AREsp 2741033 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem concluiu corretamente pela suficiência da prova documental e pela desnecessidade de produção de prova técnica ou pericial (decisão sobre fatos vedada ao reexame em...
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- Parties
- Agravante: UNIMED DE LONDRINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042 Do Cpc/15) / Decisão Sobre Admissão De Recurso Especial / Julgamento Do Agravo De Instrumento
- Outcome
- Conheço do agravo em parte e nego-lhe provimento (conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego provimento).
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Cerceamento De Defesa, Rol Da ANS, Cobertura De Tratamento Para Transtorno Do Espectro Autista, Responsabilidade De Operadora De Plano De Saúde, Súmula 7/stj, Súmula 83/stj, Honorários Advocatícios
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Parties
UNIMED DE LONDRINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042 Do Cpc/15) / Decisão Sobre Admissão De Recurso Especial / Julgamento Do Agravo De Instrumento
Legal Issues
- 1 ocorrência de cerceamento de defesa por indeferimento de prova técnica (art. 370 e art. 373, II, CPC)
- 2 cabimento de cobertura de tratamento não previsto no Rol da ANS (art. 47 e art. 51 do CDC; art. 10, §4º da Lei 9.656/1998)
- 3 preclusão de reexame de matéria fático-probatória em recurso especial (Súmula 7/STJ)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem concluiu corretamente pela suficiência da prova documental e pela desnecessidade de produção de prova técnica ou pericial (decisão sobre fatos vedada ao reexame em recurso especial pela Súmula 7), e porque a negativa de cobertura da terapia prescrita ao paciente com transtorno do espectro autista seria abusiva, em consonância com a jurisprudência do STJ e manifestações da ANS, o que impede a admissão do recurso especial por força da Súmula 83/STJ.
Court Disposition
Conheço do agravo em parte e nego-lhe provimento (conheço em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego provimento).
Orders
- Majorar os honorários advocatícios em 10% sobre o valor já fixado na origem (art. 85, §11, CPC)
- Publicar e intimar as partes
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo (art. 1.042 do CPC/15) interposto por UNIMED DE LONDRINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO, em face de decisão que não admitiu recurso especial da parte ora insurgente. O apelo extremo, fundado na alínea "a" do permissivo constitucional, desafia acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, assim ementado (fl. 690, e-STJ): PLANO DE SAÚDE. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEAMENTO DE DEFESA. TESE REJEITADA. USUÁRIO PORTADOR DE TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. COBERTURA DE HIDROTERAPIA. TRATAMENTO DE REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO FÍSICA. INTERFERÊNCIA DA OPERADORA NA ESCOLHA DA METODOLOGIA PRESCRITA. NÃO CABIMENTO. SUPERVENIÊNCIA DA RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 539/2022 DA ANS DETERMINANDO A COBERTURA DE ATENDIMENTO DE PORTADORES DE TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO PELO MÉTODO OU TÉCNICA INDICADOS PELO MÉDICO ASSISTENTE. APELAÇÃO NÃO PROVIDA. Nas razões do recurso especial (fls. 704-720, e-STJ), a parte insurgente apontou violação aos seguintes artigos: a) 370 e 373, II, do CPC, ao argumento da ocorrência de cerceamento de defesa pela ausência de produção de prova técnica para a comprovação de que os procedimentos convencionais seriam adequados para a patologia do recorrido; b) 47 e 51, IV, § 1º, II, do CDC e 10, § 4º, da Lei n. 9.656/1998, alegando o não cabimento do tratamento pretendido pelo recorrido, por ausência de previsão no Rol da ANS, bem como por ausência de prova da insuficiência dos tratamentos oferecidos pelo plano de saúde. Não houve contrarrazões. Em juízo de admissibilidade, o Tribunal de origem negou seguimento ao reclamo (fls. 745-749, e-STJ), dando ensejo na interposição do presente agravo (fls. 756-768, e-STJ), visando destrancar aquela insurgência. Não houve contraminuta. Parecer do Ministério Público Estadual opinando pelo desprovimento do recurso. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. 1. De início, a parte insurgente alega violação aos artigos 370 e 373, II, do CPC, ao argumento da ocorrência de cerceamento de defesa pela ausência de produção de prova técnica para a comprovação de que os procedimentos convencionais seriam adequados para a patologia do recorrido. Acerca da controvérsia, o Tribunal local assim decidiu (fls. 693, e-STJ): No caso em apreço, a produção de prova oral e pericial mostra-se desnecessária frente aos limites e âmbitos da controvérsia instaurada já que as questões postas sub judice são preponderantemente de direito e os fatos alegados se encontram suficientemente comprovados pela prova documental encartada ao processo, não havendo que se falar em cerceamento de defesa. De mais a mais, sendo o Juiz o destinatário da prova, somente a ele cabe aferir sobre a forma e a necessidade ou não da realização da prova requerida por uma das partes, pois verificada sua inutilidade, deve o Magistrado indeferi-la, para velar pela rápida solução do conflito e evitar que atos meramente protelatórios acabem retardando a prestação da tutela jurisdicional. Sobre o tema acima, o órgão julgador, amparado nas peculiaridades do caso concreto e nas provas acostadas aos autos, concluiu pela suficiência das provas produzidas nos autos, sendo desnecessária a produção de prova oral ou pericial. Para alterar tais conclusões, na forma como posta nas razões do apelo extremo, seria necessário o revolvimento de aspectos fáticos e provas dos autos, providência vedada em sede de recurso especial, a teor da Súmula 7/STJ. Nesse sentido, confira-se: AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE. ROL DA ANS. REALIZAÇÃO DE PERÍCIA. DESNECESSIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. VERIFICAÇÃO. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA N. 7 DO STJ. TRANSTORNO GLOBAL DE DESENVOLVIMENTO. TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR. NEGATIVA DE COBERTURA. ABUSIVIDADE. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA N. 83 DO STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO CONHECIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. O magistrado é o destinatário das provas, cabendo-lhe apreciar a necessidade de sua produção, sendo soberano para formar seu convencimento e decidir fundamentadamente, em atenção ao princípio da persuasão racional. 2. Rever a convicção formada pelo tribunal de origem acerca da prescindibilidade de produção da prova técnica requerida demandaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em recurso especial, devido ao óbice da Súmula n. 7 do STJ. 3. O rol de procedimentos e eventos em saúde suplementar da ANS é de taxatividade mitigada (EREsp n. 1.886.929/SP e EREsp n. 1.889.704/SP, Segunda Seção). 4. É abusiva a negativa de cobertura de tratamento de transtornos globais de desenvolvimento pelo método escolhido pelo equipe de profissionais da saúde assistente com a família do paciente como mais adequado ao caso concreto. 5. Inadmissível recurso especial quando o entendimento adotado pelo tribunal de origem encontra-se em harmonia com a jurisprudência do STJ (Súmula n. 83 do STJ). 6. A incidência das Súmulas n. 7 e 83 do STJ quanto à interposição pela alínea a do permissivo constitucional impede o conhecimento do recurso especial pela divergência jurisprudencial sobre a mesma questão. 7. Agravo interno desprovido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.045.398/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, Quarta Turma, julgado em 19/8/2024, DJe de 22/8/2024.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APELAÇÃO. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE. CÂNCER. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NÃO OCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO VERIFICAÇÃO. MUDANÇA DE ENTENDIMENTO. VEDAÇÃO. SÚMULA N.º 7 DO STJ. COBERTURA DO TRATAMENTO. ROL DA ANS. COBERTURA. PRECEDENTES. DANOS MORAIS. CARACTERIZAÇÃO. INVERSÃO DE ENTENDIMENTO. VEDAÇÃO. SÚMULA N. º 7 DO STJ. DECISÃO MANTIDA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Não há falar em omissão, falta de fundamentação ou negativa de prestação jurisdicional, na medida em que o Tribunal estadual dirimiu, fundamentadamente, a questão que lhe foi submetida, a tempo e modo, apreciando devidamente a controvérsia posta nos autos. 2. Modificar o entendimento do Tribunal estadual acerca da não ocorrência de cerceamento de defesa, demandaria o reexame de matéria fático-probatória, o que é inviável devido ao óbice da Súmula n.º 7 do STJ, não sendo o caso, também, de revaloração da prova. 3. No caso, trata-se de tratamento de câncer, hipótese em que a jurisprudência é assente no sentido de que a cobertura é obrigatória. Precedentes. 4. Caracterizada a violação caracterizadora dos danos morais, a inversão de entendimento requisita, por inolvidável, o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula n. º 7 do STJ. 5. Não sendo a linha argumentativa apresentada capaz de evidenciar a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo interno não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ele ser integralmente mantido em seus próprios termos. 6. Agravo interno não provido. (AgInt nos EDcl no REsp n. 2.079.921/DF, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 15/4/2024, DJe de 17/4/2024.) Desta forma, para alterar o entendimento do Tribunal local, na forma como posta, seria necessário novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme previsto na Súmula 7/STJ. 2. Em seguida, alega vulneração aos artigos 47 e 51, IV, § 1º, II, do CDC e 10, § 4º, da Lei n. 9.656/1998, alegando o não cabimento do tratamento pretendido pelo recorrido, por ausência de previsão no Rol da ANS, bem como por ausência de prova da insuficiência dos tratamentos oferecidos pelo plano de saúde. Sobre o tema, a Corte de origem consignou que o plano de saúde deve custear o tratamento de doença coberta pelo contrato, porquanto as operadoras não podem limitar o tratamento terapêutico prescrito por profissional habilitado (fls. 695-696 e-STJ): Partindo dessa premissa, consoante se infere da análise dos autos, verifica-se que o autor sofre de Transtorno do Espectro Autista (CID F84.0) e em decorrência da doença apresenta dificuldade de interação social, atraso de linguagem e comportamentos repetitivos, necessitando, segundo orientação médica, de tratamento multidisciplinar para combater a moléstia, estando dentre as atividades a serem realizadas a hidroterapia (mov. 1.9/1.10), a qual é objeto de insurgência recursal, pois a ré se nega a custeá-la sob a justificativa do procedimento não estar previsto no rol da ANS. Ocorre que a negativa de cobertura da medida terapêutica se mostra abusiva, porquanto restringe direitos fundamentais e obrigações inerentes à natureza e finalidade do contrato (direito à vida e à saúde), e coloca o consumidor, que ostenta, aliás, condição peculiar de criança com deficiência, a quem é conferida absoluta prioridade de atendimento e proteção integral (artigo 227 da Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente e Leis nº 12.764/2012 e nº 13.146/2015), em situação de exagerada desvantagem, o que é vedado por lei (artigo 51, incisos I e IV e §1º., incisos I e II, do Código do Consumidor). Anote-se que a medicina é uma ciência não exata, logo não se pode restringir uso de determinada opção terapêutica, em critérios unicamente objetivos, devendo ser considerada a determinação do profissional médico, consoante a avaliação individual da condição clínica de cada pessoa, já que cada indivíduo manifesta um estágio distinto da enfermidade, daí a importância da proximidade médico assistente-paciente, que rompe os limites abstratos das regras técnicas e expõe a concretude do caso. Valer dizer, cabe ao médico especialista, que acompanha o quadro clínico e as reais necessidades do paciente, avaliar e prescrever a melhor terapia a combater a moléstia do qual padece, porquanto é profissional regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina - CRM e possui conhecimentos científicos sobre o trato da doença, não se fazendo legítima a interferência da operadora do plano de saúde na forma ou na metodologia de realização da terapia a ser dispensada ao beneficiário. No mesmo sentido, o colendo Superior Tribunal de Justiça já se manifestou de que o plano de saúde pode estabelecer as doenças que terão cobertura, mas não o tipo de tratamento utilizado para a cura de cada uma delas: "(..) Segundo a jurisprudência desta Corte, o plano de saúde deve custear o tratamento de doença coberta pelo contrato, porquanto as operadoras não podem limitar a terapêutica a ser prescrita, por profissional habilitado, ao beneficiário para garantir sua saúde ou sua vida, esclarecendo, ainda, que tal não é obstado pela ausência de previsão no rol de procedimentos da ANS (..)." (AgInt no REsp n. 1.987.435/DF, 3ª. Turma, Relator Ministro MOURA RIBEIRO, julgado em 06/03/2023, DJe 09/03/2023). Com efeito, a conclusão adotada pela Corte de origem está em consonância com o entendimento já pacificado nesta Corte Superior, no sentido de ser abusiva a recusa de cobertura de sessões de terapia especializada prescritas para o tratamento de transtorno do espectro autista (TEA). Nesse sentido: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. NATUREZA TAXATIVA, EM REGRA, DO ROL DA ANS. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR. COBERTURA OBRIGATÓRIA. 1. Controvérsia pertinente à cobertura de terapia multidisciplinar a paciente diagnosticado com transtorno do espectro autista. 2. A Segunda Seção, por ocasião do julgamento do EREsp 1.889.704/SP, em 8/6/2022, embora tenha fixado a tese quanto à taxatividade, em regra, do rol de procedimentos e eventos em saúde da ANS, negou provimento aos embargos de divergência opostos pela operadora do plano de saúde para manter acórdão da Terceira Turma que concluiu ser abusiva a recusa de cobertura de sessões de terapia especializada prescritas para o tratamento de transtorno do espectro autista (TEA). 3. Superveniência de manifestação técnica da ANS sobre a autonomia do terapeuta na escolha do método de terapia a ser aplicado em paciente diagnosticado com transtornos globais do desenvolvimento. Parecer Técnico ANS n. 39/2021 e RN ANS n. 593/2022. Desnecessidade de previsão específica do método terapêutico no Rol da ANS. 4. Superveniência de norma regulatória (RN ANS 541/2022) excluindo a limitação do número de sessões cobertas de fisioterapia, terapia ocupacional e psicoterapia 5. Hipótese em que o beneficiário faz jus à cobertura das terapias multidisciplinares prescritas para seu tratamento, em número ilimitado de sessões. Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.050.937/RN, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, julgado em 9/9/2024, DJe de 11/9/2024.) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. APELAÇÃO. PLANO DE SAÚDE. AUTISMO. TRATAMENTO. REEMBOLSO. REDE CREDENCIADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Nos casos em que não seja possível a utilização dos serviços médicos próprios, credenciados ou conveniados, a operadora de assistência à saúde deve responsabilizar-se pelo custeio das despesas médicas realizadas pelo segurado, mediante reembolso (AgInt no AREsp n. 2.559.193/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, julgado em 1/7/2024, DJe de 2/8/2024.) 2. Apesar de reconhecida a taxatividade do rol da ANS, esta Corte considera ser abusiva a recusa de cobertura de sessões de terapias especializadas prescritas para o tratamento de transtorno do espectro autista. 3. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.135.931/RJ, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, julgado em 26/8/2024, DJe de 28/8/2024.) Inafastável, na hipótese, a incidência da Súmula 83 do STJ. 3. Do exposto, com amparo no artigo 932 do CPC/15 c/c a Súmula 568/STJ, conheço do agravo para conhecer em parte do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento. Por conseguinte, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro os honorários advocatícios em 10% (dez por cento) sobre o valor já fixado na origem, observado, se for o caso, o disposto no art. 98, § 3º, do CPC. Publique-se. Intimem-se. EMENTA