AREsp 2573748 - DECISAO
O agravo não foi conhecido porque a parte agravante não refutou adequadamente a decisão agravada nem demonstrou, mediante cotejo entre o acórdão recorrido e a tese recursal, a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ; por isso o recurso especial restou inadmissível e aplicou-se, por analogia, a Súmula 182/STJ; foi ainda...
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- Parties
- Agravante: MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo (decisão De Admissibilidade)
- Outcome
- não conheço do agravo em recurso especial
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Honorários Sucumbenciais Art. 85 §11 CPC, Responsabilidade Solidária
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Parties
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Não Conhecimento Do Agravo (decisão De Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 incidência da Súmula 7/STJ por demandar reexame de conteúdo fático-probatório
- 2 ônus da parte agravante de demonstrar a inaplicabilidade da Súmula 7 mediante cotejo entre acórdão e tese recursal
- 3 aplicação por analogia da Súmula 182/STJ
Ratio Decidendi
O agravo não foi conhecido porque a parte agravante não refutou adequadamente a decisão agravada nem demonstrou, mediante cotejo entre o acórdão recorrido e a tese recursal, a inaplicabilidade da Súmula 7/STJ; por isso o recurso especial restou inadmissível e aplicou-se, por analogia, a Súmula 182/STJ; foi ainda majorado em 10% o valor dos honorários sucumbenciais com fundamento no art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
não conheço do agravo em recurso especial
Orders
- Majoro em 10% (dez por cento), em desfavor da parte recorrente, o valor de honorários sucumbenciais já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º desse mesmo dispositivo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso especial no qual o MUNICÍPIO DE SÃO PAULO se insurgira contra o acórdão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO de fls. 115/129. Em suas razões recursais, a parte agravante requer o provimento do agravo a fim de que seja determinado o processamento do recurso especial. A parte adversa apresentou contraminuta (fls. 211/215). É o relatório. Da irresignação não é possível conhecer porque a parte agravante não refutou adequadamente a decisão agravada. O fundamento central da decisão de admissibilidade foi a incidência neste caso do óbice da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), porque a revisão das conclusões do acórdão recorrido demandaria o reexame do conteúdo fático-probatório da causa. A parte agravante, entretanto, apresenta razões breves e genéricas sobre questão puramente jurídica em relação à incidência da Súmula 7 do STJ, apenas reiterando o mérito (violação aos arts. 264 e 275 do Código Civil e 123 do Código Tributário Nacional) e deixando de contextualizar a hipótese dos autos com a tese argumentativa e de descrever apontamentos específicos de possíveis circunstâncias incontroversas. Afirma somente que (fl. 202): Veja-se, Excelências, que o Município não pretende a re- análise do conjunto fático-probatório, mas tão somente a ANÁLISE DA TESE JURÍDI- CA aplicada pelo v. acórdão que afastou a correta aplicação dos artigos 264 e 275 do Código Civil e 123 do CTN, por afastar a responsabilidade solidária da executada (expressamente prevista em lei) com fundamento em mero compromisso de compra e venda. Com efeito, o reconhecimento da qualidade de proprietário do recorrido vem reconhecido no próprio acórdão de apelação, sendo desnecessária a consulta a qualquer documento anexado aos autos. Constato que o fundamento de inadmissão do recurso especial não foi objeto de impugnação clara e, acima de tudo, específica, não tendo a parte agravante se desincumbido do ônus processual de demostrar o eventual equívoco na invocação do óbice em questão. Em situações semelhantes a esta, a Primeira Turma deste Tribunal tem se manifestado no seguinte sentido: "A afirmação de que o caso não demanda o reexame de fatos e provas ou então a menção às razões expostas no recurso especial não é suficiente para infirmar a incidência da Súmula 7/STJ. A jurisprudência deste Tribunal é no sentido de que, para comprovar a inaplicabilidade do enunciado sumular em questão, a parte agravante deve realizar o cotejo entre o acórdão recorrido e a tese recursal" (AgInt no AgInt no AREsp 1.641.259/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, julgado em 29/4/2024, DJe de 3/5/2024). Nesse contexto, em razão de o agravo não superar o juízo de admissibilidade, incide no presente caso, contra seu conhecimento, o óbice da Súmula 182/STJ, aplicável por analogia. Ante o exposto, não conheço do agravo em recurso especial. Majoro em 10% (dez por cento), em desfavor da parte recorrente, o valor de honorários sucumbenciais já arbitrado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados, se aplicáveis, os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º desse mesmo dispositivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA