AREsp 2690521 - DECISAO
Não conhecer do agravo porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada relativos à inviabilidade de se alegar violação a dispositivo constitucional por meio de recurso especial e à aplicação da Súmula 7/STJ, sendo exigidos os requisitos de admissibilidade nos termos do CPC/2015.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: UNIÃO; Recorrida: LOURDES APARECIDA DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Agravo não conhecido
- Legal Topics
- Admissibilidade De Recurso Especial, Impugnação Específica, Súmula 7/stj, Honorários Sucumbenciais
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Parties
UNIÃO
Agravante
LOURDES APARECIDA DA SILVA
Recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 exigência de impugnação específica dos fundamentos que obstaram o recurso especial
- 2 inviabilidade de alegar violação de dispositivo constitucional por meio de recurso especial
- 3 incidência da Súmula 7/STJ como fundamento de não admissão
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo porque o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada relativos à inviabilidade de se alegar violação a dispositivo constitucional por meio de recurso especial e à aplicação da Súmula 7/STJ, sendo exigidos os requisitos de admissibilidade nos termos do CPC/2015.
Court Disposition
Agravo não conhecido
Orders
- Não conhecer do agravo
- Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro-os em 10% observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§ 3º do artigo 98 do CPC/2015)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pela UNIÃO contra decisão da Corte de origem que não admitiu o recurso especial. Às fls. 628-629 (e-STJ), a UNIÃO apresentou proposta de celebração de acordo. Tal proposta foi rejeitada por LOURDES APARECIDA DA SILVA (fls. 635-636, e-STJ). É o relatório. Decido. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Nos termos do que dispõem os artigos 932, III, do CPC/2015 e 253, parágrafo único, I, do RI/STJ (redação dada pela Emenda Regimental n. 22, de 2016), compete ao agravante impugnar especificamente os fundamentos da decisão que obstou o recurso especial na origem. Assim, além da manifestação do inconformismo, inerente ao ato de irresignação, impõe-se ao recorrente o ônus de contrapor-se, de forma clara e específica, aos fundamentos da decisão agravada, conforme determina a lei processual civil e o princípio da dialeticidade. Com efeito, encontra-se consolidado nesta Corte o entendimento de que incumbe ao agravante infirmar, especificamente, todos os fundamentos da decisão que não admitiu o processamento do recurso especial. A propósito: EAREsp 701.404/SC, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Rel. p/ Acórdão Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018. No caso dos autos, a decisão de não admissão do recurso especial contém os seguintes fundamentos: (a) não ocorrência de ofensa aos artigos 489 e 1.022 do CPC/2015; (b) inviabilidade de se alegar violação a dispositivo constitucional por meio de recurso especial e (c) incidência da Súmula 7/STJ. Ocorre que a agravante não impugnou, especificamente, a inviabilidade de se alegar violação a dispositivo constitucional por meio de recurso especial e a aplicação da Súmula 7/STJ, o que acarreta o não conhecimento do agravo. Nesse sentido: AgInt no AREsp 2.228.742/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 15/3/2023; AgInt no AREsp 2.083.809/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe 16/3/2023; AgInt no AREsp 2.070.066/MG, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 20/10/2022. Ante o exposto, não conheço do agravo. Caso tenham sido fixados honorários sucumbenciais anteriormente pelas instâncias ordinárias, majoro-os em 10% (dez por cento), observados os limites e parâmetros dos §§ 2º, 3º e 11 do artigo 85 do CPC/2015 e eventual Gratuidade da Justiça (§ 3º do artigo 98 do CPC/2015). Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍ FICA. AGRAVO NÃO CONHECIDO.