AREsp 2688530 - DECISAO
Não conheço do agravo porque o agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão agravada relativo à incidência da Súmula 7/STJ (art. 2º, §5º, III, da Lei n. 6.830/1980), nem comprovou, por transcrição de trechos do acórdão recorrido, que a solução da controvérsia dispensaria o reexame do conjunto...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
- Outcome
- Não conheço do agravo.
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 211/stj, Honorários Advocatícios, CDA, Cpc/2015
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Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento Do Agravo
Legal Issues
- 1 inadmissibilidade do recurso especial por ausência de impugnação específica
- 2 necessidade de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (art. 932, III, CPC/2015)
- 3 incidência da Súmula 7/STJ e exigência de demonstração da desnecessidade de revolvimento do conjunto fático
Ratio Decidendi
Não conheço do agravo porque o agravante não impugnou especificamente o fundamento da decisão agravada relativo à incidência da Súmula 7/STJ (art. 2º, §5º, III, da Lei n. 6.830/1980), nem comprovou, por transcrição de trechos do acórdão recorrido, que a solução da controvérsia dispensaria o reexame do conjunto fático probatório, conforme exige o CPC/2015 e a jurisprudência desta Corte.
Court Disposition
Não conheço do agravo.
Orders
- Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro em 10% os honorários advocatícios, observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§ 3º do artigo 98 do CPC/2015)
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto contra decisão da Corte de origem, às fls. 465-483, que não admitiu o recurso especial. É o relatório. Decido. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Nos termos do que dispõem os artigos 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RI/STJ (redação dada pela Emenda Regimental n. 22, de 2016), compete ao agravante impugnar especificamente os fundamentos da decisão que obstou o recurso especial na origem. Assim, além da manifestação do inconformismo, inerente ao ato de irresignação, impõe-se ao recorrente o ônus de contrapor-se, de forma clara e específica, aos fundamentos da decisão agravada, conforme determina a lei processual civil e o princípio da dialeticidade. Com efeito, encontra-se consolidado nesta Corte o entendimento de que incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. A propósito: EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018. No caso dos autos, a decisão da Corte de origem não admitiu o recurso especial sob os seguintes fundamentos: i) ausência de ofensa ao art. 1.022 do CPC/15; ii) incidência da súmula 211/STJ, o tocante aos arts. 7º e 917 do Código de Processo Civil e 16, § 2º,da Lei 6.830/1980; iii) incidência das súmulas 83 e 7 do STJ, no tocante ao art. 135 do CTN; iv) incidência da súmula 7/STJ, no tocante ao art. 2º, §5º, III, da Lei n. 6.830/1980; e v) incidência da súmula 7/STJ, no tocante ao art. 1.026, §2º, do CPC. No entanto, o agravante não impugnou, especificamente, o fundamento da decisão de inadmissão referente a incidência da súmula 7/STJ, no tocante ao art. 2º, §5º, III, da Lei n. 6.830/1980, o que acarreta o não conhecimento do agravo. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.276.237/RS, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 19/12/2018; AgInt no AREsp 718.118/MT, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 18/12/2018; AgInt no AREsp 1.345.064/SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 13/12/2018. Em relação ao óbice da Súmula 7/STJ, é necessário que a parte desenvolva uma argumentação que demonstre a desnecessidade de revolvimento do conjunto fático probatório dos autos, seja porque a questão é meramente de interpretação jurídica e aí deve comprovar tal circunstância, não apenas alegá-la, seja porque os fatos e provas necessários à adequada solução da controvérsia já tenham sido devidamente delineados no julgado recorrido e aí deve transcrever os trechos do julgado em que constem tais fatos e provas e conectá-los à violação legal apontada, comprovando, assim, que não é preciso para a solução do caso rever, nesta Corte Superior, aquele conjunto. No caso, embora o agravante tenha alegado, à fl. 505, que inaplicável a Súmula 07/STJ pois o vício formal da CDA alegado pela parte recorrente foi explicitamente reconhecido pelo acórdão local quando deixou claro que não ficou consignado no título executivo fiscal a data em que ocorreu o fato gerador do tributo cobrado, ou seja, a data da"origem da dívida", deixou, contudo, de comprovar tal circunstância. Deveria o agravante ter transcrito os trechos do julgado que comprovassem tal alegação e conectá-los a violação legal apontada. Em outros termos, não houve a efetiva comprovação de que não é preciso rever o conjunto fático probatório para solucionar o caso. Ante o exposto, não conheço do agravo. Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro em 10% os honorários advocatícios, observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§ 3º do artigo 98 do CPC/2015). Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.