AREsp 2486889 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque os agravantes não impugnaram de forma específica os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, atraindo a aplicação do art. 932, III, do CPC/2015; ademais, constatou-se a incidência da Súmula nº 7/STJ quanto à impossibilidade de revisão de matéria fática, e...
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- Parties
- Agravante: CESAR GIUNCO; Agravante: ELAINE CRISTINA RAMOS GIUNCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos, Súmula 7/stj, Honorários Sucumbenciais, Gratuidade Da Justiça
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Parties
CESAR GIUNCO
Agravante
ELAINE CRISTINA RAMOS GIUNCO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 ausência de impugnação específica aos fundamentos da decisão agravada (art. 932, III, CPC)
- 2 possibilidade de alegação de ofensa a dispositivos constitucionais em recurso especial
- 3 alegada ofensa aos arts. 489 e 1022 do CPC
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque os agravantes não impugnaram de forma específica os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial, atraindo a aplicação do art. 932, III, do CPC/2015; ademais, constatou-se a incidência da Súmula nº 7/STJ quanto à impossibilidade de revisão de matéria fática, e determinou-se a majoração dos honorários sucumbenciais para 15% nos termos do art. 85, §11 do CPC.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Não conheço do agravo em recurso especial.
- Os honorários sucumbenciais, fixados em 10% na origem, devem ser majorados para 15% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto por CESAR GIUNCO e ELAINE CRISTINA RAMOS GIUNCO contra decisão que inadmitiu recurso especial. A denegação deu-se em razão de (i) impossibilidade de ofensa a dispositivos constitucionais em sede de recurso especial; (ii) não caracterizada a alegada ofensa aos arts. 489 e 1022 do CPC; (ii) incidência da Súmula nº 7/STJ, no tocante à violação dos arts. 319, V e 322 do CPC e (iii) incidência da Súmula nº 7/STJ, quanto ao pedido de revisão da verba honorária (art. 85 do CPC) (fls. 304/307 e-STJ). Nas razões recursais (fls. 312/318 e-STJ), os agravantes postulam a reforma da decisão agravada, alegando que "a divergência jurisprudencial restou comprovada, mediante o confronto das partes idênticas ou semelhantes do acórdão recorrido e daqueles eventualmente trazidos à colação, na forma exigida pelo art. 1.029, §1º, do CPC, com a transcrição dos trechos que configurem o dissídio, mencionadas as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados". Ao final, sustentam que a matéria levada a apreciação da superior instância foi devidamente prequestionada. É o relatório. DECIDO. O agravo não comporta conhecimento. Com efeito, nas razões do agravo em recurso especial, os agravantes não impugnaram de forma específica os fundamentos da decisão agravada, quais sejam: a ausência de ofensa aos arts. 489 e 1022 do CPC, a incidência da Súmula nº 7/STJ, no tocante à violação dos arts. 319, V e 322 do CPC e a incidência da Súmula nº 7/STJ, quanto ao pedido de revisão da verba honorária (art. 85 do CPC), circunstância que atrai a aplicação do disposto no artigo 932, inc. III, do Código de Processo Civil de 2015, que impõe ao relator não conhecer do recurso "que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida". A propósito, o julgamento do EAREsp nº 746.775/PR, Rel. p/ acórdão Min. Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em 19/9/2018. Ainda, nesse mesmo sentido: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DENEGATÓRIA DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO ESPECIAL. DESCUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PRECONIZADOS PELO ART. 932, III, NCPC (ART. 544, § 4º, I, DO CPC/73). AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.1. Aplica-se o NCPC a este recurso ante os termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC.2. Não se mostra viável o agravo em recurso especial que, apresentado em desacordo com os requisitos preconizados pelo art. 932, III, do NCPC (544, § 4º, I, do CPC/1973), não impugna os fundamentos da respectiva inadmissibilidade (incidência da Súmula nº 83 do STJ).3. Agravo interno não provido" (AgInt no AREsp 1.288.826/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, DJe 27/9/2018). "AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO APELO NOBRE PROFERIDA PELA CORTE DE ORIGEM. NÃO CONHECIMENTO DO RECLAMO. AGRAVO IMPROVIDO.1. Em atenção ao princípio da dialeticidade recursal, as razões do agravo em recurso especial devem infirmar os fundamentos da decisão de inadmissibilidade do apelo nobre, proferida pelo Tribunal de origem, sob pena de não conhecimento do reclamo por esta Corte Superior, nos termos do artigo 932, III, do CPC/2015 (artigo 544, § 4º, I, do CPC/1973).2. Nos casos em que o recurso especial não é admitido com fundamento no enunciado n. 83 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, a impugnação deve indicar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos mencionados na decisão combatida, demonstrando-se que outro é o entendimento jurisprudencial desta Corte.3. Agravo interno desprovido" (AgInt no AREsp 1.230.483/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 8/5/2018, DJe 18/5/2018 ). Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Na origem, os honorários sucumbenciais foram fixados em 10% sobre o valor da condenação, os quais devem ser majorados para o patamar de 15% em favor do advogado da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observado o benefício da gratuidade da justiça, se for o caso. Publique-se. Intimem-se. EMENTA