, de todo modo, o citado procedimento jamais alcançaria a presente ação de cobrança, posto que voltada, exclusivamente, aos efeitos da segurança que foi concedida coletivamente no writ n.º 0600592-55.2008.26.0053" (fls. 99/100) evidentemente demandaria novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada pela Súmula 7/STJ. Igualmente não acolhendo idênticas pretensões, confiram-se as recentíssimas decisões: AREsp 2.325.590/SP, Relator Ministro FRANCISCO FALCÃO, DJe de 05/06/2023; REsp 2.076.428/SP, Relatora Ministra REGINA HELENA COSTA, DJe de 12/06/2023; AREsp 2.347.645/SP, Relatora Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe de 26/05/2023; AREsp 2.325.367/SP, Relatora Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, DJe de 19/05/2023. Por fim, o exame da controvérsia, tal como enfrentada pelas instâncias ordinárias, exigiria a análise de dispositivos de legislação local, pretensão insuscetível de ser apreciada em recurso especial, conforme a Súmula 280/STF ("Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário."). ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Levando-se em conta o trabalho adicional realizado em grau recursal, impõe-se à parte recorrente o pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 20% (vinte por cento) do valor a esse título já fixado no processo (art. 85, § 11, do CPC), observando-se, contudo, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC, em razão da concessão do benefício da assistência judiciária gratuita. Publique-se. EMENTA